Frases sobre poesia
Não sucumbi às vagas ferozes que vinham
em cascatas mortais tentando me levar,
não sucumbi a tsunamis, vendavais,
nem às pedras atiradas nas vidraças,
não sucumbirei nem a ataque nuclear,
tenho um bunker que é pura proteção,
aço indevassável, alimento, água e ar,
é a poesia pura, germinando no coração,
dela nunca irão me separar
Mais um dia nasceu!
pensamentos voam pela janela
essa casa me conhece,
a flor da terra é respiração
.
Aqui é longe
mas tal real
toda forma de vida
aqui, são agradecidas
.
Em ritmo ordenado,
o sol faz-nos, um convite:
desperta! desperta!
vamos caminhar...
O Viajante iluminado, in hóspede da casa do lago.
No devaneio das ideias
muitas emoções emergem
Na esperança incontida
os anseios se perdem
Nos crescentes pensamentos
o passado regressa
No atormento da intuição
daquilo que é promessa
Na fala insípida
o olhar sedento
o futuro é argumento
No olhar trivial da vida
o presente é a ação
do afeio do coração.
"Esperou-se tanto o melhor dia, o momento certo... Esperou-se tanto, um sinal divino que viesse de fora...
Que não ficaram juntos, não houve história, não se teve tempo... Um esperava o outro, mas os dias seguiam, indo embora...
Esperou-se tanto que passou uma vida inteira, porque para eles, nunca chegou a hora..."
EXISTE VIDA APÓS VOCÊ
Foi depois de você que fiz novos amigos
Foi depois de você que aprendi a viver
Foi depois de você que entendi o caminho
Foi depois de você que entendi que era comigo
Foi depois de você que me interessei
Pela vida, pela música, pela poesia
Foi depois de você que descobri
Que existia vida após você!
Castelo de Sonhos
A menina até hoje brinca com a boneca de pano, e com seu sorriso indulgente desabrocha no Jardim da vida pétalas
em flor...
Em seu castelo pueril observa agora atentamente suas mãos enrugadas e as marcas de expressão em seu rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando e acha que o tempo não passou...
DOS CABELOS COLORIDOS
- Os cabelos são coloridos, mas o coração é preto e branco, eu disse.
- É a espera, ela falou.
Então eu respondi:
- a Espera é a primeira parte da Esperança!
Ela então sorriu para mim e o que coloriu foi o meu dia. Sem saber, ela havia tornado-se um arco-íris ambulante.
Porque não é preciso precisar nada.
Trocar o foco pelo dinamismo, as convicções pelo fluxo de idéias e contradições possíveis. Deixar de ser pedra e fazer parte de um edifício. Não ser, apenas poder, estar, transformar, amar, errar. Arrepender-se, levantar-se e surpreender-se com cada passo dado em direção ao que não existe
De forma poética
Passo uma idéia patética
Pro papel, busco inspiração, olho pro céu.
Um tonel de solidão
Em todos os cantos
Cada qual na sua função
Escondendo os prantos.
Letras tortas, papel reciclado
Falo de poesia sem sentir
Faltam sentimentos em todos os lados
Ódio ou frieza, não sei distinguir.
Aquela areia do passado é desmachada pelos ventos. Nada é como antes, nada fica igual, nem os grãos.
As dunas do passado quando assombram o presente, precisam de ventos fortes pra desmanchar e
abrir os caminhos. Tudo se integra e desintegra como areia para novos começos e recomeços.
Por muitas vezes é preciso estar no alto, fechar os olhos e recitar a prece para os anjos siderais. Se esvaziar dos anseios desnecessários do mundo. Pra seguir é necessário estar leve, para amar é necessário resiliência. No caminho receberemos pedradas injustificadas, mas deixar o coração caucificado é uma questão de escolha.
Da sacada observo, as doces cores da paisagem, a quietude do domingo em meio aos anseios das construções, a chance de contemplar a luz do sol que sobrevive as frestas de obras colossais. Imerso entre a razão do concreto e inspirado pelo cheiro da mata, ambas tem suas razões e emoções, se complementam como ideias e ferramentas.
Areia que voa, como ciclos que se integram e desintegram, formam e desmancham. Desliza nas mais variadas formas, que serve de chão quando endurecida pra sustentar a confiança, e pó quando dispersada pra firmar a esperança. Nas andanças da vida, de um lado para o outro, um eremita caminhante como um grão.
Nessa cidade o inverno é calor, encanta quem anda, encanta quem pedala, encanta quem dirige e quem dança. Nessa cidade as flores são coloridas e os pássaros aparecem no inverno. Nessa cidade a lua e o sol se mostram brilhantes no inverno. Como é bom seu calor. O calor de inverno que essa cidade me dá.
Matamos Poetas
É a era das trevas
Onde quem não tem o dom
Quer matar poetas
Como se...
Fossemos nós culpados
Pelos seus fracassos, sua falta de palavras e argumentação,
Pelos seus disturbios e falta de ética.
Mas nunca se esqueça
A poesia é que escreve a vida
Ja dizia a poetisa
Morre o poeta fica a poesia.
Thibor
Em busca do príncipe encantado, que não encontramos mais, eu cansei de procurar, mas eu descobri que era pura ilusão. Na verdade, ele sempre esteve comigo, mas eu não sabia. Estava procurando em outro mundo, em lugares onde eu não podia ir. Descobri por acaso que fui eu que o construí nos meus pensamentos, criei do nada, mas fui eu que o criei.
Coro das Sombras
Meu suspiro ergue-se como bruma sobre o berço daquele que parte.
Filho da dor, fruto do meu sangue,
ainda lutarás contra o fio que já foi cortado.
Volta, olhos que um dia foram estrelas nos meus,
Volta ao ventre que não dorme —
pois não há sono para quem viu o abismo abrir-se em flor.
Teus olhos brilham mais
Contra a luz que mergulha
No horizonte desfocado
Prefiro não quere saber
Se no final da estrada
Sua mão ainda entrelaça a minha
Prefiro cegar me diante
As cores que se desbotam
No fim da estrada
Prefiro que a noite não acabe
Pra não descobrir
Que você não mais caminha
Os mesmos passos que eu.
Ela é exceção
Que no universo em teu olhar
Ela adormece até a alma.
Ela é canção
Que mesmo a cappella
Não perde teus timbres.
Ela é lua
Que mesmo com varias fases
Estaciona sua beleza frente a meus olhos.
Ela é poesia
Que furtará seus pensamentos
Em uma hora qualquer
Como furtou os meus
No final desse domingo chuvoso.
Estava no ponto
e via o mundo passar
um ou outro a se julgar,
alguns com pressa para atravessar,
outros nem sabiam
qual era seu lugar,
e era o tempo que não estava a passar,
por vezes, via até a felicidade
cruzar estranhos em sua troca de olhar,
que de tão particular
ouviam até vida anunciar.
Enquanto isso,
nada do ônibus passar.
