CRÔNICA: Será inconformismo... Teixeira, José Evangelista
CRÔNICA: Será inconformismo generalizado, ou corrupção sintomática?
Sempre foi assim, no que tange a torcida brasileira em copas do mundo! Vive- se um anacronismo existencial reverenciando sempre os jogadores do passado. O engraçado, é que mesmo nas campanhas vitoriosas, como em 1994, os jogadores das copas de 1982 e 1986, eram citados constantemente nas rodas de conversas e por comentaristas durante as partidas. A principal crítica da época era o pragmatismo da seleção brasileira. Futebol que priorizava a tática e a solidez defensiva, em detrimento do futebol arte visto doutrora. Especialmente sob a regência do rei Pelé, e com os craques da geração de 1982 e 1986.
Mesmo com toda a crítica exercida sobre a seleção brasileira de 1994, a mesma sagrou- se campeã. O povo comemorou, mas almejava- se para o futuro, uma seleção que jogasse com classe igual as do passado. Em 1998, a seleção brasileira empolgou mais do que na copa anterior. Porém não obteve êxito. Mas o anacronismo existencial reinava. Jogadores que estiveram na copa anterior, mas que não estavam presentes, eram rotineiramente reverenciados.
Aí veio 2002, seleção que fora pentacampeã, e empolgava com o seu trio de ouro. Ronaldo fenômeno, Rivaldo, e o bruxo Ronaldinho gaúcho. No entanto, era comumente contestada pela ausência do Romário. Como sempre, presos ao passado. Agora já são 24 anos sem comemorações, e na alma, aquele sentimento incrustado, pressentido, e a confirmação das decepções. Futebol é assim mesmo, não importa o número de competidores, só um ganhará a glória eterna. Logo, viva o presente. Desprender-se do passado, é um passo fundamental, rumo à aceitação, e a paz de espírito. Em suma, a busca constante pela felicidade.
050726
