Fui
Fui alguma coisa um dia, hoje sou muito pouco e com fé e sabedoria no futuro prospero, não serei nada. A felicidade na eternidade é muito mais, subtrair se do que se por.
Eu como buscador da verdade, da liberdade e do bem, fui convidado a entrar na atual Maçonaria mas infelizmente a Sublime Ordem, hoje social, de fartos ágapes e pequenas vaidades, não entra em mim.
Ao viver na escuridão fui convidado a ver a luz desde então trabalho incessantemente minha pedra bruta, com o malho e o cinzel seguindo a dadivosa orientação dos meus mestres, na justa e perfeita geometria.
Minha vaidade é pouca, afinal sempre fui um ser inacabado. Esforçado sempre, em parecer o mais comum possível mas sem exageros. Meu ego, foi passear um dia e nunca mais voltou, que bom, tenho aprendido muito bem, a viver sem ele. Já minha liberdade, é infantil vinda da terra do nunca, nunca cresceu. Vive na rebeldia de achar que tudo que é muito serio, é chato. Procurando um arco-íris hoje de novo.
Já fui queimada na fogueira
e rotulada de todas as maneiras.
Já fui dada como louca
e privada de votar.
Fui julgada pelo meu estilo
e por não querer engravidar.
Ainda sim, eu não desisto,
do direito de ser, pensar e estar.
Para viver à minha maneira,
estou sempre disposta a lutar,
nem que isso signifique
morrer e renascer,
para então continuar.
“Fui voltando por um lugar colorido escuro com uma luz apagada, correndo lentamente de algo que me faz andar rápido”.
“Eu sigo meu caminho e você segue o seu, se não se encontrarmos no céu é porque fui para o paraíso.”
No alto da madrugada
ainda estou processando
que eu fui mais uma
pela jornalista enganada.
Não me importo,
porque por gente assim
jamais eu mudarei;
pelo valor da vida
jamais desistirei
de dedicar o meu louvor.
No alto desta madrugada
peço que abandonem
a cultura de truculência,
e aprendam ter paciência.
Importo-me com
o General, a tropa
e por cada um deles
tenho escrito e revisto
os meus poemas:
registrando os fatos,
assim os prevejo
fazendo história,
resgatando a união
e restaurando a glória.
É preciso permitir
fazer um pacto
com a reconciliação
e com o perdão,
para que o amor
volte ser o condutor
da tua Nação.
Pela mão fui carregada
por você e me vi
no meio sem querer
de um Sarandi Pantaneiro,
Onde por revezamento
cada um deixava
um pouco o seu par
e declamava um verso,
E puder ver que te amar
era o meu destino certo,
e eu o teu efusivo desidério.
Fui dançar a Parixara
com você no coração,
Agradeci ao Criador
por toda a Criação,
Na roda da Parixara,
o bambu batia do chão,
os bambuzinhos
na cintura chacoalham,
as palhas das saias
gentis roçavam
e assim os enfeites
faziam a percussão,
Dançamos a Parixara
para cumprimentar
e para se despedir,
Você sabe que existe
Parixara para tudo,
E que sem você
não vai dar mais
para ficar nenhum segundo.
Porque na verdade nunca deu.
Por acaso fui no embalo
convidada pela sua vizinhança
para o coco alagoano,
Na tua casa chegamos
um pouco atrasados
e todos batiam com os pés
fazendo o ritmo
no chão de barro
como manda o figurino,
Foi quando o teu olhar
inesperado cruzou
tão bonito com o meu
e fez o meu coração apaixonado:
Você é o presente que a vida me deu.
Fui ver como sempre
se havia chegado
uma correspondência,
A rua estava ainda
mais sem movimento,
Não havia nenhum
sinal dos vizinhos,
Havia pairado
um silêncio abissal.
Na caixa de correios
ele estava lá olhando
para mim e fiquei
olhando para o grilo,
e pensei que não
só existe deste tipo.
Rir foi inevitável
e pude entender por
um instante o quê se tratava
realmente de uma
[correspondência grilante].

Desta vez fui
eu que balancei
a sua estrutura
com certeza sei
dançar zabumba,
Te fiz você seguir
no ritmo certo,
Você girou para lá
e girei para lá,
Desde o dia que
descobri que sou
poeta o seu coração
toca tão alto que
não consegue disfarçar.
Fui ver ser os frutos
do Mutambo
já amadureceram,
esperando sem
contar o tempo
e escrevendo
o inevitável e a poesia
com os olhos voltados
para o destino e o infinito.
Nada pode morrer
em mim porque tudo
em mim é amazônico:
o meu país, a fé e o rio.
Fui buscar Jarina
para fazer colar,
pulseira, brinco
e anel para me enfeitar.
Agora, tudo é mais vivo
do que nunca porque
o amor e a poesia não
conhecem mais separação.
Tudo irá melhorar,
vamos nos encontrar
e que por mim você
a vida toda irá se encantar.
Observei que a Mangabeira
está mais linda do que nunca,
Fui colher mangabas doces
para te fazer uma surpresa,
Pode ter certeza que é amor
e paixão além deste poema,
Você vai me dar o seu coração
e vou amar ser sua com grandeza.
Quando fui olhar
a beleza da Lua
me fez imaginar
que estar ao seu
lado é viver um
amor de cinema,
Nós dois estrelando
numa linda cena:
vivendo o poema.
