Frases sobre poesia
amar-te é como se luz
(luzindo fráguas
qual água até que fura)
morando nos teus olhos.
é dançar abraço dando
no piar de um ninho em cama
(que nos faz dançando
o chão fugindo)
pisar um céu de luz e chama
e o universo dançará à volta
(enquanto a luz for brilho
envolta no piar do ninho)
no balançar de um riso à solta
O dia escorrega das mãos feito um peixe
que mergulha na terra trincada
sem se saber
sobrevivente único
desse rio temporário
que acabou de secar.
Que todo dia seca sob o sol do tempo.
Que a vida é
esse deserto em expansão.
Que a noite se aproxima e é fria.
E com que olhos nos espreitam os chacais.
No infausto das memórias já empoeiradas pelo tempo, ela cisma e vira as costas aos seus abismos abissais
Com a brandura de seus sentimentos mais nobres, pinta na tela do dia os olhos dele de infinito, que lânguidos desnudam o azul do seu céu pra ela
E seus versos novamente se enamoram desse olhar de querubim e o transforma em Poesia.
Eu não escrevo pra exorcizar o meu medo
Eu escrevo pra transbordar minha loucura
Eu escrevo por que foi a única utilidade
Que encontrei pra minha dor
Eu escrevo pra não explodir de raiva
E nem de amor
Eu escrevo por que só
Quem experimentou a vida
Sabe o horror de mastigar
E ter de engolir a ferida
_Ponte dos desejos_
Caminhou até o possível
Parou consciente
Sem carecer outro nível
Não habituado ao decadente
Mas se via sorridente
Obteve à lucidez
Atingiu a honra
Se fez cortês.
Saciava-se com pouco
Esperava menos
Sabia que não haveria
Dias mais amenos
Não planejava
Não era comparado
Existia ali
Sem ser pressionado.
O que resguardar?
O tempo cuida de tudo
Esta é a maneira de preservar
O cargo à se ocupar
Por alguém tão digno.
Pois ele não tarda
Guarda memórias
Se ocupando de tristezas
E tantas histórias.
Mas não há de se preocupar
Mais cedo ou mais tarde
Ele irá lhe retornar
Suas respostas esclarecer
E seus gritos calar.
Da "série" improviso...
O sol hoje brilhou diferente
o dia nasceu mais bonito
Por isso que eu acredito
na força da nossa mente
Pois foi assim de repente
que você me apareceu
Aquele beijo me deu
me deixando atordoado
Quero ser seu namorado
E viver ao lado teu.
* Rosan Rangel - (15 de abril de 2017 às 10:51)
Chuva
De nenhuma parte chega. Partir?
Não há palavra mágica que rompa
este costume de olho, este silêncio
sonoro de dardos. A primavera, o luxo
dos anos e da luz, se perdia agora
no caminho vencido. As esperanças
morreram a tempo. De novo, tudo é perfeito
ao longo do vazio: a chuva lenta
não vai a parte alguma.
"Não sei por que só escrevo quando estou assim.
A solidão é cada vez maior,
Não sei se não confio em ninguém,
Ou ninguém confia em mim.
Mesmo cercado de pessoas,
Os laços são fracos e próximos do fim.
Ninguém entenderia,
Meninas vazias,
Carteira vazia,
Cheio de pastas com textos vazios,
E uma vida vazia."
TATUAGEM
Deixarei sobre a tua pele
Um bocado de amor
Pele essa que me rege
Onde quer que eu for
Desatino enquanto grito
Para o mundo inteiro o nosso amor
Falo alto e reafirmo
A tua alma me encontrou
Nesse emaranhado de sentimentos
Verso essa recordação
E te questiono diante todos
Podes me marcar no teu coração?
Venha ver a pessoa sem rumo,
Venham ver a pessoa sem direção,
Pra onde ela vai essa é a questão.
Quando tentou se achar,
Mas mesmo assim não conseguiu se encontrar.
Deixou tudo aquilo que quis fazer,
E hoje nem sabe o que quer ser.
Julgou ser tão capaz,
Mas não sabia que ficava tão pra trás.
Por maior que seja um escritor, ele jamais será capaz de
expressar em papel e tinta, toda a percepção que tem na alma.
Pois os sentimentos são ardilosos e não se deixam revelar
totalmente em palavras. Eles fazem essa exigência justamente
para se tornarem sensações únicas em cada ser. (Ana Paula Gervoni)
Ajude-me
EU sinto o ar fresco em minha pele
Como é bom poder sentir
Me faz refletir sobre a vida
E como é bela a vida
Nada é eterno
PRECISO entender isso
Tempo que vai
Tempo que vem
DE tudo que já passei
Agradeço por sobreviver
Em cada abraço pra reaquecer o meu coração
AJUDA bastante pra vida valer a pena.
PERMITO SENTIR
(13.10.2018)
Permito sentir o barulho da natureza,
E ela me mostra toda a sua beleza,
Sendo uma ponte para a maneira correta
De se viver a vida sem maiores problemas.
Uma pequena passagem para o interior!
Que expõe de dentro para fora
Os sentimentos a serem verdadeiros,
Pois neste mundo, o que conta é o amor.
As pessoas olham para mim, com olhos de desgosto;
Mas do que importa?
Se o sol continuará brilhando?!
As vezes nem eu consigo me ouvir;
Parece que ninguém, nos céus e na terra;
Ouve meus gritos;
Mas continuam dizendo!
Porquê ou por que?
Eles ouvem de menos e dizem de mais.
Me sinto morto;
E ao mesmo tempo;
Não sinto nada.
Se algum dia sentires saudades de mim não fique triste
Olhe para o céu e veja a lua
Que por noite serviu de cenário a nosso amor
Contemple as estrelas que foram caminhos que me levaram a você
Mas se mesmo assim ainda sentires saudades de mim
Olhe para o horizonte
La você me encontrará sorrindo em forma de poesia.
Na beleza de todos os trajetos
na ternura de jamais sermos sozinhos
na confiança que são, todos os passos,
adiante, precisos, e certos ...
o que lhe compreende a confiança de se estar certo?
A vida, tão imprecisa e incerta, mas ela é sem margem à qualquer dúvida: viva, certa... e nela, tudo é "certo"!
MARCO LITERÁRIO
Aponta o dedo
com a ponta do lápis.
A sua chave conectiva
exclui uma parte.
Cunha à vista
o movimento sintaxe e
reivindica o permanente dito.
Falsifica em crase
Fecha-se lacrado
Acusa-o lacrativo.
Literato práxis,
insinua diminutivo
e tende a achar ridículo
tudo que não é de praxe.
O chão cercado de lindas pétalas organizadas em espiral, tão belas, tão meigas mas tão mortal! A dor em buquê expõem o que deveras sente, gracioso, virtuoso, estupendo e ardente... Todavia sufocante, um verdadeiro "estrangulado amor", que brota no coração, justamente como flor.
Minha
Seus olhos me traem fixando-me com falsa atenção
Seus lábios a contraditam seguindo o seu coração
Percebo que me quer beijar a cada toque de mão
Se ela a sente, por que não compartilha desta emoção
Sempre que a deixo banho-lhe com aflição
E se calhar não à tenha por esta mesma razão.
