Foi assim

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E foi assim, os caminhos foram desfeitos, diante da bifurcação, cada um escolheu um caminhar diferente. Seguiram ambos na direção do sol, um do nascente, já o outro do poente.
E queira Deus que sejam felizes para sempre.

Sabe aquele cheirinho de felicidade? Foi assim que acordei: com o quarto cheio de rosas e a alma em flor. Você é meu anjo, meu sol, o motivo do meu despertar.
---- Eliana Angel Wolf⁠

E Foi Assim

E foi assim…

Como o sol que nasceu
brilhando como em qualquer manhã,
era para ser apenas mais um dia:
trabalho, faculdade,
as pressas,
os problemas de sempre.

Mas, naquele instante,
o próprio sol perdeu o brilho,
porque os teus olhos
iluminaram tudo o que existia ao redor.

Entre encontros
que o destino insiste em chamar de acaso,
eu te encontrei.
E o que seria apenas mais uma página
transformou-se no capítulo
que jamais esquecerei.

Foi o dia
em que meu coração voltou a sentir calor,
o dia em que, por ti,
amor correu em minhas veias
como sangue que devolve vida ao peito.

Desde então,
já não temo o mundo.
Se preciso for,
enfrento tempestades,
atravesso distâncias,
venço o impossível…

Tudo isso
apenas para viver,
nem que seja por um breve instante,
o privilégio de ouvir,
saindo dos teus lábios,
o mais belo dos sons:

o teu jeito de me chamar
de amor.

Pensei em desistir várias vezes, mas nunca disse isso em voz alta. Foi assim que eu concluí o Curso de Formação de Cabos.

Foi assim:

Depois de algum tempo em São Paulo, meu irmão conseguiu comprar o primeiro carro da família. Como não podia deixar de ser, era um Fusca 67 azul, muito lindo. Aliás, o mais lindo do mundo.

No dia da compra, nem trabalhamos direito. A ansiedade para pegar o carrinho era enorme. Já era quase noite quando meu irmão finalmente chegou com o dito cujo.

Tudo certo. Arrumamos nossas malinhas no porta-malas. Naquela época, tínhamos mais felicidade do que coisas para carregar.

Pegamos três amigos e... estrada.

Assim que escureceu, surgiu o primeiro problema: cadê a luz dos faróis? Havia apenas uma claridade fraquinha. Nada, porém, que um eletricista de beira de estrada não resolvesse. Instalamos um par de faróis "Tremendão", moda da época, que consumiu boa parte das economias reservadas para a viagem.

Problema resolvido, seguimos viagem. Só alegria.

Depois de rodarmos mais uns 250 quilômetros, próximo a Avaré, apareceu outro pequeno contratempo: um pneu furado.

Coisa simples. Bastava trocar o pneu e seguir viagem.

Abre o capô, tira as malinhas. E eram tantas que cobriam o estepe.

Quando finalmente pegamos o estepe, veio a surpresa:

— Vixe! Está vazio!

Na pressa da viagem, ninguém tinha verificado as condições do referido pneu.

Era madrugada. Frio. Mês de junho. E lá fomos eu e um amigo pedir carona para encontrar um borracheiro sabe-se lá onde.

Depois de alguns minutos, parou um caminhão-cegonha. Sem muitas explicações, o motorista mandou que subíssemos na carroceria.

Se parado já estava frio, com o caminhão em movimento a situação piorou muito.

Rodamos uns dois quilômetros até que ele parou e nos chamou para a cabine aquecida.

Logo encontramos um posto com borracharia e restaurante. Enquanto o pneu era consertado, aproveitamos para tomar um café.

O motorista, como todo caminhoneiro, conhecia praticamente todos os outros caminhoneiros da estrada. Não demorou para encontrar um colega que seguia no sentido contrário ao dele.

Ficou fácil.

O outro motorista nos deixou perto do Fusca e ainda manteve os faróis do caminhão acesos para facilitar a troca do pneu.

Quando terminou, enchemos o homem de agradecimentos e... estrada novamente.

Como todos morávamos em Santa Mariana, a distribuição dos três amigos foi rápida.

Sempre que voltávamos para casa saindo de São Paulo, avisávamos nossa mãe.

Que castigo!

Ela passava a noite inteira nos esperando.

Mas fazer o quê?

Mãe é mãe.

Dormimos algumas horas, tomamos café de bule e partimos para a missão mais importante: mostrar o Fusca para a cidade.

Afinal, ele era objeto de desejo de muita gente. Naqueles tempos, ter um carro era privilégio para poucos.

O coitado do Fusca ainda estalava por todos os lados, consequência da longa viagem.

Azar o dele.

Tínhamos compromissos mais importantes.

Meu irmão ao volante e eu de carona, fomos direto para a cidade.

Paramos em frente ao Cine Plaza e ficamos ali, do lado de fora, exibindo nosso troféu com o mesmo sorriso de uma criança que acaba de ganhar um presente.

Não demorou muito e apareceu um conhecido (nome omitido por ordem judicial).

Para os nossos padrões da época, ele era milionário.

Nem nos cumprimentou.

Ficou olhando para o Fusca e disparou:

— Ué... a firma onde você trabalha deixa você viajar com o carro dela?

Tudo bem que o carro ainda não era exatamente da família Mattos. Era da financeira, e ainda faltavam vinte e quatro prestações — justamente as vinte e quatro do financiamento.

Mas ele não precisava ser tão maldoso.

A frase caiu como um balde de água fria.

Tirou um pouco da nossa alegria.

O dia perdeu o brilho.

Perdemos a vontade de passear pela cidade e voltamos para casa.

Para perto da mãe.

E, pensando bem, talvez ali fosse mesmo o melhor lugar para estar.

CRÔNICA: Será inconformismo generalizado, ou corrupção sintomática?

Sempre foi assim, no que tange a torcida brasileira em copas do mundo! Vive- se um anacronismo existencial reverenciando sempre os jogadores do passado. O engraçado, é que mesmo nas campanhas vitoriosas, como em 1994, os jogadores das copas de 1982 e 1986, eram citados constantemente nas rodas de conversas e por comentaristas durante as partidas. A principal crítica da época era o pragmatismo da seleção brasileira. Futebol que priorizava a tática e a solidez defensiva, em detrimento do futebol arte visto doutrora. Especialmente sob a regência do rei Pelé, e com os craques da geração de 1982 e 1986.
Mesmo com toda a crítica exercida sobre a seleção brasileira de 1994, a mesma sagrou- se campeã. O povo comemorou, mas almejava- se para o futuro, uma seleção que jogasse com classe igual as do passado. Em 1998, a seleção brasileira empolgou mais do que na copa anterior. Porém não obteve êxito. Mas o anacronismo existencial reinava. Jogadores que estiveram na copa anterior, mas que não estavam presentes, eram rotineiramente reverenciados.
Aí veio 2002, seleção que fora pentacampeã, e empolgava com o seu trio de ouro. Ronaldo fenômeno, Rivaldo, e o bruxo Ronaldinho gaúcho. No entanto, era comumente contestada pela ausência do Romário. Como sempre, presos ao passado. Agora já são 24 anos sem comemorações, e na alma, aquele sentimento incrustado, pressentido, e a confirmação das decepções. Futebol é assim mesmo, não importa o número de competidores, só um ganhará a glória eterna. Logo, viva o presente. Desprender-se do passado, é um passo fundamental, rumo à aceitação, e a paz de espírito. Em suma, a busca constante pela felicidade.

050726

Hoje, acho que foi assim:

A vida, aleatoriamente, foi ajustando nossos destinos
e colocando, equivocadamente, nossas almas frente a frente.

Nunca foi para ser,
mas foi.

E a vida, sem saber como desfazer o que fez,
escondeu-nos das consequências,
deixando que cada um levasse,
para sempre,
um pedaço do outro.

Ivo Terra Mattos

Efêmera
Porque ela é assim
Sempre foi assim
A gente que enfeita ela
A vida é assim
Crua
Linda
E efêmera
Então é só ser

g.l

O Acaso


Nos conhecemos por acaso.
Ou pelo menos
foi assim que chamamos
aquilo que jamais conseguimos explicar.


Havia algo no ar.
A natureza parecia conversar conosco,
as folhas dançavam com o vento,
e a paz reinava
como se o tempo
tivesse escolhido repousar ali.


Foi um daqueles instantes
que não pedem sentido,
porque a beleza
nunca precisou de explicação.


É difícil compreender
as maluquices
que o universo insiste em nos preparar.
Mas talvez
essa seja a graça da vida:
não entender absolutamente nada,
e ainda assim,
aceitar o convite
para viver.


Porque alguns encontros
não acontecem para serem decifrados.
Acontecem apenas
para lembrar
que o acaso,
às vezes,
é o jeito mais bonito
que o destino encontra
de escrever uma história.


Talvez
o universo já soubesse
o que nós ainda desconhecíamos.


Talvez
cada folha que dançava,
cada sopro de vento
e cada raio de sol
fossem apenas testemunhas
de um encontro
que já existia
muito antes de nós.


Há momentos
que chegam sem pedir licença
e permanecem
mesmo quando o tempo passa.


Não porque entendemos
o motivo de terem acontecido,
mas porque a alma
reconhece aquilo
que a razão jamais será capaz de explicar.


E, no fim,
talvez o acaso
seja apenas o nome
que damos aos encontros
que o coração
sempre soube
que aconteceriam.

Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.

Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.

Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.

O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.

E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.

Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.

Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.

Quando carregamos o Senhor, carregamos tudo o que realmente importa.
Foi assim com Davi, com Gideão, com Maria… simples por fora, cheios de Deus por dentro.
E quem anda com Deus pode até ter pouco, mas nunca anda vazio. miriamleal

Fui chamado louco por acreditar e foi assim que venci.

" Foi assim...no silêncio de um momento...na suavidade do vento...foi no exato instante...em que você...olhou...entregou...amou...e foi amada...para sempre...jurada...na suave brisa...de uma alma...predestinada...para sempre...amar é ser amada."💕

2238 📜 "Imaginei... E não errei. Então, acertei. Foi assim que aconteceu!"

E foi assim que tudo começou, com um simples olhar!

Inserida por EduardoMonteiro

Você me abraça e me beija, foi assim que Judas fez.

Inserida por mallumoraes

A regra é nunca desistir do amor! Foi assim a minha vida inteira, tive o melhor exemplo possível dentro de casa, onde o amor sempre prevaleceu. E sempre que me decepciono, penso em desistir, mais uma força maior dentro de mim, diz pra continuar tentando e que um dia com certeza vou conseguir conciliar, companheirismo, lealdade, fidelidade, confiança, respeito, tudo que não pode faltar no amor. Amor esse que faz com que a gente reflita num bem maior, o bem do próximo, sempre acima de nós. E nunca esquecer de que há sempre um dia após o outro, e quando se tem a consciência livre de erros, se constrói uma fortaleza de sentimentos sinceros, guardados pra aquela pessoa a qual viverei a vida inteira a esperar.

Inserida por fedutraso

Pra você que entregou-se
Que entregou seu coração
Pra mim
Me apaixono fácil, e sempre foi assim
Sempre quis o bem pra todo mundo
Todo muno tem um lado bom pra mim
Meu jeito de ser sempre impediu muitas coisas
Minha sinceridade também
E se eu te abandonei, é porque me importo
Sempre estou mudando
Talvez um dia eu possa viver co alguém
Mas meu coração sempre quis abrigar o mundo inteiro
E não seria justo com quem ficou de lado
Este mundo injusto sempre parece nos abandonar
Por isso que sempre carreguei meu próprio peso
Por isso que desci das suas costas
E te deixei no lugar mais seguro possível
Desejando que tudo ficasse bem
E que você pudesse ser feliz
E que você pudesse resolver os seus problemas
Pois o mundo não é injusto
Ele se tornou esse caos geral
Pra podermos nos encontrar
E destacar nossa presença
Os poucos que carregam o mundo nas costas
Sempre se encontram sozinhos
No fundo
Porque, no fundo
Sempre estaremos sozinhos.

Inserida por crislambrecht

E foi assim que a vontade de se levantar te trouxe até aqui

Inserida por gabrielhump

Faça tudo com muito Amor, pois foi assim que DEUS fez-te!

Inserida por TIOCRIS15999