Fiz de Mim o que Nao Soube
Você é bem-vindo
com o seu passado,
Você não deve
satisfação para mim
e para ninguém.
Se porventura você
deseja contar,
eu vou te escutar
sem te criticar.
A sua paz deve guardar,
e você não deve abalar.
Porque no final cada
um tem uma vida
e a sua própria conta.
Seguem o baile,
o fluxo, a vida e o limite.
O ditado "Ninguém é
melhor do que ninguém"
continua atualizado.
(Não existe ninguém perfeito
e cada um tem o seu pecado).
Enquanto não houver
nenhuma notícia
ou alguma direção,
Oferecerei o melhor
de mim que é são
e nos salva
de quem não tem
nenhum coração,
Não adianta mentir,
e tampouco inventar
os meus poemas falam
por quem vocês
souberam prender
e do mundo inteiro calar.
Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.
Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.
Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.
Não importa o quê
de mim estão falando,
as flâmulas perpétuas
tecidas de palavras
poéticas na História
em defesa do Esequibo
pertencem só a mim.
O quê é de direito
de lugar e de se hastear
pertence somente
às oitos estrelas na proa
do Monte Roraima
com todas as virtudes,
homenagens e decência.
A liberdade que foi
arrancada com violência
da tropa estimada
e do General preso
injustamente deve ser
por humanidade restituída:
a História de injustiça
nunca mais deve ser repetida.
Um jovem perdeu
a visão por
perdigonazos,
Tu não sabe
o quanto a mim
me dói a notícia
de cada filho
ferido ou tombado.
Responder a um
cumprimento,
a um pedido
ou pergunta
é sinal de respeito:
Onde está o General?
Os calabouços
do Inferno
de cinco letras
seguem longe
das vistas,
e em especial
para duas visitas
foram encerrados.
Por favor,
me responda
se o General
Rodríguez Torres
continua vivo!
Os calabouços
do Inferno
de cinco letras
receberão
uma manifestação
de autoria
do autoproclamado,
Mais uma
trapalhada
para a coleção.
Não faz sentido
tanto silêncio
envolvido...,
Da mesma
forma tanta
austeridade
que chega
dar enjoo,
Há outros oficiais
forçosamente
desaparecidos,
E sobre o General
e todos eles
nenhum pio,
Tudo isso
só causa
mesmo é arrepios.
Não quero que os sinos
dobrem por mim, por ti
ou por quem quer que seja,
Antes que seja tarde,
te peço que escute
e guarde este poema:
Não use de critério
seletivo incluindo uns
e excluindo outros
presos de consciência,
Gente como você
me deixa farta
e sem paciência;
Cada um dos presos
de consciência tem
o seu contributo,
No momento o quê
realmente importa
é a salvação
até de quem
não se importa,
E como indicou o General
que foi preso injustamente
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito:
A reconciliação é a única porta,
para quem sabe ler a Natureza
enviou o sinal de que isso
tem que ocorrer agora ou agora.
Rodeio de Madrugada
Rodeio de madrugada
não ouve nenhum
carro passando na estrada,
Em mim há uma
grande movimentação
é o amor nascendo
aqui no meu coração.
Rodeio de madrugada
silenciosa do Médio Vale do Itajaí,
você sabe que amor viver aqui.
Rodeio de madrugada
suave nesta Santa Catarina,
Rodeio de Madrugada
sempre é poesia,
Viver aqui é renovação
da paz interior e da alegria.
A malícia que não
tenho por mim
há um alguém que
sempre dá conta,
O pacto é com Baíra
que na ponta
dos pés vai atrás
de quem merece
e até nos sonhos
por mim persegue.
Café-pequeno
para dizer que
é fácil ou de fato
pequeno mesmo,
Para mim você
não é Café-pequeno,
És o mais alto
e sublime desejo.
Trago a poesia despreocupada
dos aplausos contemporâneos,
porque não a tenho para mim,
e sim para as linhas do futuro.
Desejo que este resgate tenha
igual espírito de outrora
das boas Folganças Populares
e se espalhe por todos os lugares.
Quando chegar o momento
você estará ao meu lado
se deixando levar pelo embalo.
Se cumprirá em nós tudo aquilo
que em secreto foi desejado
para ser profundo e tranquilo.
Não apenas o Sol
existe em mim,
Mas a Via Láctea
que acolhe
a fortaleza plena
que ergui em ti
cimentada de poema
no Hemisfério Celestial Sul.
Eu não preciso gostar
de você e nem você
precisa gostar de mim,
A única coisa que
precisamos mesmo
é nos respeitar
e amar as mesmas coisas
que nos ligam a nossa amada terra,
Você sabe muito bem que poeta
de Versos Intimistas eu sou,
Como o Pau-d'arco-rosa
em floração na Bahia
deixando a ventania
escrever com pétalas
no chão a mais linda poesia.
Não duvide de mim
quando estiver próximo
de chegar a primavera
eu estarei no prelúdio
de chegar unida com ela,
E não haverá eflorescência
maior do que a minha com
aroma de Flor de Laranjeira
e meus Versos Intimistas
cobrindo a nossa terra
para vir sempre um novo poeta.
Não preciso procurar
porque em mim floresce
como o Sacuanjoche
a inspiração dia e noite
Morta ou viva sobrevive
a ferro, fogo e fumaça
o mais etéreo diante de todo
o pesadelo que passa
O importante que todo
o sentido sou eu que dê
distante ou perto de você
Porque o quê mais quero
é ser ou ser diante de qualquer
coisa que possa acontecer.
Só de saber da sua existência
em mim está escrito o poema,
E dele sei que não há mais saída
porque sei você sempre esteve
na minha como nunca deixei
de estar na sua porque você
sabe habitar a minha cabeça,
Fazendo sempre toda a diferença.
Nada em mim é efêmero,
quando me calo é porque
ainda penso e sinto,
Não serve como perfume
a hipocrisia,
No coração há um arrebol
etéreo e uma limirência
solitária e poética
que cruza o oceano
de silêncio que espero
que não seja eterno,
mas que também não tarde
para que no tempo
se converta em amor verdadeiro.
Não é nenhum segredo
que tenho desejo
de te devorar aos beijos,
Você virá para mim
no passo charmoso
da mazurca galopeada,
Eu sei que por ti
também sou desejada,
e a poesia só tem
sido mesmo a entrada
daquilo que não há mais
como não ficar alvoroçada.
De joelhos olhando
para mim durante
o Balão Caído,
Não será a última
vez que você vai
dançar comigo,
Você daqui
para frente só
dançará comigo,
O teu coração
se rendeu a poesia
e ao meu feitiço.
As grimas batem no chão,
o teu olhar não se perde
de mim no meio da multidão,
O Maculelê erguendo o seu
canto imparável de tradição,
No teu coração estabeleci
endereço com as chaves
do teu amor e da tua paixão.
Em mim não deixo
morrer o nosso país,
Canto para seguir
a vida sendo feliz,
Vendo você e os homens
cruzando em zigue-zague
o pátio da aldeia,
Esperei por isso
a semana inteira,
Esperando na taba
você para dançar
a Dança do Tamanduá,
Quando vi você ali
como queria poder
pedir para o tempo parar,
e contigo para sempre ficar.
