Frio

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Sem medo do vazio,
nem da sombra que invade,
não sinto o frio
desta brevidade.
Se a noite é escura,
não me pode tocar,
minha alma é pura
é de outro lugar.
O mundo é passagem,
não é meu abrigo,
levo na bagagem
só o que sou comigo.

Bom dia


A fogueira não pegou,
O dilúvio encharcou,
O frio me congelou,
São João não rolou,
São Paulo não deixou.


Benê Morais

Quem se controla não é frio; é forte o bastante para não obedecer todo sentimento que aparece.

`Estações`


No inverno senti frio
nas noites de inverno sem você pra me aquecer


Desejei, com saudade,
nossos verões


Mas neste inverno vivi meu outono
Sem cor, opaco
Com saudades das nossas primaveras
Floridas e perfumadas


Mas sem você vivo o inverno
da solidão


E meu coração chora
nas noites frias
a falta do seu verão
que aquecia o nosso amor.




Marcio Melo

O frio pede você


O dia amanheceu cinza, com vento e com um intenso gelar, mas meu coração já sabe de cor o que ele quer para se alegrar.
O itinenário entre nós é distante porém, não há tempo, não há distância que sejam capazes de congelar o fogo que eu tenho aqui dentro.
Não tenho imagens da gente jovem, mas nossas trocas de olhares, seus passos de dança, seu perfume viril e a luz do seu sorriso permanecem fotografadas na minha memória e não se desprendem de mim. Tudo que está acontecendo hoje é prova do nosso desejo que só cresceu e não se perdeu no tempo. Eu me entrego a você como uma flor que desabrocha no inverno mostrando toda a sua beleza para alegrar a estação fria.
Estar ao seu lado é isso: quente no inverno, intenso no verão. Ah, vocé é....Sentir você, seus passos curtos vindo ao meu encontro, seu cheiro, seu sorriso, seu abraço que acalma.... Ah, é mágico ter você aqui.... Que a nossa cumplicidade continue caminhando em companhia com o nosso amor, com a nossa alegria de estar juntos, que essa paixão continue sendo o combustível nos dias frios, a palha que aquece a casa e a água morna do rio que refresca no verão

TANKA 008


Em um céu cinzento
uma garça rompe o frio
e segue o seu rumo.

O vento sopra teu nome
Em meu silêncio profundo.

Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
​Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
​Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
​Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
​Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.

Te amar foi um risco que eu correria de novo, só para sentir o calor antes do frio da partida.

Não permita que o frio da ausência me alcance. Me levanta, me cuida e me mostra que, ao seu lado, a solidão nunca mais terá vez.

Não me deixe aqui no chão, enfrentando o frio da solidão; seja o meu abrigo e me aqueça com o calor do seu abraço, porque só o seu amor me faz sentir em casa.

Ontem senti o vento soprando frio, e aquele arrepio me trouxe uma percepção silenciosa: o tempo está passando e eu sinto que estou ficando mais velho. Mas, engraçado... por mais que os anos avancem e que o mundo tente mudar quem eu sou, eu ainda não consigo esquecer o seu rosto.
Estamos separados por esse oceano imenso, por quilômetros que parecem infinitos, mas a distância é apenas um detalhe geográfico. Meu coração ainda sente a mesma emoção de sempre. Mesmo aqui, neste lugar solitário, você é a presença que preenche o vazio.
Sabe, eu me pego olhando para nossas fotografias antigas. Elas são como brasas que se recusam a apagar; estão queimadas na minha alma. Já caminhei por "rodovias cravejadas de diamantes" e vi o brilho de muitos lugares, mas nada se compara às nossas pistas de terra, aos nossos caminhos simples. É o pensamento de você que me faz desejar, desesperadamente, estar em casa.
Ultimamente, minha mente vive perdida em sonhos. Fico fazendo planos e "conspirações", tentando encontrar um jeito de encurtar esse caminho e voltar para os seus braços. Às vezes, no fundo, sinto que essa estrada é interminável e que cada um de nós precisa subir suas próprias montanhas sozinho... mas a esperança de te ver de novo é o que me mantém em pé.

O celular virou a extensão de um coração frio: hoje em dia, as pessoas preferem registrar a tragédia em alta definição do que estender a mão para salvar uma vida.

⁠O frio não me atinge, pois a razão me aquece.

Eu sou o outro.

Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.

Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.

Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.

Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.

Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.

Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.

Só algo.

O frio chegou, mas a minha alma está quente.
Porém não esquenta o suficiente.
Não espanta a fraqueza e a falta de coragem.
A procrastinação domina a mente
Ela sabe e aceita.
No meio dessa teia.
Sigo no embalo, esperando algo.
Novo, velho, sábio, alegre e feliz ou… só algo.

“Fechou o zíper até o fim — não para impedir o frio, mas para não admitir de onde ele vinha.”

⁠Tua presença se tornou coisa rara.
Tão perto o passo, tão distante o peito,
No frio abismo desse amor desfeito.


Queres do afeto os louros e as delícias,
As convenientes, cálidas carícias.
Porém, do amor recusas o tributo,
Calando a voz num silêncio astuto.


A tela fecha, a queixa vem tão pronta:
"A vida pesa e a fadiga aponta".
Mas cinco instantes para um doce aviso
Parecem-te a ruína e o prejuízo.


Gozar do bem sem ter a obrigação,
É a lei covarde do teu coração.
Onde o diálogo falta e a alma cala,
O desinteresse ecoa pela sala.


Se o nosso laço exige tal cansaço,
E preferes a fuga e o embaraço,
Recolho o meu afeto e a esperança,
Pois onde não há troca, a alma cansa.

Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade.


"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Rogando carinho, suplicando clemência
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
⁠⁠

Nossa amizade é assim, como o vento frio do inverno, tem época que está forte, em outras aparece mais fraquinho, trazendo só lembranças da estação gostosa, e por mais que outras três estações passem, esse vento leve passa por elas para manter a pureza e o equilíbrio da natureza e quando o inverno novamente volta, o vento fica cada vez mais forte, se renovando a cada três estações. Por mais que novas amizades surjam, outros rumos tomemos, sempre que nos encontramos é aquele abraço que daremos, porque verdadeiras amizades vão muito além do que presença física, e é nesse vento leve que mando em minhas orações o teu nome. Nesse mesmo vento te mando mil beijos e mil abraços para que nunca se sinta só ou com frio.
Te adoro😊❣

⁠As pessoas quando morrem são enterradas em um túmulo mórbido, frio e mudo, mas por todo tempo estiveram enganadas! Já estavam sepultadas nos corações dos ímpios vivos.

191122II