Fria e Orgulhosa
Noite fria
O inverno voltou e junto o frio da noite
fez-me fechar a porta
aquecer o fogo,acender a lareira
... a neblina me impede de ver a lua
as estrelas deram lugar ao céu cinzento
e a chuva goteja e escorre pelo telhado
misturando-se a poeira das lembranças
e ao cheiro da mobilia velha
apenas o barulho solitário das arvores
anunciam que não estou só
o dia nao consegue vencer a noite
o raiar do sol é impedido pelas nuvens
o céu celebra a própria tristeza
e decide que a noite continuará
a mim,resta a lareira
o livro empoeirado
e esperar a trégua,dos meus pensamentos
que coadunam com o próprio clima frio
vazio da noite,que nao quer ter fim
Dizem que eu ando fria, dizem que eu preciso mudar, mais já tentaram se colocar no meu lugar? Eu já tentei sorrir, confesso. Confesso também que já cai, mais não desisti, já vi, vivenciei e venci. Segundo Renato Russo: É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã, mais as pessoas não se amam mais, hoje elas matam, hoje elas tiram vidas, amanhã elas se acabam. Sofrendo ou não sofrendo, chorando ou não chorando, caindo ou não caindo, forte são aqueles que amam, uma ou duas vezes se for preciso, aqueles que se renovam a cada manhã, a cada por do sol, a cada aurora da manhã, a cada dia infeliz, que não se deixam abalar por uma jornada triste ou um dia frio. Pois somos frutos dos nossos atos e fatos.
Sem palavras,
o criado mudo
isolou-se em um canto
A geladeira,
sempre tão fria,
derreteu-se em lágrimas
O chuveiro,
sempre tão quente,
agiu como se não ligasse
As paredes ecoaram o silêncio da despedida.
Algumas portas se fecharam
e outras se abriram
Enquanto eu,
que já não me sentia mais em casa,
parti.
O QUE ME TORNEI?
Estou tentando me lembrar;
Em que momento me tornei assim;
Tão fria por dentro;
Sem sentimentos;
Por mais que busque em minha memória;
Não consigo encontrar resposta;
Em certas horas tenho a morte não como um inimigo eminente;
Mas como uma válvula de escape;
Aprendi mesmo que de forma dolorosa;
A encarar os fato de frente;
Às vezes parece que sou insensível;
Sem um senso de sentimento;
Mas as circunstâncias fizeram com que me tornasse assim;
Será que tornei- me um monstro?
Isto me questiono todos os dias.
Creio que não;
Apenas não tenho mais conseguido expressar meus sentimentos.
Que eu Morrar de Felicidade
A madrugada fria,
Reluta em ceder seu lugar ao dia.
Vem o dia amanhecendo,
Junto com ele o sol empurrando a escuridão.
O galo anunciar que é hora de despertar.
Os pássaros nos galhos das arvores espalham amor, com seus cantares.
Já é tarde, acordar e vem amar.
É hora de não te pertencer,
De se entregar sem pensar.
Acordar e vem viver.
Quero tocar o teu corpo quente,
Beber o cálice do pecado,
Perder a razão e me embriagar do teu amor.
E depois se eu morrer,
Pouco me importar!
Já que eu tenho que morrer,
Que eu morrar de felicidade.
"É que mulher é assim mesmo, sabe que está entrando numa fria mas precisa tanto de amor. A gente é assim, precisa de colo, voz mansa e beijo na testa. Mesmo sabendo que o preço é alto, nós pagamos - nos descabelando, perseguindo seres atoladas de ciúmes, chorando no colo da amiga, deitada no chão do banheiro ou chorando baixinho para o travesseiro ouvir madrugadas afora - mas pagamos o preço. E talvez seja por isso que eu vá seguir os anjinhos mentirosos e os estúpidos sininhos, talvez seja por isso que eu tenha tanta certeza que eu vá entrar nessa trilha para o território inimigo: só para ter uma mão forte para segurar e uma boca em que eu possa me perder sem vontade de me achar. Mesmo sem querer, vou acabar me perdendo no inferno dos seus olhos insuportavelmente doces."
Lá fora o tempo não para
a madrugada inquieta, fria
segue seu caminho
buscando o calor do dia
Aqui dentro sem você,
me resta o dom da poesia.
Partiu-se em dois, partiu-se ao meio, e uma metade era quente como fogo, e a outra fria como gelo, uma era tenra, a outra cruel, uma trêmula, a outra dura como pedra. E cada metade tentou destruir a outra...
A vida, porém, fria, convém ser parada, as estrelas cintilam, distantes encantavam.
Esperando um abraço na noite estrelada, um beijo escondido, sem saber que se amavam.
O dia vem vindo, adeus, já falava, o sol se abrindo, e eu sem mais nada.
Geraldo Neto
e nesta madrugada fria irei gritar seu nome em despedida e me afogar inteiramente, numa dose de tequila...
[Verso]
A brisa fria tocava meu rosto
Noite de solidão marcado no desgosto
Abandono de um amor tão platônico
Coração agitado num choro irônico
[Verso 2]
Lágrimas de sangue no rosto caindo
Olho pro céu e vou resistindo
Noite escura sem nenhuma estrela
Solidão que vem e me congela
[Refrão]
Solidão gelada entra no meu ser
Coração em pedaços sem saber viver
Amor distante uma ilusão sem fim
Choro sozinho ninguém perto de mim
[Verso 3]
Sinto um vento que me faz tremer
Lembranças me atingem não posso esquecer
Saudades batendo num ritmo de dor
Noite de solidão sem nenhum calor
[Verso 4]
Caminho pela estrada gelada e vazia
Buscando um alento nessa noite sombria
O peito apertado e sem direção
Solidão que bate forte no coração
[Ponte]
O sol não nasce minha alma se perde
Esperanças caiem como folhas de outono
Um amor platônico que nunca aconteceu
Coração partido no frio do abandono
Composição Valter Martins
Quando a paixão morreu no território do coração, o amor enfraquecido foi extinto, a fria indiferença foi a arma usada para assassinar a paixão!
Pedaços de um meu passado, aqui no MS...
O gado ali mugia, a noite estava fria, o pantanal a subir, reunimos toda a tropa, meu Ponteiro, peão experiente, na estrada a se perder, eram só quinhentos bois, chamavam feijão com arroz, quando com menos de mil, começávamos a subir! Ao longe escutava o berrante, do João bobo a estremecer, ponteiro quieto e amado, o João bobo afamado, ninguém sabia o porquê! Daquela triste alcunha a sina de bobo se ter, foi num amor de um passado, outro homem endinheirado, um patrão do bem viver, numa madrugada fria, chegou a ver sua guria, com o patrão se perder, voltara um pouco mais cedo, parecia que o enredo a trama ali se tecer, foi sangue para todo lado, nem mesmo o delegado quis ele ali o prender! Nunca mais tocou no assunto, o patrão virou defunto levou ela a morrer. No rebote ia o Chiquinho ao seu lado o Toninho, para o gado não se perder, meninos bons de parelha, nas mulas iam faceiros, cantando seus padecer, era moda de viola, aquelas tão bem chorosas, lágrimas a se descer! Nos desgarros o culatreiro, ao fundo muito ligeiro, manobrava o teu saber, dava gritos tão chorosos, se misturando aos mugidos, do gado que já nervoso, sentia a longa viajem que tinham a se fazer. Ao longe ainda se via os burros cargueiros e as bruacas, e o relampear das tralhas, nosso almoço a se perder! Adão era o cozinheiro, e preparava ligeiro, comidas, que só quem enfrentou a lida conhece o seu sabor, arroz de carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne feita no pilão e carne assada no folhão, Adão procurava um rio, montava o seu fogão, tudo era impecável, as panelas areadas, com areia e sabão! Passou se então vinte dias a boiada conduzindo, chegamos num espigão, parei ali meu cavalo, fiz um pequeno ressalvo, montando meus pensamentos, viajei noutros sertões, me veio ali na mente, aquela que não foi crente e magoou meu coração, Maria Rita malvada, me abandonou na estrada, seguiu só seu coração, não quis saber do boiadeiro, pois quem tem pouco dinheiro, não deve ter coração, assim seguiu seu destino, me deixou como um menino, chorando pelos tendões, um coração magoado, um poeta apaixonado, nas estradas das solidões, assim se segue o boiadeiro, quando a noite chega inteira, na junta dos companheiros, em volta de um bom fogão! As lágrimas correm faceiras, molhando a nossa bandeira, chegam pedindo perdão, cada qual tem sua história, não são somente de glórias, são grandes decepções...
(Zildo De Oliveira Barros) 22/03/16 manhã
Velho Carreiro...
A madrugada ia fria, deixava ali sua família, seus filhos a se sonhar, o carro de boi cantava, os cocões sua cantiga a entoar, a sua carga pesada forçando as rodas na estrada, caminhos a se marcar! Marcou fundo em minha alma, seus rastros pelas estradas, hoje não existem mais, mas minha alma é cortada, pelas marcas aqui deixadas pelo teu carro de boi, saía nas madrugadas, semanas eram passadas até o teu retorno ao nosso lar, felicidade ao extremo, pobres, desde bem pequenos, suas saudades a machucar. Hoje no meu carro de luxo, ao viajar, fico mudo, quando um resto morto de um carro de boi, chego a avistar, encostado em algum rancho, apodrecido pelo tempo, lembranças me fazem chorar. Te vejo por entre as lágrimas, sumindo naquela estrada, estrada do meu viver, assim se foi já faz tempo, mas as saudades ao relento, meu coração a doer...
(Zildo De Oliveira Barros) 20/05/15 Manhã
O sonhador acordado vive pesadelos desilusões desejando a noite fria, implora, vem sonhos acalentar maus olhos, até você chegar Vou dormir vou sonhar com ela até amanhã antes que ela se vá.
