Frase sobre Brasa
Meus olhos faiscavam.
Duas brasas incandescentes dentro da noite.
Whiskey nas veias
e um coração gelado como o minuano.
Como o fogo domina uma fogueira
Manterei aceso este fogo eternamente
Quando houver somente brasas
Que arranquem todas as arvores
A espuma do mar foi cobrindo aos poucos as brasas que se mantiveram acessas depois da longa noite,
e o que sobrou era apenas cinzas, errantes e mortas, se espalhando por toda a praia, abrindo mão das memorias,
da chama eterna que eu acreditei ter criado por você, das coisas que foram feitas pra vencer a eternidade,
e a culpa sempre cai sobre minha cabeça, como a chuva que me apagou de ti...
A noite é uma mulher e como tal abana as brasas da paixão nas auréola evolitivas do amanhecer. Olhar macio baixa as pálpebras, vendo as faiscas desvanecer aos raios da luz maior abraçando o novo dia.
__Que a noite fria de inverno, não apague as brasas da fogueira do coração.
__E que seja alegre o crepitar, para ritmizar e colorir os sonhos.
Não será melhor a coroa de espinhos na fronte do que o monte de brasas na consciência?
Às vezes caio em momentos de fraqueza e dúvida.
Meus pés pisam em brasas e se jogam ao mar.
Quem sou eu frente ao espelho?
Minha alma quebra-se no despertar dos dias;
Mais um vazio a suportar.
Aprendi a caminhar como a água, vou continuar molhado as brasas insistentes do preconceito, tendo como arma , a doçura do meu sorriso e todo legado de resistência e consciência ancestral. Eli Odara Theodoro
Quando chega a paixão,
ela vem toda avassaladora,
consumindo em brasas um coração,
e quando tudo vira cinzas vai embora.
<< O amor é paciente, implora e chora,
perdoando a pobreza da traição >>
Ando engolindo brasas ardentes que descem queimando, causando agonia. Queimaduras de 3° grau pelo meu ser corpo e alma. E cada vez que queima me faz lembrar o quanto sou quebrável, vulnerável e pequeno.
Mas tenho sido firme e me mantido de pé, quem sabe se mato ou morro.
Queima como brasas tocando a fina pele, tornando aquilo que era, em nada. Desmanchando tudo que foi construído, quase que como um rio de lava apagando todo rastro de vida pelo caminho. Labaredas ardentes que sufocam, numa combustão avassaladora de puro calor e ruínas.
És a fonte do ardor que vem no peito, trazendo a dor em seu efeito. Já prepara-me eterno leito.
Meus junhos, antigamente...
Milho assado
sapecado nas brasas da fogueira
ou no borralho do fogão
besuntados por meu avô
com manteiga caseira
cheiro de quentão e canjica
saudade que emociona e fica!
Debelado pelas brasas,
Premiado pela academia,
Diploma de exterminador,
Primeira classe das anomalias.
Lírica da Infantaria
Debelado pelas brasas,
Premiado pela academia,
Diploma de exterminador,
Primeira classe das anomalias.
Ciência do Extermínio,
Dialética Inadmissível,
Aleatória e retilínea.
Lírica da Infantaria.
Dezenas determinam,
O entrave de milhões,
Novenas estáveis,
E instáveis gratificações.
Gatilhos de um cano sem mira,
Destinatários do insulto,
Frustrado aquele que suspira,
O calvário é teu salvo-conduto.
Ciência do Extermínio,
Dialética Inadmissível,
Aleatória e retilínea.
Lírica da Infantaria.
Pacífico em Brasas
Após a cordilheira,
Da assombrosa inanição,
No colapso iminente,
Nos resta redenção.
Da valiosa insistência,
Uma mísera porção,
Envolta em resistência,
Nas tantas direções.
Num tempo desprezível,
De pavorosas inversões,
Subversivos verdadeiros,
Podem prover contraversões.
Basta de Filantropia,
Sou Pacífico em Brasas,
Incinerando a Terra Fria.
Morte a tolerância insossa,
Vou progredir pros cantos,
Indisciplinar as crias.
Cordeiros não serão imolados,
Os Deuses da discórdia sangrarão.
Vingança não é prato requentado,
Mas banquete aos relegados
Onde os mesmos se fartarão.
Via pros relatos deturpados,
Destroços valiosos requintados,
Conquistados violentamente,
Gestores do flagelo bestial.
Eméritos, gurus, molestadores,
A doutrina nunca foi a solução,
Catedráticos, doutores, acadêmicos,
Instruídos com nenhuma educação.
Menina foi pro parque ao meio dia,
Condessa no País das Armadilhas,
Autopsia um tanto inconclusiva,
Inerte, jazendo em mesa frígida.
Legista concluiu com maestria,
Violação, seguida de asfixia.
Um Basta a esta podre Distopia,
Sou Pacífico em Brasas,
Esbraseando a Terra Fria.
Morte a condescendência tosca,
Vou progredir pros quintos,
Que se dane a maioria.
Foda-se equilíbrio e equidade,
Que se fodam os raros preciosos,
Fodam-se abundantes generosos,
E que assim sendo se foda a Utopia.
Menina nunca foi presenteada,
Com rosas perfumadas nesta vida,
Em torno do cortejo o que se via,
Gardênias, tulipas e margaridas.
Basta de Filantropia,
Sou Pacífico em Brasas,
Incinerando a Terra Fria.
Um Basta a esta podre Distopia,
Sou Pacífico em Brasas,
Esbraseando a Terra Fria.
Nós somos como a lenha que ao ser queimada transforma-se em brasas ardentes. Inicialmente somos capazes de aquecer e iluminar a vida de alguém proporcionando conforto e calor. No entanto à medida que o tempo passa nos tornamos apenas brasas incandescentes diminuindo gradativamente a nossa intensidade e importância.
Assim como o vento leva as brasas embora somos levados pela corrente da vida muitas vezes nos tornando insignificantes diante das circunstâncias. Enquanto isso a panela símbolo da vida de alguém precisa ser reaquecida e nutrida com uma nova lenha.
O espírito
em brasas
de indignação
por causa
da ingrata
legião de Lima
que sequer sabe
da onde começa
e onde termina
as correntezas
esequibas.
A liberdade
da rima que
nos pertence:
Cuyuni-Mazaruni,
sobejamente,
enfrentando
todos bem
à sua maneira
seguindo rumo
ao oeste infrene.
Linhas tortas
do destino,
e de rechaço
exausto e igual
a injusta prisão
da tropa
e do General,
conclama alto
a comoção
pela soberania.
Escrita certa
pelo Atlântico
canção banhada
é terra firme
Demerara-Mahaica;
ela não se engana
e ainda recomenda:
tratar a História
com total
reverência
mesmo se
fosse lenda.
El Esequibo es venezolano y libertad a Rodríguez Torres!
