Fui
Estava desfrutando da minha solitude,
quando de repente fui transportado
pra um momento mágico,
uma linda mulher passou bem diante dos meus olhos, correndo pela areia da praia,
era encantadora como uma sereia,
pele delicada, cabelos soltos ao vento,
fazendo parte de um rico cenário,
até a água do mar parecia obedecê-la,
uma cena inimaginável e inesquecível,
nem parecia que estava mais nesta terra,
por alguns instantes, sentir-me como se estivesse num paraíso
tanto que fez eu ignorar tudo a meu redor,
só queria vê-la, apreciá-la
de uma maneira verdadeiramente intensa,
entretanto, ainda restava um pouco de clareza, não queria assustá-la
e achei prudente não ir até ela,
por isso, talvez, eu ainda me arrependa,
mas espero ter a chance de reencontrá-la
e que eu possa finalmente conhecê-la
ou terei que me conformar
e tentar esquecê-la.
Nunca fui à Veneza na Itália,
mas tenho muita vontade de conhecer,
já vi muitas imagens, inclusive,
em algumas cenas de séries e filmes,
mas fazia um tempo que não pensava nisso
até que, ontem à tarde,vi um belo quadro com ricos detalhes, cores vivas,
referenciando justamente aquele lindo lugar,
assim, chamou tanto a minha atenção que trouxe um prisma para a minha mente e por alguns instantes fiquei numa viagem imersiva ao imaginar
como seria se eu estivesse por lá
e ainda melhor se tu estivesses comigo,
estarias simplesmente linda
com este teu sorriso estonteante,
estaríamos num rico cenário
envolvidos por uma bela noite
com nossos olhares exultantes
sob um lindo céu estrelado
semelhante à "A Noite Estrelada"de van Gogh.
Claramente, fiquei inspirado,
a arte de fato é fascinante,
precisa ser admirada
por cativar e deixar o ânimo mais forte.
Admirando atentamente um lindo quadro,
fui transportado através da minha mente
para uma ilusão de época.
Era uma manhã no início do outono,
as folhas das árvores estavam
ficando secas, um clima agradável
tomando conta e estava ventando
um pouco,
quando eu estava de saída
de uma casa grande,
na minha carruagem
para voltar ao trabalho,
mas logo precisei parar
por alguns instantes,
pois avistei uma linda jovem
usando um lindo chapéu,
bem vestida, de pele delicada,
uma aparência expressiva
e apaixonante.
Penso que ela estava longe
em pensamentos, distraída,
já que nem percebeu a minha presença.
Não sei se chamaria de amor
a primeira vista,
tendo em vista que não acredito,
entretanto sei que senti uma emoção
forte e distinta de qualquer outra
que havia sentido outrora.
Ainda extasiado, despertei
e para não assustá-la,
antes que percebesse,
fui embora
e volteipara minha realidade
após provar um dos efeitos
que a arte provoca.
Fui um felizardo hoje, tive uma noite muito sublimee profundamente apaixonante,
pois pude admirar uma elegância
de um tom azul numa estrutura delicada de fragmentos belos e vívidos, uma beleza clara e incomum.
Foi um momento simplesmente distinto como se as cores dos céus
e dos mares tivessem se unido
para revestirem aquele ser
de detalhes tão harmônicos,
a exemplo de seus lindos cabelos
de um majestoso brilho.
Quiçá, eu tenha presenciado o romantismo na sua essência
por ter proporcionado um deleite
aos meus olhos e por ter provocado uma certa inquietação nos meus pensamentos
ou, talvez,eu tenha apenas sonhado,
mas, de qualquer jeito,
na minha mente ficará certamente guardado.
Confesso que nunca fui muito bom em matemática, mas consegui aprender algumas coisas, pois quero que nossas felicidades sejam somadas,que possamos dividir um amor elevado ao quadro resultando na nossa reciprocidade,
subtraindo a tristeza um do outro,
vivendo juntos numa proporção de cumplicidade entre perdas e ganhos.
O futuro é sempre uma incógnita,
mas até lá, podemos seguir calculando, somando nossas vivências, multiplicando nossas histórias numa equivalência de sentimentos, de vontades, partilhando uma porcentagem de vitórias que seja superior a das adversidades.
Não existe uma fórmula exata para um relacionamento dar certo, porém, graças a Deus, podemos chegar no resultado mais próximo possível
e quanto ao resto, vamos aprendendo a lidar, és a mulher que quero acrescentar na minha vida, que eu possa também somar, portanto, minha querida, vem comigo calcular.
Fui felizmente surpreendido por um breve momento atípico e singelo, mas muito atrativo graças a um lindo canto, suave e tranquilo, cantado por um ser amável de detalhes simples e tão ricos, um valor inestimável, de um esplendor genuíno, então, fiquei encantado por um instante muito vívido.
O que faz lembrar que o impacto causado pelo pouco pode tornar-se algo grandioso quando o resultado é profusamente revigorante, deixando o espírito confortável
assim como um piscar de olhos, um beijo de boa noite, gestos carinhosos em certas cenas inesquecíveis e emocionantes.
Diante disso, ao meu ver, graças a Deus, é bastante plausível estar atento para perceber cada fragmento belo de equilíbrio pois se somados, trarão um grande entusiasmo ao espírito, o coração ficará imensamente grato, o ânimo será fortalecido sempre que for necessário.
Fui agraciado nesta manhã por uma bela arte divina em exposição, detalhes caprichosos, cheios de vida bem diante dos meus olhos, trazendo uma emoção apaziguadora, uma renovação que inspira, uma visão que transforma e prontamente conquista.
Pude fitar árvores frondosas com pássaros libertos sobrevoando que proporcionaram-me alguns instantes de sobriedade num deslumbramento edificante, um lampejo de felicidade que será uma luz forte e permanente que poderá tardar o inoportuno desgaste da mente.
Consigo acreditar que foi uma forma de Deus encorajar-me a não esmorecer, a seguir meu caminhar através de um lindo amanhecer, já que nem sempre o bem que Ele faz está explícito, sendo preciso observar além daquilo que é notório para assim alegrar o espírito.
Fui alcançado prontamente por uma vívida gentileza sonora no íntimo de uma melodia entusiasmante sicronizada com o ritmo da chuva que foi intensificando gradativamente, ficando cada vez mais forte e emocionante, deixando aquela breve ocasião muito envolvente.
O som do tempo lá fora estava muito evidente e aparentemente incansável num grande espetáculo celeste, enquanto que as notas iam se reunindo harmoniosamente, todas empenhadas para acompanharem o mesmo compasso com um entusiasmo reluzente.
Este sincronismo certamente foi muito significante, a chuva que caiu expressivamente, inspirou uma linda música e reunidas deram inspiração pra estes meus versos, minha mente e a minha alma foram tocadas por este nexo de artes, uma sonoridade divina, palavras poéticas e uma musicalidade bastante emotiva.
Parei um pouco para observar na última noite e fui satisfatoriamente atingido pela beleza da flora, um beijo de austeridade, onde o romantismo pode florescer numa cor vívida de forte notoriedade tanto quanto a de um lindo anoitecer.
Certamente, um daqueles agradáveis instantes que contrariando a temporalidade, são muito capazes de deixar marcas permanentes, seja na inspiração de uma bela arte ou num lugar saudável da mente.
Então, espero que a pressão da rotina não deixe-me sempre apressado pra que eu possa contemplar e consiga usufruir o máximo desta divina satisfação, pois, pra mim, é inegável que a pressa é inimiga da contemplação.
Eu fui surpreendido em uma noite recente por uma benesse grandiosa ao abrir a janela do meu quarto, pois encontrei finalmente aquela nuvem que outrora tanto almejei, a qual levou-me de imediato até a lua, fiquei com as estrelas bem diante dos meus olhos, uma contemplação única, que não pode ser comparada, com toda certeza, memorável, nem me importei se estava sonhando ou desfrutando de alguma loucura, só quis observar atenciosamente aquelas tantas constelações dando um grande espetáculo e depois de um bom tempo, ela trouxe-me de volta, já estou sentindo muito a sua falta, portanto, não vejo a hora de um próximo encontro como um regalo para a alma.
Fui agraciado em um inesquecível momento, marcado por uma visão inegavelmente deslumbrante que vai além do alcance dos olhos, na qual, graças a Deus, estive por alguns instantes imerso numa sensação emocionante de liberdade, um marco na linha do tempo da minha valiosa brevidade.
Admirando a tranquilidade do céu com o sol se despedindo, fui surpreendido por uma visão inusitada de um ser mitológico, um dragão preto de escamas cintilantes e grandes asas, voando livremente, demonstrando uma certa calma, que causou em mim, um forte deslumbramento, imaginando que talvez aquele fosse o vislumbre de uma nova jornada ou no mínimo, um inesquecível acontecimento que deixou minha mente maravilhada e os meus olhos bastante atentos.
Fui traído pelo meu próprio ego.
A função do ego é me agradar, mesmo que não seja verdade. É assim que eu gosto de acreditar.
Por isso que, quando algo dá errado, eu me pergunto: Por quê? Se fiz tudo certo.
Como não havia
encontrado
a palavra certa
para explicar
muito além
da liberdade,
Fui versando
sobre as nuvens
eletrizantes
da tempestade.
Chegou a hora
de contar o porquê
de tanta poesia:
a vida é capaz
com o pincel
da ironia pintar
as paralelas,
essa é a realidade
da História do Brasil
e da Venezuela,
não há como ser
indiferente e se calar.
Como uma praga
que devasta
uma lavoura,
O assunto é
mais grave
do que se imagina,
não sei o quê
será do destino
do continente,
ninguém tem
compaixão
do destino
da nossa gente,
que a verdade
seja dita:
não nos ensinaram
a nos amar,
e a nos fazermos admirar,
pedir pela libertação
da tropa já virou rotina.
Descarto ser
discreta
para você,
Porque fui
descoberta
por você,
Nós dois
sabemos
o quê irá
acontecer,
É o amor
que chegou
para
permanecer,
acariciar
e nos
surpreender.
Eu te quero
e você
nem imagina
A forma
e o quanto,
mas do seu jeito
urgente,
cheio de delícia,
ventura e malícia,
sem medida.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Da minha janela eu fiquei
Em busca daquelas histórias
Que só eu sei contar,
Fui em busca do luar...
Eu fiquei assim a te esperar,
De olho na janela para te ver,
Do jeitinho que irás pousar;
No soneto madrigal irei festejar
De bruços irei escrever:
Para o poeta se deleitar.
No céu flutuando eu subi
Em busca da luz da lua
Que provoca o delirar,
Fui em busca de você,
Eu estou a premeditar,
De olho na tua despreocupação,
Do teu trigueiro versejar,
No meu abraço a te abraçar,
De boa e sensual coreografia
Estou aqui para te provocar...
Do céu avistado o luar
Em busca do teu beijo,
Que chegou para excitar,
Fui em busca do segredo,
Do teu lindo versejar
Que bem parece (rede)
De pescador lançada no mar;
Aqui estou subindo pelas paredes,
Pronta para a gente namorar.
Perdoa-me por aquilo que não tem perdão,
Eu fui embora, e levei comigo o seu coração.
Perdoa-me pelas noites que não te iluminei,
E sobretudo não te aconcheguei...
Perdoa-me por tudo que abandonei,
Sim, eu fui embora, eu te deixei...
Perdoa-me ao girar da tranca,
Dei as costas para a tua esperança.
Perdoa-me porque a pena eu paguei,
Por tudo que construí, e larguei...
Perdoa-me por ter te deixado
Solitário,
Não quis ter te abandonado
No poemário,
E muito menos te humilhado
Por ter desconfiado de ti;
Perdoa-me por te amar mais
Do que a mim mesma.
Perdoa-me porque não fiz a tempo,
De ter entregue o meu sentimento.
Orgulho-me ter o meu ego pisoteado,
Para transformá-lo em estrela no éter
Deste amor infinito - e implacável;
Entrego ao mundo o que eu já devia
Ter tornado teu, e te revelado...
Perdoa-me pelo desespero,
Porque você não sai da minh'alma,
E não sai da minha retina;
Continuo por ti seduzida.
Perdoa-me eu sei que errei,
Como o fogo consome a brasa,
O amor quando é amor nunca acaba.
O coração bate descompassado,
É a fera que há em mim querendo
O teu laço que se chama [abraço];
Permanece o intenso sabor pelo fato
De nós termos nos [beijado]...
Perdoa-me porque é indescritível,
O amor que sinto é infalível,
O tempo não o apagou amor incrível.
Se o amor é o limite do amor,
Amar jamais terá limite,
O tempo me mostrou
Que enquanto houver céu,
Entre nós não haverá limite.
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
Hoje fui caminhar na praia,
Saí em busca dos teus olhos,
- lindos olhos cor de (a)mar,
Bastou as ondas para lembrar
Do teu jeito de me desalinhar.
Deste teu jeito de fotografar,
Em letras registrar,
- esse poema
Sobre a mesa de trabalho,
Estou a inundar-te...,
- tal como um estuário
Sou eu a te assanhar...
Eu na praia, e você aí,
Sobre a mesa de trabalho,
Eu sou o teu verso ordinário,
E também o teu verso oratório;
O teu desejo longe de ser transitório.
