Fugir de Si Mesmo
O amor e o poeta:
"Vejo-me só com meus poemas
E em quantos deles o amor desprezei
Mesmo assim é ainda sobre ele que escrevo
Que insistência esse amor tem!"
E eu me pergunto, o que eu sou?
Vai ver sou mesmo um nada.
E eu me pergunto, o que eu fiz?
Vai ver não fiz absolutamente nada.
E eu penso tanto em desistir
Mas afinal, não ganhei nada...
Vai ver... Deixe aflorar... Sinta e verá.
Duvide das possibilidades negativas
Ganhe, apenas se aprofunde, se permita estar.
Queria dizer a mim mesmo que essa chuva vai passar mas você não sai de dentro de mim, então é quase provável que continue chovendo dentro de mim.
As lembranças de um passado glorioso, eu ainda estou aqui se você quiser voltar.
Meu amor vamos enxergar um futuro juntos cheio de brilho e emoções.
Eu ainda estou aqui, aqui onde você me deixou...
Droga, droga, droga você não vai voltar ?!
Eu ainda estou aqui se você quiser voltar... É tudo por você e isso está me deixando louco, bebe, eu inda sou loco por você.
Eu olho o amanhã e vejo você vindo, mas nunca chega , e eu ainda estou aqui se quiser voltar, é por você...
Mesmo sendo o que SOU...E da maneira com que nossa amizade COMEÇOU....Minha mente sempre te RESPEITOU...Teu coração me CONQUISTOU...E o meu a ele se ENTREGOU...E todo o meu ser aos teus encantos se DOBROU.
Se a ambição que tem é não ser nada e ainda se sente bem com isso, quem sabe não é mesmo a decisão mais sensata? Ser alguma coisa às vezes cansa muito e no final a lápide espera todos. Algo assim como tanto faz.
"Quem dera se ressaca viesse apenas da bebida"
Algumas pessoas nos trazem esse mesmo sintoma, o jeito é: Aprender a ter alguns limites
NINGUÉM CONSEGUE VIVER DE JANELAS FECHADAS
Imagine abrir sua janela ao acordar e, do mesmo modo que as lagartas magicamente se borboleteiam pelas paisagens da vida, encontrar uma fruta que se oferece a você. Clama por seu gesto de sorvê-la inteira. Entregando assim sua gratidão a um dos tantos presentes que a natureza diariamente lhe dá, sem exigir nada em troca.
Saber receber é uma arte. Abrir os braços, o sorriso, o corpo e o coração e dispor-se aceitar quem estende o afeto a você. Receber exige coragem. Integridade. Desejo. Iniciativa. Transparências do querer genuíno. Quantas vezes ansiamos por algo ou por alguém, mas amortecemos as vontades, anulando-as até, enquanto trancamos nossas demandas nas gavetas da privação.
Por absurdo que pareça é mais fácil morrermos de fome. Agarrarmo-nos a uma soberba imbecil, estruturada na deplorável e ilusória onipotência de sermos autossuficientes. Autotróficos como as plantas, que extraem do solo a nutrição de que necessitam.
Mais fácil esbofetearmos os ventos da amorosidade que nos acariciam os sentimentos. Cuspirmos na possibilidade de promovermos sinergias junto a alguém. Seja no trabalho, nos relacionamentos sociais, ou nos pares que pretendem abrir-se para os aconchegos da intimidade.
O medo de perder anuncia-se sob várias roupagens e disfarces – e é, além de costumeiro, renitente visitante da nossa existência. Enraizado nas couraças do espírito e aparentemente irrevogável.
Por que provarmos do mel, acendermos nossa gula se poderemos perdê-lo repentinamente? Melhor equivaler seu gosto ao do fel — recusando, então, o favo que nos provoca.
Você pode apossar-se da faca que reina afiadíssima em sua cozinha. Enterrá-la de vez no cérebro, sem qualquer anestesia. Expulsar do crânio sangrento e agonizante os neurônios que julga imprestáveis. Soldados do exílio voluntário. Apologistas das vantagens da solidão. Guardiões de silêncios nefastos, porque avessos às manifestações de carinho. Como, por exemplo, a dedicação às causas sociais deste mundo apodrecido que tanto nos constrange.
Coma a fruta, vai. Aceite a flor. Namore a borboleta que baila suas cores, bem diante dos seus olhos surpresos. Ela apresenta seu espetáculo, ondulando no ar da poesia, toda feliz e de graça.
Coma a fruta, vai. Aceite a ajuda de um parceiro de caminhada para chegar àquela cachoeira tão bela quanto escondida dos visitantes nas matas.
Prefere pêssegos, caquis, mangas — uma goiaba madura e vermelha? Jogue o orgulho no lixo. Você mora só, jura ser independente por todos os poros, mas não consegue dar o nó na gravata. Subir o zíper do vestido. Matar a barata enorme e cascuda que o encara feroz no teto da sala.
A vergonha de pedir ajuda é tão estúpida quanto a sua recusa em declarar amor a quem o rodeia. Fraqueza solicitar auxílio. Disso você não duvida. Outro gesto impensável é pedir perdão. Esta humilhação inadmissível não pode manchar seu currículo atitudinal.
E assim vamos sobrevivendo — ou melhor levitando, como autômatos neste planeta. Roubando romances jamais experimentados de páginas literárias já gastas. Angariando sonhados momentos, valendo-nos das muletas da imaginação que tingem de cores atraentes algumas cenas do filme a que resolveu assistir.
Quanta covardia. Esconder a premência do amor atrás das portas do cotidiano. Esmagar a linda borboleta com suas mãos cegas e insanas. Arrancar do galho a fruta mais desejada e atirá-la ao chão, triunfante, num arremedo de falido desdém.
Nem sempre percebemos o inverno que nos invade. Tiritamos de frio, porém permanecemos inconscientes. Expomo-nos a pneumonias na alma. Vestidos de acintosa nudez, trocamos nossos braços de abraçar pelo repúdio dos galhos secos e mortos.
Felizmente a vida se revela em ondas, ciclos, luzes distintas. Nada permanece igual. Nem mesmo a maldade, a tristeza ou a insensibilidade. Nem mesmo o medo agarrado a você como uma criança pequena e indefesa.
Pode ser que as janelas agora estejam fechadas. Mas estamos sujeitos a descuidos, distrações ou aos ímpetos de ventanias. É neste instante que as frutas se oferecem novamente. E mais uma vez você tem a chance de colhê-las.
“Será que está sendo você mesmo ou se tornou um efêmero personagem em uma vida de ilusões? Interpretando a grande mentira da sua vida, onde sequer, é o próprio protagonista, não passando de um mero figurante no seu palco onde outros te dirige, arrastando-te e conduzindo-te segundo seus próprios interesses e caprichos.”
Às vezes me pego pensando em mim e vejo que há tantas coisas que não conheço a respeito de mim mesmo..então me permito transbordar...
Aconteceu sem mesmo esperar
Ele apareceu em meio aos discípulos a caminhar
Falava de amor e o som de sua voz abrasava os seus corações e diziam:
Senhor fica conosco é tarde e o dia declina
Quase sem esperança partimos sem direção. Mas ao redor da mesa se abriram os nossos olhos te reconhecemos ao partir do pão..
Sempre incompletos, esperançosos do mesmo modo, com mais dúvidas que antes, mas dispostos a ir mais fundo a cada segundo!
Imperdoável, mesmo,
é o cara fazer a mulher gastar horas se produzindo,
escolhendo roupa, fazendo maquiagem, depilação, etc, etc,
e o cara estragar a noite sem levar ela pra comer em casa
depois do jantar. ;)
Nada mais nauseante que escutar alguém tentando explicar seu modo de ser mesmo em detrimento. Não que eu ache que a individualidade não tenha que ser preservada, mas o nome já diz individual, não é coletivo. Então por que as pessoas usam dessa defesa da individualidade para prejudicar outras pessoas? E ainda acham ter explicações pra isso? Mera hipocrisia nauseante.
Tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada de menos assim como o mesmo cuidado com o vazio de uma vida ocupada de mais.
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