Gaivota
Flutuam sensações...
O cheiro da maresia.
o céu anil,
o voo da gaivota,
o sol morno,
a brisa nos cabelos...
Seria coisa dos sentidos ou o coração
que se finge de lembranças
para brincar comigo?
Cika Parolin
Gaivota
Óh gaivota que voas no céu.
Que observa tudo e a todos.
Procurando lugar para pousar.
Continuas segundo bolsões de ventos quentes?
Que a levam para cima. E ; descer, e; recomeçar?
Quando pensas estável. Para outro bolsão há de correr?
Estabilidade só acima. Mas acima do que?
Perguntou a si mesmo? Ostentas porque?
Se ; somente no chão pisado. Lhe trará bom grado,
Daquele sonho acontecer?
Mas, vive voado de lado?
O que há fazer? Senão acompanhar.
Outro bolsão vir juntar.
E ver em novos ventos se esconder?
Qual seria tua escolha?
Vontade que se desvirtua, desculpas.
Nada se constrói.
Decides teu agrado. Guarde-o bem direitinho.
E diga a ninguém. Seu lugar de repouso.
O que é de ti. A outro não importa.
Gaivota, segue a corrente. Em noite de vento quente.
Mas descubras o teu lugar. Nem todos podes agradar.
Mas pousa em tuas terras. Onde possas finalmente; descansar.
marcos fereS
Que o sol brilhe
A gaivota cante
E o vento sopre.
Que a maré se acalme
O vento aqueça
E o sol adormeça.
Você seja você
Eu serei eu.
Quando o outro dia chegar,
Que o vento não leve o que ficou
E a chuva não lave os restos. Pós o prometido chegou.
Que o tempo passe
Que o tempo passe de vagar
Que o tempo passe de vagar ,e eu, o acompanhe
Que o tempo passe de vagar ,e eu, o acompanhe, e, veja a gaivota voar
Que a gaivota voe sobre mar, fazendo com que o sol afaça uma com o ar.
E eu estarei na areia sem pretensões do nada.
Que a brisa traga
A lua admire
E as estrelas me contemplem.
Que a grama cresça e o tempo não perca!
Que o tempo não perca sua repleta compaixão na árdua missão em ensinar.
Que eu cresça
E a fome se acabe.
Que eu cresça e madureça com a sabedoria do tempo
Eu aluno
O tempo mestre
E o outro dia
Ah de chegar.
Sinto por ti uma ansiedade incógnita,um voo gaivota, uma chama trêmula,um arrepio na pele,o amor..?
Não sei...
Mas o desejo...
Gaivota do oceano
Gaivota,gaivota do oceano
Sois quem levita no espaço
Descança nas nuvens
Não vê o poeta?
Faz de ti musa, inspiradora
Ai!!!quem me dera acompanhar
Ao mar dourado,ver o cometa
O barco foge do pobre poeta
Gaivota, gaivota empresta-me as assas
Faz-me feliz,não deixa minha poesia assim
Em um vôo majestoso
Alcança o barco que foge de mim...
"Quero ser livre como
Uma gaivota que voa no céu
Almejo uma vida
Doce como o mel.
Me libertarei das algemas
Que prendem minha alma
Eu não aceito nenhum trauma."
INTANGÍVEL
Guardei-te na gaveta das coisas novas,
arrumadas, qual gaivota que sobrevoa
a praia, antes de fechar a porta da tarde.
Guardei as razões que me deste
para te eleger. O teu gracejar constante
e aquele sorriso de inspirar poetas.
É tarde. A vitrola acusa cansaço
e os versos repetem-se na folha vazia.
Rendo-me à alegria de te sonhar
tão azul e tão presente como antes.
Sempre te soube interdito e breve.
Tão intangível, que magoa.
Gaivota
Eu ganhei uma gaivota.
em um voo perfeito, parece,
sobre o oceano, antes dos
recifes de corais que se fortalecem.
Olhando aquela cena
pensei na extrema
linha divisória entre o real
e o imaginário abissal.
Eu vi uns recifes nadando,
no oceano brincando,
onde, parada, uma gaivota alada,
se mostrava assustada.
Com a minha perplexidade,
diante da beleza simples,
do cotidiano e dos enganos
da inatingível complexidade.
FIM DO MUNDO
Gaivota canta alto
Logo ao amanhecer
Acordo logo num salto
Vou de barco para ver
A foca e o pinguim
Fim do mundo é assim
É só ver pra poder crer
Voo alto como a gaivota, e meu bote é bravo igual o de um falcão. Na imensidão da internet tiro frases do meu coração.
Mar, maresia,
vento, areia...
linda sereia!
a gaivota enche
o peito de ar
e voa
ela
sabe amar
― à beira-mar.
Mar tão
nobre
quanto
ardil
havia aqui
um barco
a maré
o levou
sentado na
areia
fico a me
perguntar
se ainda
navegarás.
ou estarás
ancorado
na ilusão
de um marinheiro.
Meu peito,
― feito ilha ―
aperta
de saudades!
E entre o vento mais alto e o mar,
Está a gaivota que plaina,
Faz seu voo rasante e fisga,
Faz nascer um peixe voador,
Lá vai ele em seu voo único,
Para depois morrer um peixe nadador,
Uma gaivota planando alto, absorta no cotidiano hábito de voar...que coisa mais linda e mais sábia. Cada um fazendo o que sabe de melhor, com amor e dedicação. Isso é viver.
Distante
A gaivota pisoteia a areia
(Olhos flébeis)
Triste,
como os dias cinzentos,
na beira de um mar
que, distante,
ondeia sem rumo.
Há uma âncora enferrujando
os tempos
e o horizonte vai escurecendo.
O crepúsculo náutico
é tedioso.
A gaivota sumiu
-Mas há o barulho das ondas -
O mar parece adormecer.
Eu canto, solitário,
sem cantos de sereias,
enquanto meus olhos,
úmidos,
esperam o amanhã.
Moacir Luís Araldi
(Do livro Abstratos poéticos)
Nesse céu de arrebol
Que a aurora afaga
Nasce majestoso o sol
A gaivota numa fraga
Ensaia o primeiro voo
E desenha poemas no céu
Eu na areia desenho...
Uma escada pró céu!
