Frio

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Eu vi um palhaço sentido frio
Eu vi um um coração vazio


Eu vi um desconhecido os acolher

Setembro

Em um dia frio e chuvoso, o calendário marcava o início de setembro com várias flores pelo chão, quando o amor florescia com uma imensa paixão.

Uma leve garoa caía, cobrindo o mundo como um véu, mas não ousava apagar a chama daquele sentimento que iria se firmar.

Junto à beira do lago, sob o céu cinzento e vasto, a natureza era cúmplice, silenciosa daquele momento.

Ali, o amor florescia com uma força sem par, de tal magnitude que o tempo não poderia apagar.

Com o coração inundado de uma promessa sincera e calma, ele entregou a ela uma singela rosa, para a sua alma.

E o pedido ali selou, mais forte que a chuva que caía, a promessa de um laço que transcende todo dia.

Ali, naquele lago sob a garoa e o céu de setembro a chorar, o futuro se fez presente, eternamente a celebrar.

Beatriz D’ Aquino

Título: O som do amaldiçoado
Chovendo em dias sem sentido,
O frio virou o meu melhor amigo ,
Não conseguia acreditar, nem podia revirar eles tomaram meu corpo
E me enchecaram de coisas não conhecidas por mim
Estou com medo
Com dores
E
Tonturas, e acho que não consigo ver , nem sobreviver
A coisa olhou pra mim
Encarando minha vida
Como se o terror não tivesse fim,
Queria socorros
Mas não podia
Aí quem me dera poder socar o meu corpo
Haver se eu ganhasse juízo
E pensa-se pela minha vida ,
Mas, não, o mal olhou pra mim com perolas vermelhas
Ameaçando-me desde a imaginação
Comendo minha cabeça enquanto devorava minhas esperanças
Não podia correr
Porque não queria
No fundo eu já sabia
Que terminaria
Ali, naquela casão
Aonde minha mãe apanhava as águas da vida com medo
Que os seus filhos se adotassem
E o menino, temesse reprovar
O Bodo ria-se de mim,
E prometeu mandar os seus vir rir-se de mim também
Mas tão amaldiçoado eu sou
Como abençoado
Que meu pai inverteu minha maré de sorte
E agora não sei pecar
Nem me dou por pecador
O mal me percegue
Mas não me toma
Pelo tom que me reescreve
Mas olha lá diz o grilo,
Não te disse que você vai escrever
Que teu destino
É o seu caderno
Levanta-te
O. Dos meus .
Pois tens que escrever novos caminhos
E justificar os antigos

Tenho a agonia de ser frio como o fogo na veia. É minha aura narcisista tentando se auto-aquecer para arrefecer a mente quando o mundo só sopra vento.

" Inteiro em Mim para Transbordar em Nós "


No silêncio frio desse dia de chuva, aprendi a abraçar a minha própria solidão.


Sei que não me falta nada, a alma está madura, sou um ser completo, dono do meu coração.


Não busco uma metade para preencher vazios, pois em mim já transita a paz de quem se achou.


Quero alguém que chegue como as águas dos rios, para transbordar tudo de bom que em mim restou.


Minha intenção é ser feliz e te fazer feliz,
em um encontro leve, sem amarras ou cobrança.


Que você venha para ser a flor e a raiz,
e lapidar em mim o que ainda é imperfeição.


Que no teu abraço eu aprenda a me controlar, aperfeiçoar as falhas que trago no meu ser,
para que, lado a lado,
a gente possa caminhar,
e um ser humano melhor eu consiga florescer.


E se for da vontade de Deus, o Criador, que escreveu que o homem não deve viver só, esse nosso laço há de se transformar em flor, tecendo a nossa vida em um sagrado nó.


Pois aprendi que quando o amor é grande demais,
e já não cabe inteiro em apenas dois corações, ele transborda, quebra as barreiras literais,
e se transforma na mais linda das criações.


Ganha corpo,
ganha vida, um novo amanhecer, um milagre que a própria alma desenha e trilha.


Aquele amor que em nós dois não pôde conter, ao qual, sorrindo, chamaremos de filho ou filha.


Seguiremos assim, vivendo o que a vida der,aproveitando cada dia sob o sol ou o luar, sendo felizes enquanto o nosso sopro couber, para sempre... Enquanto a vida durar!

Luar frio, alma quase imperceptível
aos olhares dos navegantes da vastidão.
Entre sussurros e lamentos ecoados
nas nuvens celestiais da solidão.
​Voz que como trovão incandesce
o mármore do inferno de jade;
ao longe, lágrimas de sangue escorrem
mar a dentro, na profundeza sem fim.
​Criaturas fantasmas navegam
nos sonhos mansos dos mortos.
Tão belos olhos que mesclam
o ar da planície esverdeada
aos tesouros ocultos
nas areias silenciosas do tempo.
​Mares bravejam as terras do norte,
canais de sonhos dentro de pesadelos.
Rios de fogo, clamores de um novo mundo:
prólogo do próprio reflexo da entropia,
envolto num pássaro que paira pelos céus
buscando terras desconhecidas.
​E no sentido mais profundo,
onde amantes vivem em estado divergente,
o gelo finalmente derrete
e forma um lago de água doce e límpida.
​Vozes ecoam — mulheres que parecem sereias
tornam-se o algoz de um sonho.
Na muralha do esquecimento,
pende a interrogação sobre a linha massiva das eras.
Soterrada num pesadelo,
minha voz repousa em teus seios.
​Tão complexos ares do mundo...
E depois deste mundo, as nuvens
terão chuvas que vêm num assopro do vento?
Pássaros cantando em meio à tempestade
erguem-se soberanos como a fênix.
​Rios a dentro de nossas vidas, um instante eterno;
avançamos nas estepes da geleira
para o ermo mais distante do mundo,
para ver seres fantásticos
e suas existências magnânimas e emblemáticas.
​A flor que desabrocha no espaço,
entre estrelas dilaceradas que observamos,
será o combustível do futuro para outras galáxias.
Novos mundos dentro do universo
ressoam no alvorecer de um novo iluminismo.
By Celso Roberto Nadilo

Lá fora está frio e chuvoso e as ruas se encharcam de silêncio. As gotas escorrem nas janelas como se fossem lágrimas antigas que o céu já não consegue conter.

Não me tornei frio, apenas aprendi a dosar o calor.

Em tempos de frio e escassez, o afeto se torna moeda inquebrável.

Há um frio dentro de mim que poda qualquer tentativa de florir.

No deserto, o conforto virou dor, eo silêncio me acusava sem piedade. O frio do esquecimento quase apagou meu nome… Até que ouvi a voz do Pastor chamando por mim.

A obra-prima interior não se realiza no berço do conforto, ela é esculpida a frio e martelada na aspereza da rocha.

A maturidade é o cálculo frio onde se troca a febre vã de ter a última palavra pelo alívio profundo de ter sossego, a serenidade é a moeda de troca que aniquila o valor de qualquer argumento.

Recuse o frio e pálido destino de ser mera nota de rodapé na saga de outrem, rasgue a coadjuvância e tome o palco central, pois este é o seu próprio livro, e o protagonismo é um direito de nascença.

Eu caminhei sozinho por ruas estreitas, sentindo o frio e a umidade sob o halo da lâmpada, buscando fugir dos sonhos inquietos

Fé é continuar a plantar mesmo com frio na alma, dedos entorpecidos e céu fechado.

Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.

​Minha mente é um calabouço, frio, escuro e esquecido. Aqui dentro, o tempo é relativo, um nó entre o passado e o presente. Tudo é confuso, há mais perguntas que respostas. Não sei quanto tempo faz, nem se a liberdade é uma promessa real. Enquanto o fim não vem, vou aceitando esse estado de sobrevivência.

A melancolia é uma visita que chega sem avisar e senta-se à mesa para tomar um café frio conosco, o segredo não é tentar expulsá-la aos chutes, mas ouvi-la com atenção, pois ela sempre traz notícias de partes de nós que esquecemos de cuidar no meio da correria.

​Por trás de cada olhar frio ou de cada silêncio absoluto, existe uma batalha invisível que o mundo não viu acontecer.