Fundo
corte pedaço de madeira
estarei lá...
olhe de baixo de uma pedra
estarei lá...
quando olhar para o céu
estarei lá...
num mar de sangue
e crueldade seremos crucificados
ao nada navegaremos num solidão,
pura escuridão teus medos numa coroa de espinhos,
pregos nas mãos meros pecados confessados,
num tarde a luz foi meramente um desvio de minha alma,
transferido maldiz sempre em três dias,
jugos da serpente formosa em seu esplendor,
frágil dom da vida esquecida pelo tempo,
afronta de momento se torna a punição...
vingativa solidão amarga virtude,
horizonte purpura dos quais lhe vi pela ultima vez,
sendo aceitação nos valores definidos
poucos hostis verás toda luz,
mais do que imponente o valor lapso perdido
por aqueles que destino tocou por um toque de um anjo...
sendo espaço que paira no desatino,
do qual futuro incerto se torna precioso...
como o amor de uma mulher.
fruto proibido manto escuro de um tempo perdido,
muitos sonhos conquistamos como gigantes...
nos damos nos nossos ideais,
o primórdio de um precipício,
encantados nos terrores da alma,
o que é alma?
a essência da vida numa pequena centelha.
como mensageiros do tempo passamos
no olhar do passado nos estágios mais cruéis,
o valor do espirito explorado num sonho
de um pesadelo até furtivo...
o que é espirito?
aparição ou que se dá numa atmosfera de medo
e pavor igualmente feito de energia residual
de um passado no resultado que foi alma...
base da evolução do ser humano...
como cataclismo...
as vertigens no horizonte vertente...
nas ambições reato verdadeiro pensamento.
tristeza meu amor
chuva como pode cair em meus sonhos,
terror meus pesares por mais um tempo que passou,
longes te deixei nos mares profundos meus desejos,
pois navegantes abundantes pujantes, doces detalhes,
mar sombrio morte por mais um teor passado na depressão...
moedas jogadas ao vento singular pura poeira,
no inferno de trevas que tanto desejei... pesado
imerso folgaz lavaredas que mordem as almas por demais
glorias nas asas do destino por julgo... perverso mais um som
banido por mais que queira seja infinito... brumas na escuridão.
beijo em chamas que deixou nas sobras que deixou.
olhe para a razão do seu coração,
aonde vivemos com liberdade,
carregamos nossas lagrimas...
caminhando mesma estrada,
enquanto nada muda nessa vida de espinhos,
a flor que vence as armas da ditadura
imposta por aqueles que roubam
o futuro de nossos filhos,
o passado vive nossos corações,
sinta mundo suas mudanças tão claro
como luz que nos deu vida,
até quando vamos deixar a vida passar
quantos devem morrer para tenha uma mudança.
Pela estrada que nos conduzimos,
tudo é uma loucura,
num mundo de pessoas insanas,
de palavras jogadas ao vento e;
de muitas ideias absurdas,
de um lugar a outro,
parte a alma e o espírito vagante
flutua nas trevas, e delas,
apenas...
nas fundas das profundezas da solidão.
E de repente percebemos que o poço não era assim tão fundo... nossos olhos marejados não permitiam que víssemos a saída...
horizonte frio terror minha alma,
solidão minha tristeza,
longitude minha alma tão perdida,
minha perdição meu amor,
triste terreno morte serena minha vida,
luar perdido está vida não mais meu amor,
tantas vertigens sussurram apenas lamentações,
gritos sem origens para interior vazio ecoa a morte.
seu coração está abaixo de zero
um estranho frio que magoou,
estranhamente sinto da dessa vida...
minhas asas tocaram o solo,
então percebi que morremos.
Eu ainda me lembro de você, com aquele sorriso largo, com aquele olhar profundo, que me amava ardentemente, mais no fundo tinha uma mágoa que o consumia.
Me vê uma companhia errada, por favor.
Quando é que estamos com as pessoas certas? Todas as vezes que coloquei minhas mãos no fogo por pessoas que considerei certas, queimei o braço todo. Me vejo ridículo no tempo em que filtrava minha companhias pelos bons modos, mas, no fundo foi ótimo; Só assim percebi que as pessoas vivem como ovos, protegidas por uma casquinha que querem mostrar, mas por dentro, são todas iguais, todas tem um lado amigável e egoísta, um lado angelical e um lado diabólico. As pessoas são cascas. Todas vulneráveis à tudo. Muitas vezes me coloco na posição de “má companhia” na visão da minha família. Talvez eu seja a companhia que eles não querem que eu ande, e isso é resultado de vivência. Tudo bem, eu não passei nem dos meus 50 anos de vivência, mas as escolhas que tomei me deixaram velho. O que é o certo nos dias de hoje? Tudo está numa balança. O certo e o errado não passam de questão de opinião, tudo é julgado pelo ângulo em que é visto. Ah, as companhias… Morro de medo de ser a melhor companhia, isso atrairia muitas pessoas, e quanto mais pessoas, mais chances de se complicar. Morro de medo de ser a pior companhia, pois isso afastaria muitos, e como uma pessoa sozinha vive? Não vive, sobrevive. A guerra interior é uma das piores que pode haver pois não há escudo para buscar, é o nosso eu contra si mesmo.
Quero fugir de qualquer tipo de guerra. Ultimamente tive guerras amorosas, familiares e interiores (essas que citei são as piores), todas elas deixam marcas que escudo nenhum é capaz de evitar. Fugindo de todas elas estou, mas fugir sozinho é se atirar pro nada. Procuro por companhias. “Garçom, me vê uma má companhia para atrasos e uma boa companhia para seguir em frente.”
uma faca feri e mata
uma besta dispara e mata
a ira e ódio aflora alma,
matar apenas pelo ato natural...
justos pela vaidade mortos pelo amor.
O amor é como um rio, se estiveres diante de um, pule
Mergulhe...
Mas não tão fundo que não possa voltar a tempo para respirar..."
Docemente meu amor...
Luar seja testemunha da nossa paixão.
Sempre olhar anoitecer estaremos juntos...
O céu vai parecer pequeno diante do nosso Amor.
O sol queimará seu sangue...
nesta tarde o café está agradável,
vamos correr entre as rochas,
tente compreender seu coração,
o sol te amou... mas foi uma paixão.
beba um gole do luar e taça de vinho,
vamos nos amar, até que noite chegue...
sinta meu sangue ferver no amor do teu coração.
Sonhos apenas desejos estagnados,
na fronteira de desejos cruéis
meus amores absurdos
ate minha alma se desloca desse corpo
inerte ate um beijo seu...
tocar meus lábios frios.
chamas da paixão percorre por tantas ilusões...
abrangentes em plena solitude,
pequenas frações de uma alma perdida em sonhos,
contemplo doce solidão em apenas clarividência,
são transições ativas além da boa vontade,
meus sonhos em trevas passivas as que acorde em um deserto anil pura como doce ar de tua alma,
remanescente em tantas flores dispersas,
em um devaneio purpura, chegando ser atrevido.
Meus segredos estão marcados na minha pele,
como profundas feridas que você deixou,
nada vai fazer isso passar...
esse seu jogo de amor terá final na minha face
minhas lagrimas romperam o silencio do teu coração.
tentei pensar o quanto te amei,
que nunca amou que tudo não passou de pura ilusão,
que jogo esse por fim esteja satisfeita...
minha voz se calou destino deixou meu coração
sagrando com muitas lagrimas que nunca acabam
apenas caiem em todos os sonhos
a uma trilha de solidão, no fato que meu coração
parou de sentir se calou para sempre.
esqueço que realidade num gole de bebida...
não sonho mais apenas sobras que deixou.
