Folha em Branco
Só como sonhos vazios em desenhos brancos em folhas sem linhas, como vento sem sopro das árvores sem balanço de uma tarde sem vida, como o marrom do barro que escorre pela chuva para uma noite fria.
FOLHA EM BRANCO
Pego uma folha em branco
Procuro rimas, alguma inspiração
E só vejo nesta folha, meu pranto
Que cai aos poucos sem direção..
É como uma triste melodia
O cair das lágrimas na folha em branco
A trazer nostalgia
De um passado que amei tanto...
As rimas me vem, mas as esqueço
Ficam encobertas por um manto
Desisto das rimas, ilusões. Adormeço
Debruçada na mesma folha em branco
FRAGMENTO DO INFINITO
Defronte uma folha em branco, tentei escrever algo sobre o amor amigo.
Depois da lixeira cheia de papéis amassados, descobri que os amigos moram em um cômodo no coração com proteção acústica. Apurei os ouvidos mas foi impossível ouvir o que saía de lá… Mas deu para sentir as vibrações! Parecia uma festa, daquelas de arromba, danças em sincronia e coloridos fogos de artifício em composição.
Não fiquei satisfeita e procurei um doutor pra tirar uma “chapa” (eu precisava ver aquilo!)… Mas por mais que eu apurasse o olhar, não consegui enxergar nada de diferente naquele plástico escuro e manchado. Percebi que onde os amigos moram é invisível aos olhos, está tão diluído, faz tão parte da gente que acaba correndo nas veias, explode em sorriso e aquece a nossa alma!
Por fim, faltou-me inspiração e tentei em vão folhear o velho dicionário procurando palavras mais adequadas, e percebi que os melhores e mais queridos amigos surpreendentemente ouvem o nosso silêncio, lêem o nosso olhar, compreendem a nossa distância e ausência, entendem quando desmarcamos um compromisso, quando adiamos um abraço, quando não podemos brindar a felicidade compartilhada… E acima de tudo, são capazes de nos amar quando menos merecemos…
O amor amigo é um mistério para poucos revelado. Um elixir para ressignificar e nutrir a vida e germinar os nossos íntimos terrenos áridos. Amigos são mágicos que nos encantam e envolvem sem coelhos na cartola; são alienígenas que nos abduzem sem espaçonaves tecnológicas, nos levando para lugares recônditos e ocultos… Dentro de nós mesmos.
Concluí então que o amor amigo é um fragmento do infinito: quanto mais você oferecer, mais você receberá…
Todos nós somos um pontinho preto numa folha gigante de papel branco. Uns vão ser um pouco maiores, mas vão continuar sendo só um pontinho.
A folha em branco me chamou, mas a espiração se foi, há existe maior espiração que a vida? Os barulhos vêm e me tomam os ouvidos eu os desfaço o abandono. Finjo a solidão com mais intensidade. A força me vem, mas algo me impede de aceita-la, vejo que todos há sentem , será que só eu não? Pessoas sorriem, mas não são sorrisos, pessoas abraçam, mas não são abraços. A minha parte escura invadem meus dias de sol, e assim o teatro da vida começou, o primeiro sinal foi dado, agora é a hora, o mundo está aqui, todos os dias, em seus olhos, em seus cabelos, na brisa fria que invés de te entristecer pode te convencer que hoje será o dia, a estreia da vida real, e escuta sozinho nunca ficarás, tens a pessoa que mais te completada todos os dias, tu mesmo. Eu vou parti, porque o tempo vai quando o melhor chega, eu não sei se ele chegou para mim, mais o que custa acreditar que sim?
- A folha ímpar
Olho para o céu e enxergo uma folha em branco, e ela é toda minha, posso escrever, desenhar ou fazer o que eu quiser com ela; ah, eu quero escrever a frase mais impactante e desenhar o desenho mais lindo já visto, não vou desperdiçar a folha da vida.
Folha Em Branco
Luciana Tani
Eu queria escrever um poema.
Uma carta de amor.
Ou, quem sabe uma linda canção.
Mas, meu coração está triste.
E não tem inspiração.
Tanto tempo passou...
Com tanta esperança aguardei.
Que a carga da caneta até secou,
a folha reservada para hoje,
em branco eu deixei.
eu sou uma folha em branco, e aqueles que atravessem minha vida deixam rastros, seja num belo tracejado ou numa imensa rasura. e não importa quão incompreendido seja para aqueles que chegam. eu sou minha obra-prima, e nem toda obra de arte é feita para ser entendida.
Cada dia você acorda Deus te da um Sorriso e te entrega uma Folha em Branco aonde você tem a Chance de recomeçar novamente.
A vida não traz um manual de instruções, mas sim uma folha em branco; o sentido não é algo que se encontra pronto, mas algo que se escreve com o rastro dos nossos passos
Na ponta do lápis, em uma folha em branco... qualquer rabisco vira obra de arte. Na folha riscada, entrelaçadas pelo rabisco a arte vai depender dos olhos de quem admira... As vezes os traços do artista vão além daquilo que olhares normais conseguem compreender.
O que fazer com uma folha em branco?
Muitos diriam que nada. Mas esse ‘NADA’ é só a desculpa rabiscada por quem tem medo de escrever o tudo que carrega dentro de si.
Comecei a escrever em um caderno com folhas em branco e sem nenhuma linha...
No começo até me surpreendi , minhas letras pareciam desenhos em constante sintonia, iam de maneira linear, sem se desviar ,nem para cima e nem para baixo.
Mas, no decorrer do tempo, percebi que já não tinha linearidade, em um momento as palavras iam mais altas, em outros momentos elas pareciam afundar, como o silenciar de uma voz...
Eu continuei escrevendo sobre a vida nos altos e baixos das linhas imaginárias.
Na tentativa de fazer tudo certo e simétrico, mas, só me doía, doía a mente por pensar tanto, doíam o dedos por apontar meus erros, doía meu coração por não entender por inteiro.
Ainda assim insisti em escrever, escrever sobre a vida, uma vez que perdida no conturbar das linhas, encontrei meu eu, ela andava sozinha, entrelinhas, amando o dia, odiando a noite , falante durante a semana e se calando no fim.
Todo dia recebemos uma folha em branco pra escrever mais um capítulo de nossa estória. E cabe a nós rabiscar ou não manchar ou não. E essa escrita ela não pode simplesmente ser apagada.
“Nascemos como folhas em branco. Crescemos, e as tintas que preenchem nossas linhas não são iguais. Amadurecemos, arrancamos algumas páginas e reescrevemos outras. Morremos, e deixamos nossa história eternizada no livro da vida.”
Alguns "gênios" determinaram que o ser humano é uma folha em branco, onde escreve-se os valores das classes dominantes. No entanto, resistir e reescrever sua própria história é um ato revolucionário.
Lançados ao acaso da folha em branco,
somos manchas que o tempo dispersa,
manuscritos rasurados em um banco,
fragmentos de uma voz que não conversa.
Linhas cegas cruzando o vazio absoluto,
cada uma em seu exílio de carvão e cor,
um traço torto, um borrão em luto,
tentando esboçar o contorno do amor.
Buscamos no outro o ponto de encontro,
a intersecção que nos faça um desenho,
mas seguimos à margem do próprio encontro,
perdidos na pressa de um vago desempenho.
Somos apenas rabiscos soltos de tinta,
vetores abstratos de uma força qualquer,
que teimam na busca, enquanto a luz finda,
de alguma coisa que o mundo saiba ler.
O amanhã não é apenas mais um dia, mas uma folha em branco
Onde o seu melhor ainda pode ser escrito.
Terá preocupações.
Dúvidas.
Dívidas
Incertezas, mas a certeza de que Deus está no controle de tudo!
Sempre .⋆♱˚˖𓍢ִ໋❀⋆˚꩜。ᥫ᭡
O Deserto de Dentro
A folha em branco é o corpo de várias árvores
que deram suas vidas para que palavras nascessem sobre o nada.
Ideias nascem e morrem, colocadas no papel:
garranchos para aqueles que querem aprender a ser letrados.
Do espírito lindo, nascem poesias e estrofes de versos.
Um poema corrido, sem pontuação ou exclamação,
que diz: deixem a floresta viver, sejam o espírito da vida.
A essência da existência nasce e procura meios de sobreviver
diante do tempo e do espaço, transcendendo o teu ser.
Embora sejas maravilhoso, repleto no teu existir,
sois cruel, ser humano.
Diante do cosmos complexo, o homem busca e encontra sua essência.
Mas, mesmo olhando para dentro de si, só encontra a escuridão e o silêncio.
No absurdo do universo, há um barulho que ele não compreende.
As vozes ecoam pelo tempo.
Será que um dia sentirá a dor que causou?
Para ter evolução existencial, atravessa a beleza da natureza.
Ainda dá para ver o sangue escorrendo pelo chão,
seus gritos agora silenciados pela motosserra.
Agora temos móveis e um telhado para morar.
"Está frio, vou colocar a lenha no fogo para esquentar."
— "Aproveita e coloca o leite para esquentar, pois está na hora de a bebê jantar."
— "Vou fazer o jantar também e buscar mais lenha; a árvore já está boa para cortar."
O deserto se forma.
O gado pasta onde era floresta.
O mato, para eles, é só mato...
O mato pega fogo.
O ambiente é uma teia no emaranhado da natureza:
tudo faz parte da equação da vida.
Secas e inundações, depois o deserto seco.
O vazio existencial dentro do homem é o que restou no meio ambiente.
