Fria e Orgulhosa
O QUE ME TORNEI?
Estou tentando me lembrar;
Em que momento me tornei assim;
Tão fria por dentro;
Sem sentimentos;
Por mais que busque em minha memória;
Não consigo encontrar resposta;
Em certas horas tenho a morte não como um inimigo eminente;
Mas como uma válvula de escape;
Aprendi mesmo que de forma dolorosa;
A encarar os fato de frente;
Às vezes parece que sou insensível;
Sem um senso de sentimento;
Mas as circunstâncias fizeram com que me tornasse assim;
Será que tornei- me um monstro?
Isto me questiono todos os dias.
Creio que não;
Apenas não tenho mais conseguido expressar meus sentimentos.
Que eu Morrar de Felicidade
A madrugada fria,
Reluta em ceder seu lugar ao dia.
Vem o dia amanhecendo,
Junto com ele o sol empurrando a escuridão.
O galo anunciar que é hora de despertar.
Os pássaros nos galhos das arvores espalham amor, com seus cantares.
Já é tarde, acordar e vem amar.
É hora de não te pertencer,
De se entregar sem pensar.
Acordar e vem viver.
Quero tocar o teu corpo quente,
Beber o cálice do pecado,
Perder a razão e me embriagar do teu amor.
E depois se eu morrer,
Pouco me importar!
Já que eu tenho que morrer,
Que eu morrar de felicidade.
"É que mulher é assim mesmo, sabe que está entrando numa fria mas precisa tanto de amor. A gente é assim, precisa de colo, voz mansa e beijo na testa. Mesmo sabendo que o preço é alto, nós pagamos - nos descabelando, perseguindo seres atoladas de ciúmes, chorando no colo da amiga, deitada no chão do banheiro ou chorando baixinho para o travesseiro ouvir madrugadas afora - mas pagamos o preço. E talvez seja por isso que eu vá seguir os anjinhos mentirosos e os estúpidos sininhos, talvez seja por isso que eu tenha tanta certeza que eu vá entrar nessa trilha para o território inimigo: só para ter uma mão forte para segurar e uma boca em que eu possa me perder sem vontade de me achar. Mesmo sem querer, vou acabar me perdendo no inferno dos seus olhos insuportavelmente doces."
O INTRUSO
Batia no vidro frio,
Da janela fria.
Batia.
Como que a medo
De revelar um segredo
Porque ali estava
E instava.
Abri a janela,
Singela.
Corri-a de par em par.
Ele, entrou radiante,
Com passo frio e distante,
Como que a querer mostrar
A alteza do seu rol.
Era o sol,
O de inverno,
Que já me foi de inferno
Em dias de verão,
Nesta janela da escuridão.
Só eu,
Triste plebeu,
Bato a tantas janelas
De tantas capelas
De santos de milagre,
Mas ninguém mas abre!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 03-01-2023)
POESIA FRIA
Que fria,
A minha poesia…
Até parece que no meu inverno
Interno,
Ela deveria
Hibernar
E ficar
Sempre naquele letargo,
Sem me dar o amargo
De continuar
A enregelar
Corações
Quentes,
Amantes
Diferentes,
De outras poesias
Menos frias
De emoções,
Porque a minha,
Coitadinha,
Tão mesquinha,
Vive só de ilusões.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-02-2023)
O BEIJO NA MÃO
Ai que pequena mão fria e macia que beijei; linda preocupada o rosto semblante com sorriso brilhante, bela menina mulher, a sua presença marca o compasso da batida do meu coração com rapidez, ao escutar o som dos seus passos sonalizado pelo seu calçado e seu belo corpo vindo em minha direção; olhando meus olhos compõe a mais bela das letras com palavras em silêncio até escutar seus lábios perfeitos pronunciar uma palavra, uma frase. Não sei apenas ouvir com tanto carinho quanto o dizer eu te amo.
Lá fora o tempo não para
a madrugada inquieta, fria
segue seu caminho
buscando o calor do dia
Aqui dentro sem você,
me resta o dom da poesia.
Partiu-se em dois, partiu-se ao meio, e uma metade era quente como fogo, e a outra fria como gelo, uma era tenra, a outra cruel, uma trêmula, a outra dura como pedra. E cada metade tentou destruir a outra...
A vida, porém, fria, convém ser parada, as estrelas cintilam, distantes encantavam.
Esperando um abraço na noite estrelada, um beijo escondido, sem saber que se amavam.
O dia vem vindo, adeus, já falava, o sol se abrindo, e eu sem mais nada.
Geraldo Neto
e nesta madrugada fria irei gritar seu nome em despedida e me afogar inteiramente, numa dose de tequila...
Eu era ainda muito jovem quando saí de Minas gerais, numa fria madrugada , me despedi de meus Pais, deixando para trás minha família e minha namorada,coração doía demais, mas tive que ser muito forte, duro na queda, deixando a selva de mato para morar na selva de pedra, na grande cidade eu sentia solidão sempre pensando na família que eu deixei lá no sertão, me lembrava e tinha saudades do beijo da mineirinha, uma linda criatura que um dia jurou ser minha, eu também jurei ser dela e minha palavra honrei, a saudade é matadeira, fui buscar minha mineira, para me casar com ela a Minas gerais eu voltei.
No banco daquele jardim, com o seu corpinho colado em mim, noite fria e vento lento, eu pedia você em casamento,
em volta ao relento muitas flores vendo e torcendo pelo nosso casamento, eu sentia emoção e sofria com ansiedade, aquele momento passado parecia uma eternidade.
O seu sim foi regado de muitas emoções de dois corações apaixonados.
Sua bela alegria, presa vivia, na sela fria da solidão, eu libertei o seu sorriso e roubei seu coração.
Em noite fria ou dia quente, a natureza todo dia encanta a gente, e me traz a beleza de Deus na mente.
No mundo tem guerra fria todo dia, e onde falta a política inteligente, começa a guerra quente com matança de inocente. Diga não à guerra, queremos a paz na terra.
No mundo vil, de muita gente fria, todo mundo sentiu, um dia, sensação horrível de sentir invisível.
[Verso]
A brisa fria tocava meu rosto
Noite de solidão marcado no desgosto
Abandono de um amor tão platônico
Coração agitado num choro irônico
[Verso 2]
Lágrimas de sangue no rosto caindo
Olho pro céu e vou resistindo
Noite escura sem nenhuma estrela
Solidão que vem e me congela
[Refrão]
Solidão gelada entra no meu ser
Coração em pedaços sem saber viver
Amor distante uma ilusão sem fim
Choro sozinho ninguém perto de mim
[Verso 3]
Sinto um vento que me faz tremer
Lembranças me atingem não posso esquecer
Saudades batendo num ritmo de dor
Noite de solidão sem nenhum calor
[Verso 4]
Caminho pela estrada gelada e vazia
Buscando um alento nessa noite sombria
O peito apertado e sem direção
Solidão que bate forte no coração
[Ponte]
O sol não nasce minha alma se perde
Esperanças caiem como folhas de outono
Um amor platônico que nunca aconteceu
Coração partido no frio do abandono
Composição Valter Martins
Quando a paixão morreu no território do coração, o amor enfraquecido foi extinto, a fria indiferença foi a arma usada para assassinar a paixão!
