Finge
Eu te dou o direito de me julgar
E te dou a razão que você finge que tem
Se você deixar fazer com você
Tudo que fizeram contra mim.
Quando você ouvir o que eu ouvi
Quando você sentir o que eu senti
Quando você passar pelo que passei
E aceitar tudo como se nada
Tivesse acontecido
Eu deixo você me julgar.
Você finge que sente, ou que não sente, que se importa ou não.
Finge tanto que quando quer ser de verdade, já não consegue.
O dia amanhece
e de novo a pessoa esquece
Nem com minha prece
ela reconhece;
finge que não me conhece.
Quando amanhece
ela desaparece;
nunca aparece.
Depois que se despede
nem um beijo me pede
Amabilis
Branca e indecente
Parece pura e ingênua
Entregue sem pudor ao vento.
Finge-se despencando
Absorta e despojada
Cai assim a orquídea
Em pétalas e vulvas
Amarelas e roxas,
Feito um fruto proibido,
Instigante suspensa no ar.
A gente faz força para esquecer, finge que esquece, mas sofre com algumas lembranças, e isso é não perdoar.
Dizem que errar é humano, perdoar é divino mas esquecer é que são os diabos...
Sabe essa coisa magnetizando você
feito imã? você foge, finge que não tá
nem ai, e aos poucos você percebe que
ta apaixonado (a)...
" Seres humanos são as únicas espécie, do planeta que quando gosta finge que não gosta e, quando odeia finge que gosta "
As mães só são felizes,
Quando de tudo não tem informação,
Os pais felizes só são,
Enquanto fingem não prestarem atenção.
O que você acha pior,
saber que a pessoa que você ama está morto..
ou,
está vivo,
e
se finge estar morto para você!
..
Eu odeio não ser correspondida. No abraço, quando eu dou “Bom dia” pra alguém que finge não ter ouvido, quando eu amo, me entrego e não recebo nada ou quase isso. Não suporto e não sei lidar com a falta de reciprocidade. Quando eu considero e não sou considerada, respeito sozinha, quando eu vou falar com alguém, morta de saudade e sou ignorada ou tratada friamente. O que me deixa louca, inconformada, com raiva de mim, não é o pouco ou as coisas ruins que eu recebo em troca. É o desperdício de tudo que eu dou de bom, assim, de bandeja, pro cafajeste convicto, pro trocador mal humorado, pra tanta gente rasa e ingrata. E nada desfaz esse nó na garganta, só porque eu podia ter feito diferente, empatado o jogo e transformado tudo no clássico “chumbo trocado não dói”. Porque é isso e me alivia demais essa coisa de pagar na mesma moeda, receber seis e dar meia dúzia ou menos, só pra não arriscar o prejuízo. Eu volto pra casa com a sensação doce de dever cumprido, justiça. Como se eu tivesse gritado pro mundo “Meu bem, comigo não! Presta atenção.” Mas quando eu vejo, quase sempre e meio que automaticamente, tô dando “Bom dia” pra outro cobrador mal humorado e recomeça o ciclo, como uma bola de neve. Porque, mesmo que sem querer, por impulso, eu sou superior a eles e a isso. De verdade, do jeito mais puro que se pode ser superior, naturalmente, nada planejado. E deixo minhas esmolas de coisas boas por aí, porque não me faz falta, eu tenho de sobra e também tenho a certeza de que eles precisam bem mais do que eu. Podem ficar!
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