Fiz de Mim o que Nao Soube
Não sei bem a que vim,
nem sei bem para onde vou,
eis que só entendo de mim
nesse momento onde estou!
Gosto muito de chuva,
mas ela não gosta de mim,
sai debaixo de uma bem miúda
e agora veio o atchim !
Eu mesmo não sei nada de mim, mas a historia poderia bem contar, cade os nossos registros, cade nosso museu onde se conta a nossa historia, precisamos de uma sala cultural, onde as fotografias, objeto e utensilio de nossos ancestrais que ao longo do tempo foram esquecidos por nos. Vamos resgatar a nossa historia e contar ao jovem com palestras e visitas a essa sala cultural, quem sabe algum jovem se interessa em não deixar morrer nossa historia...(Patife)
Não me queira bem ou mal por ouvir falarem de mim, venha me conhecer e terás toda razão do meu bem ou do meu mal...
(Patife)
Escória ou irrelevante, pra mim tanto faz, só não diga depois que não sabia. Assim esta sendo meus poucos sonhos...(Mario Valen)
Venha participar de mim, não se acanhe, me arranhe, faça o que quiser, mas por favor participa... (Patife)
O Mar Traz-me o Teu Beijo
Não vou à terra estranha de mim
vou vazio de espera e condenado
de esperança
o horizonte puxa a minha estrada.
Todas as estrelas apagaram o sonho
envolto no teu cheiro a atestar
o meu pensamento
o meu coração enuncia as lágrimas.
Não me deixam ficar
sem pão e sal
rebento o momento
escorrem lembranças
que alagam as horas
neste exprimido suspiro
queima o silêncio
escuto os meus passos
cingidos pelo vento
perto da distância
longe da tua boca
os dias não amanhecem
as noites não adormecem
suavemente abre-se a janela
e o Mar traz-me o teu Beijo.
Hoje acordei
sob um ataque severo
de melancolia.
Sinto que o tempo
não se mobiliza em mim.
Ouço a amputação das horas
a crepitar neste tácito sentimento.
Esta intensa e indefinida vontade de existir.
FILHO DA OUTRA!...
(Nicola Vital)
Eu pintei o meu Deus
E marquei para mim.
Não me deram azul,
Nem dourado!
E a cor foi carmim.
Não me deram bolas,
Não me viram à hora
Que malhei toda cola
Não pintaram, enfim.
Não brindaram-me a escola,
Onde rola a bola
E a bola rola
Só na cor de cetim.
Eu fiquei de fora,
facultaram-me a esmola
Meu padrão é morim
E o Deus de nanquim.
02Set2015.
EXISTIR:
Existir?!
Não existe em mim.
Esse vazio existencial
Na existência impune
Desse universo matafisico
De razão surreal.
Ao qual, sou literalmente recluso.
Na busca imensurável de liberdade
Ao meu delirante corpo físico
Eu, não me vejo... Não me tenho!
Minh' alma assim como a tua
Sôfega na vileza
Dessa existência boreal
Beira a varanda da vida
Que não, dessa vida astral.
PARALELAS
A vida que a mim consiste
Nos moldes que a razão emana
É certo, existir não existe
É concisa, fugaz e profana
O belo que a existência explicita
Enruga-se no primor da ode
No sonho da donzela se avista
E se perde a pretexto hoje
Quem dera se amanhã eu pudesse
Primar pela realidade insana
Quem sabe meu coração fenece
Ao ver enrugar-me a vida
Se bela, há de ser remota
Que nem a nossa ilusão avista.
Em uma manhã qualquer acordei e, de imediato, percebi:
algo havia mudado dentro de mim.
Não existia medo, tristeza, solidão
nem o vazio que carreguei por anos.
Tentei entender o que estava acontecendo.
Será que me curei?
Logo eu?
O Poeta Solitário.
Eu?
O pobre garoto abandonado.
Minha mente transcendeu,
as engrenagens finalmente se encontraram.
Todo o quebra-cabeça se encaixou
de uma forma que me encantou.
Eu finalmente estava emocionalmente bem,
e aquela sensação parecia não querer partir.
Me maravilhei com tudo isso.
Afinal, mudei a chave
e sei exatamente quem me ajudou a girá-la:
“a família que escolhi.”
Um conjunto de amigos incríveis,
com qualidades únicas,
que permaneceram ao meu lado
quando eu estava no fundo do abismo,
mergulhado no meu próprio caos e solidão.
Eles estenderam a mão.
Voltei a sorrir de verdade.
Deixei meu alter ego adormecer.
É incrível como pessoas escolhidas
podem reconstruir alguém.
Todo tempo perto daqueles que escolhemos
para caminhar ao nosso lado é pouco.
Deixo aqui minha mais sincera gratidão
a vocês,
que hoje carregam partes da minha história
