Frio
Ei, seu moço!
Eu tô com frio
e pra me aquecer
preciso de você.
Me dá um trago
do seu cigarro?
Um gole da sua cerveja
e um abraço bem apertado?
Beijo molhado.
Sorriso minguado
de tão tímido e suado.
Tô ali na esquina,
"perando" o encontro adiado
e mal combinado.
Tem blusa de frio aí, seu moço?
Ou seus braços me aquecem?
Seu moço, eu "pero".
Portas abertas,
sala fechada
e quarto vazio.
Passo frio!
Procuro o cobertor,
mas acho
que se perdeu no tempo,
com o vento.
Procuro o alimento,
mas não há
como fazê-lo,
ou conservá-lo.
Nem a maldita cerveja!
Procuro a TV,
procuro o PC,
mas não encontro.
Só encontro o vazio.
Até parece um simples dia de abril...
Quando chove e começa a chegar o frio
Mais já é Outubro, e ontem Janeiro
E assim mais um ano se foi, como um sono na tarde
Tão simples e ligeiro
Eu quero alguém que realmente coniva comigo,
que me aconchegue nos momentos de frio,
me acompanhe em cada passo, cada decisão
Alguém que não fuja quando tudo parecer não ter saída;
Para conversar diariamente, que esteje comigo no cair da noite,
pra vermos mais um dia que se foi, e depois
me ligue pra dizer que eu sou a primeira pessoa a quem esta desejando boa noite,
um alguémque possa esta presente em todos os momentos de alegria felicidade...
e principalmente nos momentos de tristezas
um alguém que não esteje “tããooooo” longe...para que não possa sentir “TANTA” saudade.
Um alguém que esteje ao meu lado que compartilhe tudo, até mesmo uma conversa sem graça,
Porque no final pode apostar iremos olhar pra essa pessoa e achar graça mesmo sem ter, pq ela é a pessoa que realmente queremos !!!
Um Louco.
Sozinho nesta sala.
O frio me abraça.
Como uma canção triste.
Aos meus ouvidos.
O dia vai-se embora.
É grande a saudade de você.
Nem quero esconder.
O que eu não posso te dizer, escrevo.
Grande é a minha admiração por você.
Não vejo distinção entre o belo e o feio.
O que escrevo e o que eu não te digo.
É normal a loucura escondida em mim.
O teu corpo, a tua boca.
É a soma de todos os prazeres.
Esquece os beijos.
Esquece o meu nome.
Esquece meus desejos.
Tanto desejar por nada.
Tanto sentir por sofrer.
Sou louco.
Louco por você.
Ignore-me!
São apenas palavras de um louco.
É sei como é!
Sei como é sentir frio
Sei como é sentir dor, arrepio
Sei como é ter momentos
felizes, alegres...
Sei como é ter momentos...
Bastante infelizes.
Sei como é gente sofrendo
Sei como é ser incompreendido
Sei como é ser gentil
E ao mesmo tempo viril
Sei como é chamar a atenção
Sei como é sentir as dores do coração!
Sei como é muitas coisas
Mas também sei que muitas coisas não saberei...
Muitas coisas jamais viverei
Sei como é ficar emburrado
Sei como é viver na depressão
Sei sentir as angustias do coração
Desisti de saber o que é felicidade
Procurei sentir a paternidade
A Divindade.
Não sei o que é Divino
Não sei como perceber o amor imortal
Não sei distinguir o que é real
Sinto que sei mas... Não me recordo de nada
Sinto a imensa jangada!
Sei o que é a traição
Das entranhas do coração
Percebo o que é compaixão
Mas com certeza nunca me verão
Totalmente na escuridão!
Nem tudo sei como é...
É como sei tudo não!
Vou aprendendo, desprendendo
Quebrando a cara
Dentro desta minha jornada!
Plagiando o pensador maior
Em seu pensamento divino
Com humildade reflito
Tudo sei... Que nada sai...
Sei algo que você não sabe
Tem algo que jamais saberei
Tenho ideais centradas
Tenho dúvidas reais
De como viver a vida
Dentro desta viagem escondida!
Acelerada pelo dor
Transformando-se tudo em amor...
É sei como é...
O frio e pálido véu da morte
calou suas palavras...
Mas jamais apagará e nem
calára suas palavras ditas
e escritas em logo de minha
tragetoria de vida.
Sua imagen o tempo não
é forte o bastante pra apagar
Porque o meu amor atravessa o tempo.
Julho de 1896.
O dia está chuvoso,
Úmido e frio.
É julho de 1896, aqui no interior do Brasil,
Mais especificamente, no estado do Rio Grande do Sul, faz a mais fria das estações do ano.
Eu estou aqui, deitada na minha cama,
No meu quarto, escuro.
Aqui onde estou deitada só vejo, uma pequena lista de luz,
Que invade o meu quarto pelo vão da porta que ainda está entreaberta.
Longe da pessoa que mais amo, esse seria um dia perfeito para chorar na solidão.
Forte! Todos me falam para ser.
Ele me ama? Todos me falam que sim.
A distância vai atrapalhar a nossa relação? Todos dizem que não.
Mas hoje aqui nessa solidão,
Penso eu cá com meu coração.
Por que acreditar, no que os outros me falam,
E ficar em duvida no que sinto eu.
Solidão esta, não me serviu para chorar, para desabafar.
Mas certamente já me serviu para com que meu coração,
Entendesse que o meu amor,
Vale mais do que as palavras que as pessoas falam para me ajudar.
Daqui de dentro não vejo o mundo girar, é tudo escuro e frio também.
Ouço vozes de vida lá fora, Más não consigo abrir a porta.
Moro perto de uma grande praça, aqui é frio, arrogante e calmo
Não me situei com datas, nem horários
Já deve ter percebido a minha rotina de tantas cartas atrás
Parece que do papel o nosso amor não sai mais
Estranho pensar que quando receber essa carta, talvez irá chorar ou rir de mim, por mim
Apenas se sinta no direito de algo sentir.
Aí vem tudo de novo, coração batendo bem mais forte, o frio na barriga, e aquela felicidade que dura menos que o tempo de fazer uma massa miojo.
Eu estava embaixo de uma árvore dessas grandes do Ibirapuera lendo um livro, não sei se o frio estava demais ou se dentro de mim tudo estava tão congelado que tomou conta de toda a epiderme.
O sol estava lindo - amo sol de inverno - particularmente temperaturas baixas me atraem, mas até o que a gente gosta nos causa enjôo as vezes.
Meu sorriso estava por ai, até agora me pergunto em qual gaveta guardei ou em que rua perdi, acho que foi quando me passou pela cabeça que toda a temperança não fosse o suficiente, e não é, só que quando estamos no auge da discussão deve ser.
Eu tinha uma garrafa de Whisky e uma-quase-paciência-no-limite-do-limite, uns goles e os meus pensamentos vagando, embaixo da mesma árvore, o estresse pelo caos do dia-a-dia passava gole-a-gole, assim embriagada, desesperada, lágrima-por-lágrima, eu procurava, atrás daquela loucura toda o verdadeiro amor, a verdadeira razão por essa vontade incessante de viver. O nosso amor. Distante, todavia lindo, escondido, disfarçado.
ALGUÉM QUANDO ME PROCURA OU EU VOU
AO SEU ENCONTRO. OU ESTÁ............
COM FRIO... É porque EU tenho o cobertor.
COM ALEGRIA... É porque EU tenho o sorriso.
COM LAGRIMAS... É porque EU tenho o lenço.
COM VERSOS... É porque EU tenho a música.
COM DOR... É porque EU tenho o curativo.
COM PALAVRAS... É porque EU tenho a audição.
COM FOME... É porque EU tenho o alimento.
COM BEIJOS... É porque EU tenho o mel.
COM DUVIDAS... É porque EU tenho o caminho.
COM DESANIMO... É porque EU tenho o estímulo.
COM FANTASIAS... É porque EU tenho a realidade.
COM DESESPERO... É porque EU tenho a Serenidade.
COM ENTUSIASMO... É porque EU tenho luz!
COM SEGREDOS... É porque EU tenho a cumplicidade.
COM TUMULTO... É porque EU tenho a calma.
COM CONFIANÇA... É porque EU tenho a força.
COM MEDO... É porque EU tenho o AMOR!
Ninguém chega até MIM por acaso, pois . . .
O AMOR COM AMOR SE PAGA!
COM PALAVRAS EU DOU AUTO-CONFIANÇA E SOLUÇÕES.
É chegada a hora de partir.
Desligar o telefone e não dizer para onde ir.
Chove frio, mas não molha.
É inverno para quem vai embora.
Aderbal Galvão as vezes me dava razão.
O que me comove é que sempre foi assim.
O mesmo sorriso e não estou contente.
As ruas com um brilho diferente,
Esse que só a noite, a solidão pode mostrar.
No aconchego dos lares à vida passa.
E nem sempre é noite feliz.
Ventos Humanos
Vento frio
Que bates em meu rosto
Balançando as copas das árvores
Fazendo tudo a seu gosto
Fazendo sua destruição
Ó como pecas doloroso
As árvores, tu derrubaste
Pessoas, tu mataste
Vento frio da ignorância
Parece como nós
Meros mortais
Que a pequenas coisas não damos importância
Vento tu és um de nós
Destruidores da felicidade
Seres em desigualdade
Sem respeito ou educação
Sem afeto,
Sem coração.
