O Acaso Nos conhecemos por acaso. Ou... Mannu Viana Rios
O Acaso
Nos conhecemos por acaso.
Ou pelo menos
foi assim que chamamos
aquilo que jamais conseguimos explicar.
Havia algo no ar.
A natureza parecia conversar conosco,
as folhas dançavam com o vento,
e a paz reinava
como se o tempo
tivesse escolhido repousar ali.
Foi um daqueles instantes
que não pedem sentido,
porque a beleza
nunca precisou de explicação.
É difícil compreender
as maluquices
que o universo insiste em nos preparar.
Mas talvez
essa seja a graça da vida:
não entender absolutamente nada,
e ainda assim,
aceitar o convite
para viver.
Porque alguns encontros
não acontecem para serem decifrados.
Acontecem apenas
para lembrar
que o acaso,
às vezes,
é o jeito mais bonito
que o destino encontra
de escrever uma história.
Talvez
o universo já soubesse
o que nós ainda desconhecíamos.
Talvez
cada folha que dançava,
cada sopro de vento
e cada raio de sol
fossem apenas testemunhas
de um encontro
que já existia
muito antes de nós.
Há momentos
que chegam sem pedir licença
e permanecem
mesmo quando o tempo passa.
Não porque entendemos
o motivo de terem acontecido,
mas porque a alma
reconhece aquilo
que a razão jamais será capaz de explicar.
E, no fim,
talvez o acaso
seja apenas o nome
que damos aos encontros
que o coração
sempre soube
que aconteceriam.
