Fria e Orgulhosa
INDIFERENÇA
Vejo tão silente tua fria presença
Tua voz silente a dizer coisa nenhuma,
Um zelo diferente que desarruma,
Que muda, martela minha sentença
A solidão m'espera, me espera a lua
Com seus mistérios banais que insinua
A vida é tão triste, triste é a existência
Na sensação extraordinária de sua essência
Aceito a indiferença e o desprezo
O gosto amargo que ficou na alma
Do que um dia doce me excitava
E o que eu imaginava que era apreço
É o doce da lembrança que me falta
Da tênue ilusão que me acalantava
REVELAÇÃO
Não demora ...
A noite chora uma neblina,
A brisa fria espalha uma melancolia,
Ecoa a ladainha ...
Os sinos já dobraram uma chamada;
A igreja relampeja a fé,
O amor abraça e beija,
E a esperança pra essa dor é a esperança...
Não demora,
Gótica, a catedral ordena...
Badalam os sinos,
Os meninos abalam,
Nossos destinos baladam,
A gente dança e a dança demora,
Não demora o tempo urge,
Acorda a urbe,
O tempo voa,
A solidão povoa
Demônios, fantasmas e monstros,
A certeza dessa incerteza apocalíptica não demora...
fria é a solidão,
de olhar abstrato
e mãos vazias
alfarrábios de sonetos inertes
bustos perdidos
em bronze e concreto
Queria eu adentrar nessa tela fria... Ultrapassar e chegar até você... Olhar em seus olhos e dizer que você é especial em minha vida... Dizer aos seus olhos que os meus olhos vibram em te ver... Dizer pra sua boca que anseia pelos seus beijos... Dizer aos seus ouvidos que ainda sente o sussurro de sua voz desde a última vez! ... Abraça-lo fortemente, beija-lo na boca... Dizendo pra sua boca que minha boca sente a falta de suas palavras!... Dizer ao seu coração que meu coração pulsa acelerado em te ver... Dizer a sua alma que a minha alma renasce a cada instante por você. Dizer que sinto saudades... Dizer que sonho... Sonho com você!
Eu acordo na manhã fria e luto com os meus pensamentos que são dirigidos a você, meu amigo. Faço-me de forte. Não devo correr pro meu canto. Você me envolve nesse meu mais novo sentimento. Eu estremeço!
Nessa tela tão fria e vazia guarda tantas lembranças que eu gostaria de ter falado.
Das lembranças de dias tão ternos.
Dias felizes em que vivemos em um só coração.
Foram muitos momentos de torpor, de paixão.
Digo sempre que não vou chorar, mas as lágrimas descem como rio.
Guardo em minha mente abraços puros e quentes
Na alma sentimento eterno
No coração somente paixão
Tantas juras ao ar ficaram.
Saudades!
As horas passam, o choro brota nos olhos cansados.
Acho que meu amor por você tatuado em meu ser desabrocha a cada dia
A lembrança tão nítida na mente me dá vertigem
Meu coração subtraído foi
Perdi você e agora não tem volta
Acreditei no para sempre, pobre ilusão dos mortais!
Mas você continua vivo em meu ser.
Chego quase a te tocar em meus delírios insanos.
Tento vezes e vezes, mas a sua presença é tão viva!
Estou perdida nesse mundo ilusório e triste que somente lágrimas existem
Penso eu que não tem remédio para esse estado demente.
Sinto-me fraca a cada dia que passa nesse meu mundo
E o que me fortalece é vê-lo em meu mundo ilusório
É sentir o seu abraço colado, seus beijos tímidos e seu riso largo.
Louca demência, sensação louca que me enriquece.
Mesmo sabendo que você está em outra morada
Mesmo sabendo que ao pó voltaste
Continuo a te amar!
Noite fria...
Nesta noite fria de inverno
Deixo meus segredos
Silenciados na penumbra deste quarto...
Sabes as saudades que sinto neste momento...
Quando os sonhos se perdem na vastidão do tempo...
São tantas...!
Amanhece...
Olho na vidraça do meu quarto
Com os meus olhares passeando
Pelos prados verdejantes... Que se descortina a minha frente
E a solidão das minhas noites é levada pelos ventos. ...
...para lugares distantes...
Então vejo a manhã vencer o nevoeiro
E me visto de amor só pra te amar... E perco minha alma
Neste olhar!
E a neve tão fria,
Cansada de ser pisada
No caminho de casa
Resolveu se mudar para outra região.
Revelou para uma nuvem sua teoria.
Gostaria de ser amada, não pisoteada. Daí a necessidade,
De obter o menor contato com a humanidade.
E a nuvem compreendeu a situação.
Disse que durante 9 meses o sossego que tanto procurava, teria,
Embora seria obrigada a voltar assim que o inverno se instalasse.
Só assim para conseguir sua sonhada vida campestre.
E no Alasca, em seu novo lar, aos poucos esquecia
Dos sádicos que sempre diziam: "seria perfeito se hoje nevasse"
Mas eram os primeiros a utilizá-la como faixa de pedestre.
Ainda vejo
Aquele sorriso singelo
Na brisa fria e desejo
Que esse tempo se torne belo
Tempo de despertar
Para o novo mundo
No coração desejar
O nobre segredo profundo
Quero me entregar
A Deus com toda a sinceridade
Para os irmãos anunciar
O seu Reino da Verdade
O Reino da Verdade
Para quem honesto for
Lá não entra falsidade
E muito menos gente sem amor!
A neve matinal se despede da longa noite, fria… Parece uma artesã a bordar a minúcia das rendas com a sua luminosidade, acumulando invernos.
Minha versão mais doce foi rejeitada. Minha versão fria é desejada. Engraçado como a gentileza afasta e a indiferença atrai.
Depois de uma longa, escura e fria noite...
Eis que o sol volta a brilhar!
Assim que desperto, escancaro a janela...
Em frente um bem cuidado jardim...
Debruço sobre a janela e fico á contemplar o desabrochar das rosas vermelhas e amarelas.
Fico encantada com a variedade das flores e suas cores!
São margaridas, girassóis, tulipas, violetas...
Ah! E os lírios da paz?
Sempre me traz paz admirar o jardim assim pela manhã...
Sol ainda tímido, aroma de café vindo lá da cozinha, o bolo de laranja... Hum!
Quantas bençãos!
Quantas alegrias!
Em alguns instantes já percebemos o quanto somos abençoados...
E mesmo que as noites tenham sido longas, escuras, frias de passar, nosso coração sorri...
Porque em tudo Deus está á nos cuidar!
Quanto amor de Deus eu sinto! Quanta gratidão transmito! E através dos meus olhos posso contemplar á cada amanhecer o nascer do sol, o desabrochar das flores, as borboletas que em suas pétalas pousam...
Como é gostoso ouvir a cantoria dos passarinhos!
Árvores frondosas são o seu lar, e nós muitas vezes nos aproveitamos e em sua sombra descansamos...
Abra a janela da sua alma.
Enxergue com os olhos do seu coração quantas delicadezas Nosso Pai prepara para nos ver assim sorrindo e sonhando e acreditando e amando...
Poético e doce.
Assim deve ser o nosso olhar pra vida.
Mesmo com tantas dificuldades que encontramos pelos caminhos, ainda vejo luz bonita iluminando os caminhos onde encontro amor, gentileza, paz... E espero que através do brilho do meu olhar, tu possas esse caminho enxergar e essa vida tão generosa e bonita contemplar.
Que tenha sempre uma música e uma poesia para nossa alma se enlevar.
Que a alegria no coração permaneça.
Que o amor nos fortaleça.
E se houver noites longas, escuras e frias, a gente crie coragem e acenda as estrelas para poder enxergar que não estamos sozinhos...
Ainda há tempo para escancarar a janela e sentir o perfume das flores nos libertar dos medos e das incertezas para que possamos viver dias incríveis recheados de verdade e prazer.
Há esperança.
Há um café quentinho com bolo de laranja.
Vem!
Quando chegares, te mostro o jardim, os passarinhos, as borboletas e como eu te amo Meu Bem...
Ternos de luxo, limusines, distinção,
Suavidade fria e cordial,
Um ligeira coxo que revirava
Uma tralha imunda próximo ao local.
Tem guerra por terra,
guerra por tesouros,
Tem guerra fria,
guerra por louros,
Tem guerra mista
e guerra dividida,
Só não tem guerra pela vida.
O Lúgubre Aposento
Daquele quarto escuro, uma alma tão fria quanto os extremos.
Do dia, sua noite. Da noite, sua fantasia.
Taças vazias, jogadas de canto, pelas escolhas não encaminhadas.
Do verbo, a dor manifesta neste lúgubre aposento.
Reações, de forma exacerbada, jamais encontradas em parâmetros ideais, tão tolas quanto aqueles que se dizem iguais.
Miragens e paranoias de certezas incorretas, dadas por uma intuição desesperada pela ausência do próprio amor.
Atração divina, essa medida de se despir, abaixando a cabeça e deduzindo suas ideologias como universais, para uma realidade de tão falsa completude que já não se tem certeza do que mais se faz.
A cromática situação dos pensamentos atrofiados naquele medo surreal da solidão, do homem que se faz e é julgado por quem fora, o fere como se fosse o culpado.
Destes lúgubres aposentos onde se encontra, há aqueles sonhos jamais esquecidos, infaustos, de modo algum compreendidos.
MEU EXTINTO
Apesar da noite ser tão fria
Mais ao mesmo tempo o vento ser tão carinhoso
Do orvalho ser tão gélido
E meu abraço ser tão gostoso
Da lua ser tão presente
Das estrelas sorridente
Do clima ser confuso
E meu colo será ardente
Sinta o calor do meu corpo
Sinta o meus extinto selvagem
A fera que está, meu coração
Mais só você me deixa calmo
Que boa a sensação do abraço que me satisfaz
Da grande coragem que me faz.
