Frio
Lucci e Fabi saíram um dia,
com café frio e pouca energia.
“Precisamos de sala, palco e plateia!”
“E que não caia a internet véia!”
No Discord acharam só gato e cachorro,
um bot bugado gritando socorro.
Criaram canal, mas na hora do teste,
foi só silêncio… ninguém aparece.
Na Twitch pensaram: “Agora vai!”
Mas o chat xingava: “Cadê o Wi-Fi?”
Um cara entrou só pra pedir pão,
outro jurou que viu alien na transmissão.
No YouTube enfim tentaram pousar,
mas esqueceram de apertar “publicar”.
Gravaram três horas de puro talento,
sem áudio, só vento e um barulhinho de vento.
E assim na aventura, com riso e tropeço,
Lucci e Fabi seguem o progresso.
Porque no fim, não importa o bug do sistema,
a graça tá sempre em rir do problema.😂😂
“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”
Lá fora está frio e chuvoso e as ruas se encharcam de silêncio. As gotas escorrem nas janelas como se fossem lágrimas antigas que o céu já não consegue conter.
No deserto, o conforto virou dor, eo silêncio me acusava sem piedade. O frio do esquecimento quase apagou meu nome… Até que ouvi a voz do Pastor chamando por mim.
A obra-prima interior não se realiza no berço do conforto, ela é esculpida a frio e martelada na aspereza da rocha.
A maturidade é o cálculo frio onde se troca a febre vã de ter a última palavra pelo alívio profundo de ter sossego, a serenidade é a moeda de troca que aniquila o valor de qualquer argumento.
Recuse o frio e pálido destino de ser mera nota de rodapé na saga de outrem, rasgue a coadjuvância e tome o palco central, pois este é o seu próprio livro, e o protagonismo é um direito de nascença.
Eu caminhei sozinho por ruas estreitas, sentindo o frio e a umidade sob o halo da lâmpada, buscando fugir dos sonhos inquietos
Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.
Minha mente é um calabouço, frio, escuro e esquecido. Aqui dentro, o tempo é relativo, um nó entre o passado e o presente. Tudo é confuso, há mais perguntas que respostas. Não sei quanto tempo faz, nem se a liberdade é uma promessa real. Enquanto o fim não vem, vou aceitando esse estado de sobrevivência.
Eles tentaram nos moer. O sistema, frio e mecânico, montou a sua estratégia para nos transformar em apenas mais duas vítimas. A inveja, essa praga que se alimenta de brilho alheio, sussurrou as suas dúvidas e armou as suas interferências. Eles queriam que a gente caísse, que a gente se entregasse, que a gente admitisse que a distância e o caos eram maiores do que nós.
Mas, Carla, eles falharam.
E falharam porque esqueceram o elemento principal: o nosso "nós" é sagrado. Ele não foi forjado na calmaria, mas nas batalhas invisíveis de Itaipuaçu e no silêncio da noite, onde só a sua mão dada com a minha era real.
Por isso, eu levanto essa taça hoje.
Este é um brinde à nossa resistência visceral. Um brinde a cada cicatriz que nós carregamos, porque cada uma delas é uma prova de que a gente sobreviveu ao tiroteio e escolheu, diariamente, amar um ao outro.
É um brinde à clareza do nosso toque, que é o único lugar onde o mundo faz sentido. É um brinde à nossa união, que não é uma obrigação, mas a nossa maior ato de coragem.
Que a inveja se afogue na sua própria amargura. Que o sistema se quebre ao tentar nos separar. Porque, no fim das contas, enquanto nós estivermos juntos, levantando essa taça, nós já vencemos a batalha.
Um brinde a nós. Um brinde à resistência.
Eu comi o frio para aquecer a memória,
E rasguei o fim para recomeçar a história.
Não faz sentido? Pois é, nada faz,
No jardim do avesso, o grito traz paz.
DeBrunoParaCarla
Andar de montanha russa é bom.
Ativa os nervos, agita o coração, da o frio na barriga e muita emoção.
Mas, as vezes o que precisamos é do pé no chão.
A calmaria de sofá e apenas uma televisão.
E aqui não estamos falando apenas de emoção!
