Folha em Branco
E no momento em que a dor aperta, tudo o que me resta é uma folha em branco.
Sem abraço, sem consolo. Só a dor transposta em letras.
Quem disse que os momentos de alegria resultam nos melhores poemas?
São os momentos de profundo sofrimento, onde não se pode gritar por fora, apenas sufocar por dentro.
Pegar todo esse sofrimento e vomitar em uma folha de papel.
Vou cuspindo as palavras de forma angustiante e assim as ondas vão ficando menos violentas.
Posso respirar novamente.
Um homem nasce,como uma folha em branco, mas o seu caráter é moldado de acordo com a sua família... Ou seja o caráter, é hereditário.
Pessoas
Pessoas não são folhas em branco
A qual riscamos com tinta ou grafite
Uma pessoa é como um viajante
Levando consigo sua bagagem
Onde traz sua leitura de tudo existente
Fazendo a compreensão do mundo existente
Revelando através da escrita o conhecimento
Explicando o mundo
Intensificando o senso político
Revelando sonhos
E no contexto da vida, troca experiências.
Uma folha em branco!
Nada melhor para esvaziar a cabeça que fazer prosa e verso das alegrias ou tristezas...
O conhecer de si mesmo é como olhar e ler uma folha em branco, seus olhos não vêem nada, mas sua mente descreve o que é ou o quê será justo no momento em que está.
Tudo dependerá se andas ao passo da emoção ou do razão, olhe as grandes obras primas e contemple os grandes artistas mortos, mesmo sem conhecê-los pessoalmente, verás cada criador pelas suas obras e testemunhos, a partir daí saberá o que eram e como eram.
Escrevo, não porque eu saiba ou tenha grandes pretensões.
Escrevo porque a folha esta em branco e a cabeça demasiada cheia.
Escrevo para enfrentar a insônia na noite e preencher a lacuna do dia.
Escrevo porque sinceramente não cogito não escrever.
Escrevo para desvelar ideias, alimentar a imaginação.
Escrevo para edificar no papel um absurdo qualquer.
Escrevo tomado de euforia, as vezes entorpecido de café.
Escrevo para desvendar o mundo, descortinar mistérios.
Escrevo porque espero alguma coisa, uma retratação do tempo talvez.
Escrevo por vicio, não por virtude, se eu fosse prudente recolher-me-ia ao silencio onde a dignidade repousa.
Escrevo por contradição, por pura vontade de perturbar as letras.
Escrevo sem preocupar-me com nexo ou beleza ou sabedoria.
Escrevo porque sou louco e minha loucura abomina laconismo.
Escrevo para resguardar as cinzas da vida na ânfora perene da literatura.
Escrevo porque quero escrever, oras....
Folhas em branco
Hoje eu vesti aquela roupa velha de inspiração, peguei uma folha em branco e canetas coloridas. E estava disposta a desenhar uma história linda, cheia de cores e encantos. Sentei-me e comecei a escrever. Escrevi, escrevi e continuei escrevendo...e olhando para aquela folha em branco, que eu havia escrito, percebo que ela continuava lá, completamente em branco, sem nenhum rabisco, nem mesmo um risco se quer. Parei um pouco, troquei de lápis e de roupa também, e recomecei. Queria escrever tudo que eu havia vivido de bonito no amor, uma história cheia de cores, cheia de "eus e vocês". E continuei escrevendo, e no meio da história, eu havia percebido que a folha estava em branco, mesmo depois de trocar os lápis e as roupas velhas. Mais eu percebi, que não eram os lápis nem as roupas, e sim eu. Eu tentei escrever uma linda história de amor, num colorido cenário, e havia esquecido, que para se escrever uma história é preciso vivê-la primeiro. E, eu nunca tinha vivido uma linda história de amor. E continuo sem viver... e as folhas continuam em branco, mesmo eu colorindo-as todos os dias.
Para lembrar de mim no pós-vida, basta pegar uma folha em branco e escrever: — Sua alma era pura poesia.
Rabisque de preto uma folha em branco: assim é o coração
do homem quando sua boca pronuncia palavras obscenas contra o próximo.
A cada manhã, mesmo com todos os nossos planos, somos folha em branco nas mãos da vida, escritora que escreve com o tempo.
