Galo
A Seleção ganhou a Copa das Confederações, O Galo está na Final das Libertadores, o Cruzeiro ganhou no último jogo...e o meu salário " ó " continua o mesmo!
Diz se que o dia começa com o raiar do sol, canto do galo, e eu digo, o dia começa quando cada um de nós quer
Pronto pra briga, galo de rinha
Vida derramada em cada linha
Versos como lanças,
Separando homens de crianças
Rimas são as alegorias
da escola de esperanças
CIDADEZINHA QUALQUER
O canto de um galo ao amanhecer
O sol entrando pelas janelas
Agricultores com enxadas na mão
As vacas em frente de casa
Dona Severina preparando o café
Moleques roubando goiabas do vizinho
O sino da escola tocando
O entardecer
A tranquilidade
A natureza na sua melhor forma.
“O galo tem um peculiar orgulho: porque, além de “comer” todas as galinhas; ainda acorda a vizinhança”.
Já pensou que louco seria chegar no show
Da Ivete com um galo na mão dar pra ela é falar que ela não pode ficar Sangalo?
Já é dia
Surge o sol
canta o galo
levanta o trabalhador
cheira o café
acordam as crianças
quebra-se o silêncio
abrem-se as portas
parte o trem
chega a esperança.
De manhã o galo entoa
sua mais bela canção
matuto não vive à toa
vai cuidar da criação
a noite recita a loa
e vida tranquila e boa
só existe no sertão.
O galo é o dono dos ovos, a galinha é quem os bota e o pinto é compatriota da miséria de outros povos.
Até o meu corpo dói...
Acordo de madrugada
Na hora que o galo canta
Depois eu volto a dormir
Quando ele abre a garganta
O dia vem clareando
Minha cabocla levanta
Eu também pulo da cama
Tenho que cuidar das plantas
A vida do sertanejo
É uma luta quase
santa
E já vou para o rocado
Na hora que o sol desponta
Trabalho o dia inteiro
Até na hora da janta
Quando eu chego em casa
Minha mulher me encanta
Serve tutu com torresmo
E outras iguarias tantas
Depois eu pego a viola
E vou entoando um mantra
Que tem coro ritmado
Melodia sacrosanta
Num hino de Santos Reis
A minha voz se levanta
Diz o adágio popular
Quem canta seu mal espanta
E viver triste e calado
A vida se desencanta
Pois até meu corpo dói
Se minha alma não canta
Francisco Garbosi
UM POUCO DA MINHA VIDA
Nasci e me criei em fazenda
Acordando com o canto do galo
Tudo se tornava especial
Não precisava de legenda.
Tive momentos de tristeza e alegria
Duas revoltos como tempestade
Mas nada poderia arrancar
A nossa harmonia.
Tive uma infância preenchida
Com sonhos e brincadeiras
Se pudesse com certeza voltaria
Reviver cada momento daquela vida.
Apagaria todos os problemas
Bordaria tudo de bom que vivi
Acreditem, tudo eu transformaria
Versos dos meus poemas.
Irá Rodrigues.
Pra se alcançar um sonho
É preciso se esforçar
Acordar de manhãzinha
Antes de o galo cantar
Pois a quem cedo madruga
Nosso Deus confere ajuda
E dá forças pra lutar
