Fui
Procurando seguir
a indicação
da Lua divina Lua,
fui buscar
a embarcação,
passei devagar
bem pertinho
da savana pantanosa
em tua busca
e da paz maravilhosa
que estes olhos
lindos são
capazes de me dar.
A Lua fez da relva
um chão esmeraldino
e as árvores altas
iluminadas fizeram
o cenário mais lindo:
Para o amor seduzir
e nos embalar
pelo ritmo ardente
da sinfonia noturna
que só quem tem
uma alma em chamas
é capaz de decifrar
o quê o Universo
tem para falar
ao coração tomado
por encantamento,
e deixar as estrelas
fazerem o cobertor
de doce contentamento.
Pela mão fui carregada
por você e me vi
no meio sem querer
de um Sarandi Pantaneiro,
Onde por revezamento
cada um deixava
um pouco o seu par
e declamava um verso,
E puder ver que te amar
era o meu destino certo,
e eu o teu efusivo desidério.
Fui dançar a Parixara
com você no coração,
Agradeci ao Criador
por toda a Criação,
Na roda da Parixara,
o bambu batia do chão,
os bambuzinhos
na cintura chacoalham,
as palhas das saias
gentis roçavam
e assim os enfeites
faziam a percussão,
Dançamos a Parixara
para cumprimentar
e para se despedir,
Você sabe que existe
Parixara para tudo,
E que sem você
não vai dar mais
para ficar nenhum segundo.
Porque na verdade nunca deu.
Nada pode morrer
em mim porque tudo
em mim é amazônico:
o meu país, a fé e o rio.
Fui buscar Jarina
para fazer colar,
pulseira, brinco
e anel para me enfeitar.
Agora, tudo é mais vivo
do que nunca porque
o amor e a poesia não
conhecem mais separação.
Tudo irá melhorar,
vamos nos encontrar
e que por mim você
a vida toda irá se encantar.
Observei que a Mangabeira
está mais linda do que nunca,
Fui colher mangabas doces
para te fazer uma surpresa,
Pode ter certeza que é amor
e paixão além deste poema,
Você vai me dar o seu coração
e vou amar ser sua com grandeza.
Por acaso fui no embalo
convidada pela sua vizinhança
para o coco alagoano,
Na tua casa chegamos
um pouco atrasados
e todos batiam com os pés
fazendo o ritmo
no chão de barro
como manda o figurino,
Foi quando o teu olhar
inesperado cruzou
tão bonito com o meu
e fez o meu coração apaixonado:
Você é o presente que a vida me deu.
Fui ver como sempre
se havia chegado
uma correspondência,
A rua estava ainda
mais sem movimento,
Não havia nenhum
sinal dos vizinhos,
Havia pairado
um silêncio abissal.
Na caixa de correios
ele estava lá olhando
para mim e fiquei
olhando para o grilo,
e pensei que não
só existe deste tipo.
Rir foi inevitável
e pude entender por
um instante o quê se tratava
realmente de uma
[correspondência grilante].

Desta vez fui
eu que balancei
a sua estrutura
com certeza sei
dançar zabumba,
Te fiz você seguir
no ritmo certo,
Você girou para lá
e girei para lá,
Desde o dia que
descobri que sou
poeta o seu coração
toca tão alto que
não consegue disfarçar.
Fui ver ser os frutos
do Mutambo
já amadureceram,
esperando sem
contar o tempo
e escrevendo
o inevitável e a poesia
com os olhos voltados
para o destino e o infinito.
Quando fui olhar
a beleza da Lua
me fez imaginar
que estar ao seu
lado é viver um
amor de cinema,
Nós dois estrelando
numa linda cena:
vivendo o poema.
Eu fui revestido de autoridade, de entrar, e sair de qualquer ambiente sem me contaminar, pois ousei conhecer quem sou, e o eu que sou não pode se contaminar, pois está revestidos de si mesmo.
No alto da madrugada
ainda estou processando
que eu fui mais uma
pela jornalista enganada.
Não me importo,
porque por gente assim
jamais eu mudarei;
pelo valor da vida
jamais desistirei
de dedicar o meu louvor.
No alto desta madrugada
peço que abandonem
a cultura de truculência,
e aprendam ter paciência.
Importo-me com
o General, a tropa
e por cada um deles
tenho escrito e revisto
os meus poemas:
registrando os fatos,
assim os prevejo
fazendo história,
resgatando a união
e restaurando a glória.
É preciso permitir
fazer um pacto
com a reconciliação
e com o perdão,
para que o amor
volte ser o condutor
da tua Nação.
Hoje fui à janela:
Peguei todas às minhas coleções de sonhos que guardava e joguei pros ares, o que for realmente meu, o universo me devolverá.
*O GRANDE SEGREDO*
Hoje vejo o quanto fui feliz por passar as privações e provações da minha infância ao me submeter às idiossincrasias do meu pai, no arremedo daquelas do vovô que ele destilava; eu tive a humildade e a paciência de arriscar na força do meu amor por ele; ao contrário de buscar as coisas na experiência do mundo, eu mirei ele; e no vovô; me auto-cooptei e aprendi com as porradas do meu velho; ... certamente que houve dia em que eu me rebelei contra ele... mas só na brevitude da volatilidade da ira; daquela loucura breve; que a vera era o fulgor das minhas ansiedades... Hoje, velho, vejo que acertei... por mais que tenha sofrido a vida que O Meu Deus me deu, até agora, na verdade, fui feliz... Jamais me arrependerei de minha opção... Descobri recentemente que na verdade eu escolhi o amor; o amor de amar o papai sem condição e sem filtro: só amá-lo... Aprendi com ele a amar às pessoas, pouco importando o que elas me deem. Daí sinto que a felicidade de viver é amar, de forma incondicional e sem esperar nada, nem ficar de pires na mão... porque quase ninguém da nada; amar e pronto... amar e amar.. Dâne-se quem não me retribuir e não souber fazer isso...
Aprendi com o papai e com tudo que ele me disse do vovô, que eu não tive...(te amo vovô)...
Aprender sem ver, sentir sem passar, ouvir e inteligir o amor que recebi... Grosso, mal educado, mas protetivo e sincero...
Aprendi certas coisas sem passar, mas fiz a leitura da dor no livro do coração que ele abriu pra mim. Quiça tantos que buscam nesse mundo se permitam fazer uma pequena fração do que fiz... Ler o coração daquele que se dispôs a amar;... amar de verdade, seja como pai, filho, avô, amigo...
Um livro aberto no coração...
(Victor Antunes)
Esqueço que tenho asas para voar e por isso vivo presa as minhas transloucadas idas. Se um dia fui terra não lembro. Minha alma arde em chamas pelas verdades em busca do Eu esquecido em algum lugar.
Se fui o pior, Ele foi maior,
Se pequei demais, Sua graça foi melhor.
Agora sou prova viva do favor,
De que o Amor venceu a dor.
Mesmo sendo pecadora, o Teu amor me encontrou.
Fui até ti, como quem ama,
não com espada, mas com choro e palma.
Te vi distante, fria, ausente...
mas quis-te perto, ainda que indiferente.
Eu sou filha amada de Deus!
Fui escolhida para um tempo como este!
Minha vida tem propósito, minha história é escrita pelo Senhor!
Sou uma mulher de oração, de fé e de coragem!
Nada pode me parar, pois maior é Aquele que está em mim!
Então, estendo a mão a ti,
Pois não fui feito para odiar aqui.
Que Deus nos una, nos faça crescer,
E o desprezo nunca mais possa vencer.
