Fui
Vivo em eterna reflexão do julgamento à si próprio, para tentar melhor julgar aos outros. Já fui injustiçado, já causei injustiça e sinto-me injustiçado constantemente, mas nem por isso eu busco a justiça com a injustiça que recebo. Agora é um dia propício à esta reflexão, onde se diz "está escrito" que "o bem venceu o mal" sem mal causar, sem revidar, sem ao menos desejar aos outros o mesmo mal assim recebido.
Eu, condicionado a me defender, a sobreviver à todo o mal à eu direcionado, preso à este "jarro" frágil e cheio de limites, buscando essa eternidade "prometida" e pensado o fim deste "jarro" como o fim de todas as grandes possibilidades para bem lutar, bem fazer e assim justificar a eu mesmo, sempre foi quase que impossível nada fazer.
Já corri de muitos males, corri para não apanhar, corri para não morrer, me escondi do mal a me perseguir. Banhado de verdade já calei-me para a mentira, mas nunca, nunca consegui fazer como Ele fez, entregar-me sem realmente nada fazer, ainda que para muito, para muitos e muitas situações eu já fiz e ainda faço assim, exatamente nada, apenas confiando, mantendo as esperanças e a fé de um dia ser recompensado.
Ser perfeito nas condições em que me encontro é impossível. O mal sabe disso e apesar de também saber que não vou desistir, insiste em tentar me ganhar, ainda que saiba não me vencerá e isso tudo apenas para tornar essa de muitas outras de minhas jornadas exatamente assim, um sacrifício a ser vencido, a ser superado.
Me recuso a ter a imagem da escuridão neste mundo, mas sim a imagem da luz, pois fui feito por um ser da Luz, da vida e dono de todo o universo.
Hoje fui à janela:
Peguei todas às minhas coleções de sonhos que guardava e joguei pros ares, o que for realmente meu, o universo me devolverá.
Eu sempre fui uma garota.
Uma garota diferente
Uma garota não aceita muito bem
Pelos outros, por mim
Um homem e apenas mais uma história.
Eu um pobre trabalhador honesto.
A anos atrás, Eu fui apaixonado por ela.
Tentei de todas as formas chegar até ela.
Mas ela até virava a cara quando ela me via passar e acenar pra ela.
Hoje ela Após seus 40 anos e Com um filho de uma cara que foi comprar cigarro e nunca mais voltou.
Ela me disse...
"Eu sempre fui apaixonada em você".
Esqueço que tenho asas para voar e por isso vivo presa as minhas transloucadas idas. Se um dia fui terra não lembro. Minha alma arde em chamas pelas verdades em busca do Eu esquecido em algum lugar.
"Fui mandado embora de casa por minha própria mãe. Naquele instante, enquanto arrumava as poucas coisas que possuía, imaginava ser o fim, sem saber que ali iniciava um dos recomeços da minha vida — um dos meus tantos levantes após as quedas. Perdoei-a após anos, mas não esqueci. Assim, me tornei um bom dublê, profissional em quedas, mas também em ascensão. As pessoas precisam entender que todos temos nossas falências e que, principalmente, somos feitos de carne, ossos e muitas cicatrizes.Glória a Deus por isso!"
Marcelo HB
A maior viagem da minha vida foi quando eu fui de beijinho da ponta dos teus pés até os teus cabelos.
Muitas vezes mesmo com a porta aberta, eu fui pra janela, e como um sentinela fiquei a espera dela...(Patife)
Por alguém já fui querido,
também fui admirado.
Escrevi até poemas
manuscritos no passado...
Só o que eu não previa
era que breve eu seria
esquecido,ignorado...
Sempre fui bom em expressar a verdade, e quem fala a verdade não precisa ter boa memoria...
(Saul Belezza - Patife)
Expliquei-me aos que amava, mas não fui entendido. Então, expliquei-me a mim mesmo — e não me entendi. Olhei para o reflexo no espelho para ver quem eu era e, nos cacos quebrados, só enxergava fragmentos de uma alma ilegível. Olhei para a água do lago, e minha melancolia o perturbou: as ondas fugidias distorceram-me, reafirmando minha ausência no mundo. Então, expliquei-me à existência: ela me ignorou.
Como podem os ventos e a chuva tocar-me a pele? Como pode o sol, ao reluzir-me, criar sombra — se não sou nada e nem ninguém para nada e nem ninguém?
Fui, por tempos,
o mais ingênuo dos poetas.
Traduzi minha alma em escritos,
ofertados a rostos que jamais souberam ler;
justamente por esconderem-se atrás de máscaras.
As palavras — essas que julguei importantes —,
definhavam-se à medida do correr do tempo.
Então, tornaram-se meras lembranças do que poderiam ser:
pontes de transformação,
não muros de adorno.
Foi à escuridão do meu quarto —
a única leal que me restou —
que compreendi:
não era a beleza que faltava aos versos,
mas o merecimento dos olhos.
Toda poesia é imperfeita,
como todo homem;
e é essa a essência da natureza.
Os dissimulados, na vã procura do eterno,
hão de pasmar-se aos espasmos da tênue verdade.
Agora, ao ausentar-me,
deixo um rastro de luz contida —
mínima, talvez,
mas real.
Aqueles que um dia lerem,
não mais embuçados
— com a alma aberta —,
sentirão o brilho de minha partícula viva,
explodindo no silêncio cósmico.
“Não fui lido,
mas fui real.”
Sempre fui contra primeiro encontro do casal sendo diversão ou cinema, porque você perde 4 horas que poderiam ser usadas pra conversarem. Passeio e cinema devem ser no segundo ou terceiro encontro. Primeiro vem a conversa para conhecerem, só depois sai como casal.
Fui, pela estrada catando Flor.
Alguém veio pelo caminho,
e num Sorriso, num Olhar,
plantou-me ternura e Amor.
