Fui
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Hoje fui meditar diante do mar,
- fiz isso por nós dois
Por esse beijo me endoidece,
- beijo assaz excitante
Tenho nas mãos o teu lindo amor,
- és primaz e meu diamante
Revelados no caminho do amor,
- somos um pedacinho de paz,
Abrigamos em nós o pedaço do
[amor demais].
O teu jeito está a cada dia mais audaz,
- você já sabe o quê para perto
de ti me traz
Sabemos delinear o nosso horizonte
da maneira mais perspicaz...
O meu desejo por ti é tenaz,
- e ninguém desfaz
Não há nada que me distraia,
- é plena a carícia que você me faz
A tua existência é irrestível,
- a tua malícia é indizível
Temos uma ternura incrível,
- as nossas cinturas se estreitam
no jardim do amor indestrutível
A tua voz ao pé do meu ouvido
é mais do que aprazível,
- és dono de um convencimento
aplausível
Portanto, não nego jamais:
longe de nos tornarmos rarefeitos,
Construiremos a nossa história de amor
com paixão, gemidinhos e trejeitos...
Procurando seguir
a indicação
da Lua divina Lua,
fui buscar
a embarcação,
passei devagar
bem pertinho
da savana pantanosa
em tua busca
e da paz maravilhosa
que estes olhos
lindos são
capazes de me dar.
A Lua fez da relva
um chão esmeraldino
e as árvores altas
iluminadas fizeram
o cenário mais lindo:
Para o amor seduzir
e nos embalar
pelo ritmo ardente
da sinfonia noturna
que só quem tem
uma alma em chamas
é capaz de decifrar
o quê o Universo
tem para falar
ao coração tomado
por encantamento,
e deixar as estrelas
fazerem o cobertor
de doce contentamento.
Buscando a inspiração
e a rima sonora perfeita
pelos portais do tempo,
fui construir um exílio
na Lua pro meu coração,...
Por não querer nunca
e nem de longe
parecer com este mundo
que exalta quem
aprecia viver sem emoção;
Acariciando a delicada
felina no meu colo,
e tal como a chuva fina
que caindo sobre cidade,
muito além desta tarde
venho te esperando,...
Com todas as mais de mil
e uma noites de amor,
que tens para ofertar
sob a abóbada estrelada
o teu coração me entregar.
Optando assim seguir
por um caminho interior
para que este inverno não
deixe em mim perder
esta primavera em frescor.
A porta que leva
ao jardim dos fundos
de casa foi aberta,
e fui em busca
de ares ocultos,
Para receber
os teus olhos lindos
capazes de cruzar
nossas fronteiras
e desatar defesas;
És o meu melhor
esquema e ainda
nem aventa isso,
a Lua sabe o quê
para nós imagino.
Para me orgulhar
das tuas mãos que
sabem desarmar
com amor e delícia
as bombas internas:
Todo dia poemas
e confissões tenho
escrito porque sei
que você lerá como
merecem ser lidos,
Não nos vemos
e nos sentimos,
porque em nós
há algo de infinito,
e o Universo protege.
Passei o dia inteiro
com meus princípios,
dores no meu peito
e em profundo silêncio
chorei e fui dormir;
parece que comigo
você só quis se distrair.
Fui despertar do nada
durante a tempestade
em plena madrugada,
me peguei vidrada
em totalmente em você,
o tempo se encarregará
deste feitiço desfazer.
Como você não pode
me amar como mereço,
tirar a minha foto debaixo
dos teus olhos foi
a melhor opção a fazer,
mas você não precisava
ter mostrado para me ferir.
Contei a minha vida
e você sem perguntar
me arremessou
aos anéis de Saturno,
e nem era noite de luar:
os espinhos do roseiral
estão no corpo sideral.
Amo as rosas a ponto
de ignorar os espinhos,
lambi as minhas feridas,
porque prefiro o meu
coração limpo para
um amor sem jogos
de sedução perversos.
Quando eu era criança, meus sonhos eram desinibidos.
Então fui incentivada mesmo sendo tímida a explorar minha personalidade e aproveitar as oportunidades envolventes que a vida pode me dar e vieram do meu jeito e a cada dia continuo lutando e vencendo da minha maneira.
Em busca não só da felicidade, mais do caminho certo da minha metamorfose humana em ser melhor do que já foi e o dia do amanhã, ser melhor ainda do que sou.
—By Coelhinha
Anota ai baby...acha que pode me passar pra trás? Quando você pensa em ir pra fazer...eu já fui, vim e ainda por cima já pintei as unhas.
—By Coelhinha
"Não tenho vergonha de assumir o que fui. E tenho orgulho do que estou sendo.
Agradeço aos meus pais que Deus me deu. Sempre me ensinaram o caminho certo que deveria percorrer, mais como Cabeçuda buscava atalhos rsrsr...Sem eles eu não teria chegado onde estou[...] Buscando a Deus e sempre sendo temerosa ao Criador. Meus defeitinhos eles fizeram questão de não me deixar como herança. Mais minhas virtudes e meu caratér veio deles." Deus é tremendo
━By Coelhinha
Em 2016, fui confrontada com a profecia de que não concluiria o ensino secundário. Posteriormente, ao aventurar-me em Maputo, deparei-me com a falta de apoio de certas pessoas. Contudo, persisti, depositando minha fé em Deus, e algumas situações evoluíram positivamente. Recentemente, fui novamente atingida por palavras depreciativas, insinuando que, apesar da minha dedicação à escrita, meu destino seria invariavelmente infeliz. É inegável que as palavras possuem um poder destrutivo intrínseco. A ausência de empatia em certas interações verbais é notória, refletindo, lamentavelmente, um arrefecimento do sentimento de benevolência."
Contudo, estas pessoas olvidam um princípio basilar: não são meus adversários. Ansiaria que compreendessem que o meu antagonista primordial reside em mim mesmo. A minha existência não se pauta pelas suas palavras ou observações; pelo contrário, nutre-se da fé."
Pelas esquinas de tempo por onde passo, deixo um tanto de mim, Um tanto do que inevitavelmente fui, um tanto do que, de abraços com a ilusão, quis ser. O que fica no linear paralelo de um novo caminho é o que neste hoje sou. Um “sou” mais rico da lucidez que preciso, mais empobrecido em limites, mais prudente em perceber que alguns passados, apenas passam, jamais se superam em nós. Assim são os amores, as saudades, os sonhos e os quereres que, sem perceber, por essas muitas e inconfessas esquinas, deixei. Pelos caminhos desse presente, vou reinventando cenários e neles acomodo novos castelos, às vezes de mármore, às vezes de areia branca, bem leve ao vento.
EU POR MIM...
Entre um pouso e um salto, um exagero de quimera aqui outro acolá, fui decifrando vontades, poetizando olhares, fazendo correr alto meus passos sobre céu de arado, sem jamais exilar por entre as nuvens minhas prenhes e perenes verdades.
Dancei bailados de alquimia que misturam os sonhos e os rumos, fiz nascer deles o chão que me sustém, embora o canto que ribalta o manto nem sempre me tenha sido de gentilezas e de sorrisos. Embora o horizonte de reverente poente que se quis ver, nem sempre tenha estado ao alcance do enquadrado das janelas através da quais ousei olhar.
Arte inacabada, não sacra, não casta, rabiscada pelas trilhas que andei, moldurada pelos versos que cantei, forjada em berço e preço pelas óperas ruidosas que encenei. Por vezes vulto e sombra para uns, àqueles os quais a retina que olha do centro do peito, não me foi possível atravessar. Mas o tanto maior de mim é alma sentida, é emoção alcançada, existência sem baço e névoa conhecida. Assim traduzo-me. Assim entalho-me no tronco cru e maciço das árvores que eternizam quem por elas passou e por ter algo a dizer, parou.
Por estes tantos andos e desandos de instintivos e dementados quereres, dizeres lavados de mim, em êxtase de crenças, em avidez de sonhos, sem mistérios e anteontens largados...
Que nestes, chegue sempre soberano e ímpero o TEMPO, maestro e juiz da vida. Tempo de aquietar as pressas permitidas e permissivas que, em cegueira luzidia, inundam e, por vezes, afundam. Tempo grato, polissêmico tempo que coaduna-se com as costuras consolantes, fiéis e pacientes a remendar e a refazer os rasgos e os vagos que pelas esquinas da alma vai se deixando ficar.
Pelo dito que sou, não sei se livre ou condenada estou, mas se nada mesmo ainda assim, fizer sentido, que eu NUNCA deixe de, incorruptivelmente, FLUIR. Que a emoção seja sempre dilúvio, redenção calçada de rosas e prosa em mim.
( Lu Menezes )
Tenho por sanidade a grata felicidade de não saber exatamente o que fui e o que sou, pois me adapto, re-invento me e me transformo todos os dias.
Quando fui convidado a fazer parte deste mundo, cheguei aqui diante de muito amor de meus pais e de minha família muito celebrado mas mesmo assim muito puro, nu, assustado e equivocadamente indefeso. Desde então cresci e me foi adicionado de forma abrupta em minhas tantas trajetórias de perguntar e responder, o sujo, o falso distante do pudor, a dor, a mentira, as errôneas seguranças transitórias e os equivocados poderes temporais que pouco nos valem. Hoje na idade madura, diante da verdadeira luz caminho num esforço sobre humano de corpo, mente e espirito, tentar voltar ao que era perfeito e resgatar minha original despreparação, pureza, fé inabalável e esperançosa ingenuidade, diante da triste certeza que em espirito e verdade dentro de meu coração antes eu já era sem saber, bem mais próximo do perfeito e da imortalidade que nunca deveria ter crescido e me deixado contaminar com as doces mentiras e as imperfeitas ilusões deste mundo.
Fui rondonista pelo " Projeto Rondon", por quatro vezes, e iria mais quantas vezes fossem necessárias.Brasilidades na pele e na alma em campo muito alem do papinho da praia no final de semana.
Eu sou civil, pipa avoada, contador de história e revolucionário.Nunca fui e nunca gostei dos iguais sou da família dos diferentes. CDF não preferi ficar no fundo da sala com os repetentes. Afinal nunca tive patrão, aprendi a tocar violão de ouvido, a cobra venenosa que me mordeu morreu ela, e quem ganha na briga de rua é o primeiro que dá o primeiro tapa,e sai correndo....por que rostinho que mamãe beijou vagabundo nenhum põe a mão.
Decidi que dificilmente deixarei-me ir.
Pois, sempre que me fui, eu fui a única que senti falta de mim.
Posso calar-me agora, posso descansar um pouco, fui derrotada de novo.
Os meus movimentos já não servem para nada e os meus suspiros já não são escutados nesse mundo.
