Fundo
A divindade bastante infernal nossas próprias vidas nos últimos anos todos sentimentos levianos nesta terra de delírios ...
Nos estamos fazendo um status...
Mais uma grande variedade dos milhares
De palavras inúteis
Geradas por uma máquina que nunca
Teve sentimentos
Na imaginação de alguns eu estou no fundo do poço, prestes a me afogar, falam mal de mim pelas beiradas, mas ninguém joga a corda.
O mundo é um lugar muito perigoso, e se eu precisar mandar você para o fundo do oceano para te manter seguro, que seja.
Quando uma porta se fecha, existem centenas, milhares de outras abertas esperando você passar.
Passei muito tempo batendo na mesma porta e ela nunca abriu, até que cai no fundo do poço. Consegui sair dele e quando olhei em volta, me dei conta de quantas portas abertas existiam e que nunca tinha enxergado.
"O fundo do poço nem sempre é lodo e podridão! As vezes é um castelo, as vezes é um desejo, as vezes é riqueza, as vezes é beleza. As vezes é uma paixão, as vezes é só ilusão, mas no fim de tudo, é um poço sem fundo e sem chão."
Desde quando sabemos de todas as coisas que acontecem no mundo se mal sabemos o que se passa no fundo do nosso coração?
O lado bom do fundo do poço está em que a única opção é olhar para cima de onde vem o socorro e encontra-se a saída.
Você voltou, voltou a ter um olhar sombrio.
Você voltou, voltou para o passado que tanto te feriu.
Você desistiu da luz e abraçou a escuridão.
Preferiu voltar para o fundo do poço, do que pegar na minha mão.
Você voltou,voltou ser a mesma.
Esse menino vai te levar pro fundo do poço! Vai te afundar cada vez mais e você não vai conseguir sair.
Felizes dos cômicos e trágicos que percebem que a nossa vida se movimenta num eterno alternar de figura e fundo diante da quarta parede.
Fundo do Poço - posSO Ser f u n d o
Me jogaram aqui a muitos anos,
Acabaram com minha vontade de lutar.
Me calaram e acabou-se os planos,
Nem forças eu tenho pra revidar.
O mundo toda noite é meu sufoco,
Com pensamentos tortos me afundo.
E no fundo do poço já dou socos,
Se não saio por cima rasgo o meio do mundo.
Abaixo os amigos são minha lama
Que se grudam a mim como cola.
É cada ideia que se descola,
E eu colo um novo meio de drama.
Passo a mão na parede e tento escalar,
E está lá não me faz ver o topo.
Daqui o aperto é claustrofóbico,
E pra me livrar, tudo eu já topo.
Momentos são apenas momentaneamente,
E de repente a família é minha escada.
Essa é a armadilha mais bem armada,
Que tira o suicida da minha mente.
Mais um passo pra cima e fico
Mais perto de segurar a base com as mãos.
Sei que é difícil sair vivo,
Mas não é o labirinto
Que para o general em sua ação.
São seus esforços que te faz
Ficar voraz; ser e dar o seu melhor.
Seguro firme e não deixo que lá jaz.
Naquela noite não levarei a pior.
Estou me erguendo para me sustentar.
Vejo o quanto eu na vida já escalei.
E com um tropeço a mim empurrar;
Não vou parar, vou lutar,
Pois tudo de novo eu subirei.
Todos os dias
Escolho seguir em frente
Os pensamentos me traem
Trazendo memórias às quais peço esquecer
Olho o futuro como um quadro branco
Mas não entendo por que ainda recordar o que passou
Vidas bagunçadas, trocadas
Mágoas que ainda existem aqui, na memória
E tudo continua como um grande ponto de interrogação.
Perder é recomeçar...
Antes que desperte em mim algum grito...
Antes que se perca o sentido...
Diante o desconhecido...
Não me disseram para o que vim ainda...
Em um excesso de desejar sonhar, sonho...
Mas não sei trocar a minha sorte...
Antes da morte me beijar...
Hei de gritar...
Hei de cair e de chorar...
Também levantar...
Hei de amar, querer , desejar...
Não quero ter outra lei...
Além de sonhar...
Terrível solidão do mundo...
Onde pensam serem felizes por estarem acompanhados...
Onde colocam suas esperanças...
Em outro tão mais ou menos coitado...
Transcende a vida...
Entre as feridas...
Entre sopros...
Enganando-nos ...
Entre sorrisos e arrotos...
Enquanto nos abandonamos...
Enquanto no peito pulsa e canta a chama...
No silêncio mais fundo de nossa alma...
Sobre tudo por nós criado...
De si mesmo...
Contemplador e contemplado...
Enquanto escoa o tempo e o vento...
Até se completar o fado...
Perder e recomeçar...
Sempre...
Voltando, novamente...
A sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
