Fria e Orgulhosa
Depois de uma longa, escura e fria noite...
Eis que o sol volta a brilhar!
Assim que desperto, escancaro a janela...
Em frente um bem cuidado jardim...
Debruço sobre a janela e fico á contemplar o desabrochar das rosas vermelhas e amarelas.
Fico encantada com a variedade das flores e suas cores!
São margaridas, girassóis, tulipas, violetas...
Ah! E os lírios da paz?
Sempre me traz paz admirar o jardim assim pela manhã...
Sol ainda tímido, aroma de café vindo lá da cozinha, o bolo de laranja... Hum!
Quantas bençãos!
Quantas alegrias!
Em alguns instantes já percebemos o quanto somos abençoados...
E mesmo que as noites tenham sido longas, escuras, frias de passar, nosso coração sorri...
Porque em tudo Deus está á nos cuidar!
Quanto amor de Deus eu sinto! Quanta gratidão transmito! E através dos meus olhos posso contemplar á cada amanhecer o nascer do sol, o desabrochar das flores, as borboletas que em suas pétalas pousam...
Como é gostoso ouvir a cantoria dos passarinhos!
Árvores frondosas são o seu lar, e nós muitas vezes nos aproveitamos e em sua sombra descansamos...
Abra a janela da sua alma.
Enxergue com os olhos do seu coração quantas delicadezas Nosso Pai prepara para nos ver assim sorrindo e sonhando e acreditando e amando...
Poético e doce.
Assim deve ser o nosso olhar pra vida.
Mesmo com tantas dificuldades que encontramos pelos caminhos, ainda vejo luz bonita iluminando os caminhos onde encontro amor, gentileza, paz... E espero que através do brilho do meu olhar, tu possas esse caminho enxergar e essa vida tão generosa e bonita contemplar.
Que tenha sempre uma música e uma poesia para nossa alma se enlevar.
Que a alegria no coração permaneça.
Que o amor nos fortaleça.
E se houver noites longas, escuras e frias, a gente crie coragem e acenda as estrelas para poder enxergar que não estamos sozinhos...
Ainda há tempo para escancarar a janela e sentir o perfume das flores nos libertar dos medos e das incertezas para que possamos viver dias incríveis recheados de verdade e prazer.
Há esperança.
Há um café quentinho com bolo de laranja.
Vem!
Quando chegares, te mostro o jardim, os passarinhos, as borboletas e como eu te amo Meu Bem...
O Lúgubre Aposento
Daquele quarto escuro, uma alma tão fria quanto os extremos.
Do dia, sua noite. Da noite, sua fantasia.
Taças vazias, jogadas de canto, pelas escolhas não encaminhadas.
Do verbo, a dor manifesta neste lúgubre aposento.
Reações, de forma exacerbada, jamais encontradas em parâmetros ideais, tão tolas quanto aqueles que se dizem iguais.
Miragens e paranoias de certezas incorretas, dadas por uma intuição desesperada pela ausência do próprio amor.
Atração divina, essa medida de se despir, abaixando a cabeça e deduzindo suas ideologias como universais, para uma realidade de tão falsa completude que já não se tem certeza do que mais se faz.
A cromática situação dos pensamentos atrofiados naquele medo surreal da solidão, do homem que se faz e é julgado por quem fora, o fere como se fosse o culpado.
Destes lúgubres aposentos onde se encontra, há aqueles sonhos jamais esquecidos, infaustos, de modo algum compreendidos.
MEU EXTINTO
Apesar da noite ser tão fria
Mais ao mesmo tempo o vento ser tão carinhoso
Do orvalho ser tão gélido
E meu abraço ser tão gostoso
Da lua ser tão presente
Das estrelas sorridente
Do clima ser confuso
E meu colo será ardente
Sinta o calor do meu corpo
Sinta o meus extinto selvagem
A fera que está, meu coração
Mais só você me deixa calmo
Que boa a sensação do abraço que me satisfaz
Da grande coragem que me faz.
ME SENTINDO
Me sinto um céu fechado na escuridão fria e nebulosa...
Um rio seco se partindo no calor do grande sol...
lagrimas estou sentindo caindo ao chão...
Estou me sentindo as folhas secas levadas pelo vento sem rumo no destino...
Tristeza e choro nos olhos de uma criança que não tem ideia do mundo...
Estou me sentindo...só,
estou me sentindo...
Um desconhecido no meio de quem me conhece...
me sinto uma alma vagando no tempo perdido...
olhos abatidos em lágrimas, os sonhos desistido das pessoas e os pesadelos realizado pelo mal...
Me sinto caído, fraco, abatido, tipo flor se desfazendo em pedaços pelo solo seco...tipo lagarta ao casulo sendo falha na metamorfose da vida me sinto, sinto eu.
Estarei entre minhas paredes
Cinzas e Fria.
Estarei entre a dor do partir e a dor do não chegar.
Estarei entre memórias
Vivas e mortas
Mortas e vivas
Em sombras angustiantes
E em jardins abandonados.
Estarei onde não saberei estar.
Dançarei a música sem nem ao menos ouvi-la.
Ah ! Se tão somente eu tivesse asas .
Faria voos melodiosos.
Se tão somente pudesse escolher
onde recostar minha alma ,
Cansada, largada e angustiada.
Se tão somente pudesse...
Um dia pudesse.
Amar e ser amada.
___ Lene Dantas
Tardes vazias
Nessa tarde vazia e fria
Meu coração aperta
E a minha mente esvazia
Para aquecer, puxo a coberta...
A saudade vem me visitar
Sempre que olho essas fotos penduradas
Não há como evitar
Essas lágrimas derramadas
Sinto tanto essa falta
Essa função perdida
Uma dor que ressalta
A cada lembrança revivida
A dúvida da culpa
Atormenta o pensamento
Uma razão oculta
Que se transformou nesse sofrimento
Mais uma perda sofrida
Causada pela separação
Arrasando uma vida
que ainda estava em recuperação
Toda tarde agora é vazia
Com essa ausência
Faltando nossa alegria
Restando apenas essa carência
Minha vida ficou despedaçada
Duas partes foram arrancadas de mim
Uma falta jamais superada
Essa dor que nunca terá fim!
O INTRUSO
Batia no vidro frio,
Da janela fria.
Batia.
Como que a medo
De revelar um segredo
Porque ali estava
E instava.
Abri a janela,
Singela.
Corri-a de par em par.
Ele, entrou radiante,
Com passo frio e distante,
Como que a querer mostrar
A alteza do seu rol.
Era o sol,
O de inverno,
Que já me foi de inferno
Em dias de verão,
Nesta janela da escuridão.
Só eu,
Triste plebeu,
Bato a tantas janelas
De tantas capelas
De santos de milagre,
Mas ninguém mas abre!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 03-01-2023)
POESIA FRIA
Que fria,
A minha poesia…
Até parece que no meu inverno
Interno,
Ela deveria
Hibernar
E ficar
Sempre naquele letargo,
Sem me dar o amargo
De continuar
A enregelar
Corações
Quentes,
Amantes
Diferentes,
De outras poesias
Menos frias
De emoções,
Porque a minha,
Coitadinha,
Tão mesquinha,
Vive só de ilusões.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-02-2023)
AI, SE A MORTE NÃO FOSSE VIDA
Já pouco falta para descer à cova fria
Do campo santo da minha freguesia
Uma irmã minha em Cristo estimada
Velhinha anciã por todos amada
A sempre esbelta senhora Maria.
Jamais quis a idade dos Profetas
Que eram seres de outros planetas
Mas ela ia subindo a escala da vida
Que agora acabou mas já comprida
A cumprir as promessas de suas metas.
Do pó nasceste, ao pó voltarás na fé
De ti e daqueles que acreditam que é
A nova semente que cria a Ressurreição
De um dia na mais gloriosa e pura União
Vivermos todos em harmonia talvez até
Com Cristo, o Messias, mesmo ao pé.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 18-03-2026)
Noite Solitária
Noite fria e cama vazia
Tristeza e solidão
Fui pego pela insônia
E abracada pela agonia
Procuro solução
Te busco e não encontro
Coração partido
Por você esquecido
Seu nome ecoando
Em meus pensamentos
Lágrimas, vão meus olhos lavando
O Cansaço chegando
Abraço o travesseiro
E me engano com seu cheiro
Adormeci
A dor de hoje venci.
Me sentindo perdido na escuridão
Como em uma noite escura e fria
Onde só se via escuridão e neblina
Então encontrei a luz
Essa luz tem um rosto e um jeito perfeito
Invadiu meu coração e não sai da minha mente
Sorriso que irradia, olhar penetrante
Abraço envolvente e um beijo ardente
Jeito manhoso e dengoso,
Misterioso e bondoso
Um brilho no olhar que causa inveja as estrelas
Mulher forte e delicada
Guerreira, mas uma dama honrada!
ÁG
Fogo no Horizonte Trêmulo
Nesta madrugada fria e congelante, com temperatura à menos e cidade amena, só posso pensar em frio e fogo. O fogo ilumina por algum tempo, a alma é uma coisa que a espada não pode ferir, um fogo devora um outro fogo e uma dor de angústia cura-se com outra. Em muito pouco tempo este fogo se apaga e o dia virá e raiá à luz, as juras mais fortes consomem-se no fogo da paixão como a mais simples na palha ao cheiro de lata queimada. Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo. A mente é um fogo a ser aceso, não um vaso a preencher e quando a casa do vizinho está pegando fogo, a minha casa está em perigo. Volto a Voltaire, e penso o mesmo: "o homem nasceu para a ação, tal como o fogo tende para cima e a pedra para baixo".
Combata fogo com fogo e tudo que restará são cinzas.
Areia Fria Sobre Pés
A cabeça enterrada nos ombros
Qual a escura rosa sem aste
Não há saudades mais dolorosas
Do que as das coisas que nunca foram
Foi tão bom, tão bonito, tão completo,
Que a gente nem fotografou
Nem localizou, nem postou,
Apenas viveu
Ser Tão Nordestino
Andano
De pé
Descalço
Andano
De pé
No chão
Pisano
Terrinha
Fria
Ou quente
Se é
Verão
Saudades
Sentiu
E muito
Do tempo
Em que isso
Era bão
Bem bão
Era bão
Como era
Bão mesmo
Danado
De bão
O Atendado em Capitólio
Nem
O comunismo
Da
Guerra Fria
Nem
O atentado
Às
Torres Gêmeas
Foram
Tão ameaçadores
À democracia
Americana
Que
O atentado
Ao
Capitólio
Nas minhas veias
Tua indiferença cruel
Tua pele fria como gelo
Um toque poderia matar
Minha dor, tua excitação
Eu quero te abraçar, mas algo me diz pra não chegar perto
Eu quero te beijar, mas os meus sentidos pedem pra parar
Eu quero te provar, mas prometi não me entregar ao vício
Eu quero te amar, mas pode ser que eu não volte mais
Tu és uma droga injetada nas minhas veias, uma droga
O ritual precisa continuar
Tua boca tão atraente
Teu jeito tão misterioso
Meu coração bate forte
Estou prestes a delirar
Eu ouço tua voz me chamando às quatro da madrugada
Não consigo mais dormir e tenho medo de te encontrar
Não quero me envolver, mas tu estás sob a minha pele
Eu quero te possuir, mas só se primeiro fugir da tua teia
Tu és uma droga injetada nas minhas veias, uma droga
O ritual precisa continuar.
Noite fria, os lares estão mais aconchegantes,
enquanto, lá fora, a chuva está caindo,
renovando a flora, deixando-a mais radiante,
então,uma simples e calorosa ocasião de lindos e distintos pormenores.
Em plena noite fria,
uma bela imagem que aquece
de um ser encantador
de lindos cabelos
usando um vestido azul,
cujo amor resplandece
assim como o romantismo
contido numa simples flor
de uma beleza incomum,
dianteda qual, sorrisos se acendem
pupilas se dilatam, coração estremessse,
e assim, a emoção alcança
a sua vez de fala.
CHORAM OS CÉUS.
Céu cinzento, chuva fina, tarde fria ...
Uma nostálgica névoa, turva minha visão.
Molham os olhos as mágoas,
Que inundam o meu coração.
Apenas restou a tristeza, herança da despedida...
Apenas se viu um aceno. Nas mãos, o sinal da partida.
Restou somente o vazio, na alma de quem ficou.
Assim como as marcas do tempo, que a saudade gravou.
Na velha estação suburbana, sumiram da vista os vagões,
Assim como no peito, findaram as ilusões.
Talvez chorassem os céus, testemunhando a dor,
De quem morria por dentro, vendo partir seu amor.
Os sonhos que foram desfeitos, jamais sairão da memória.
Os dias de felicidade, escreverão nossa história.
Na parede fica uma imagem, retrato de uma paixão...
Que um dia me disse adeus... Deixando-me na solidão.
