58 frases de fim de tarde que expressam a beleza da hora mágica

Portal para o passado

Sair cedo e chegar ao fim da tarde, atravessando invernadas, sangas e capão mato, isso também tem seu valor.

Sentindo o cheiro doce do campo provindo de flores nativas, onde um vento constante se encarregava de adocicar e refrescar minha cara num sol de novembro.

Junto ao galope me fazia sentir que eu estava em outro tempo. Tempo? – Sim! – Em um período em que “trabalho” era árduo porem compensatório, se podia ficar em contado com as obras do criador, pressentindo a energia e o amor detalhado de cada criatura e relva, tudo isso me fez preencher o um vazio provocado pela vida rotineira por entre as obras de concreto feita por homens.

De relancina eu via postes e fios levando energia elétrica e progresso para cada povoado, me fazia recordar que eu estava em 2013. Às vezes ao olhar para este céu azul alguns riscos brancos no céu, deixava intender que existe meio de transporte mais potente e veloz que um pingo bem encilhado. Mesmo assim digo enquanto tiver a oportunidade de ter um matungo de companheiro, não troco por nada esta alma companheira por pedaços de metal.

Inserida por matheusrmachado

É quase fim de tarde,
E tudo continua como começou.
O dia fora esplendoroso,
Os acontecimentos nem tanto,
Mas na perspectivas de um olhar,
Tudo fora gratificante e encantador,
Os encontros,as rizadas,as histórias...
Oh ! vida malvada
Falou-me de amor,
Quando era odiado,
Falou-me de fidelidade,
Quando a infidelidade,
Era festejada.
Que mundo é esse ?
Se os valores estão invertidos,
Pela justiça injusta
A bem da verdade protegidos.
Não posso mudar e nem devo,
Mas posso não aceitar
Tamanha insensatez
Aonde vamos chegar...
Será no porto do conformismo,
Ou abrir a boca e gritar?
Clamando por socorro...
Sem ter quem nos ouvir.
De plantão só os que,
Querem nos aprisionar,
Sem direito a fiança
Aguardando só o momento
De nos condenar.

Inserida por Azevedosilva

Fim de tarde
Terminando o dia
A tempestade se aproxima
Nos fundos de casa
Em cada esquina
Fim de tarde
Eu sou um pouco de cada
Tempestade e poesia

Inserida por marcuspatrick

Leonard contemplava um fim de tarde em preto e branco
O céu acinzentado resplandecia ao seu redor
O dia terminava sem graça
Era só um garoto, sentado no banco de uma praça
Nos últimos instantes da vida se foi sem saber
Uma alma esquecida,
sem o sabor, de um grande amor para viver

Inserida por marcuspatrick

Todo dia o sol levanta e a gente canta
Ao sol de todo dia

Fim da tarde a terra cora e a gente chora
Porque finda a tarde

Quando a noite a lua mansa e a gente dança
Venerando a noite

Madrugada, céu de estrelas e a gente dorme
sonhando com elas.

Inserida por grasypiton

O malandro quer sambar

Já é fim de tarde
Quer fazer sorrir
Ele tira o chapéu
Reverenciando a lua
E chega no bar
Cheio de amor
Embriagado na loucura
Quer festa, tem música e mulher
Vai chegando de mansinho
Brinca, faz acordo, manda bilhete
Pisca o olho, canta, dança e encanta
Chama atenção de quem gosta
E de quem não.... e faz um pedido
Pro cara do violão
Toca aquela meu irmão
Daqui a pouco agora não
Tudo bem então...............
Vou aqui no bar tomar um limão
ki ki ki ki ki ki você fica bom
Rimou na hora o cara do violão
Valeu parceiro só na intuição.

Inserida por bruninhofe

Era fim de tarde…
quando estava a esmo na frente de casa….
brincando com uma bola rasgada…
na rua de terra batina…
você apareceu de repente
como um raio de sol que entra pela janela de uma casa do interior.
Gostaria que aquele instante se eternizasse, meu amor.

Inserida por ROBERVALARIM

⁠O esplendor do fim de tarde também te explica o que significa Viver.

Inserida por AllamTorvic

O cansaço de fim de tarde mal discernia as peças no atelier.

Inserida por leilaboas

A vida dançava por meio dos sorrisos e dos passos daqueles que se encontravam em um fim de tarde azul e perfeito.

Inserida por pensador

O som das ondas

Hoje, num fim de tarde, fui ao encontro do mar.
As ondas quebravam nas pedras;
no meu rosto salpicava a maresia
e o sereno quebrava o meu cansaço.
Eu admirava aquele arrebol e seguia a orla,
então o som da rebentação das ondas me pareceu mais belo
que toda canção já escrita.
Sanava o gume de meus fracassos;
'curava' amores entalados cá dentro,
na alma.
Quando a noite, enfim, ascendeu,
eu queria viver.

Inserida por warleywaf

⁠belo fim de tarde

sob a ténue luz do entardecer...
sopram versos na brisa a me tocar...

quero teu sorriso agradecer...
e quarta-feira, voltar...

-- josecerejeirafontes

Inserida por JoseCerejeira

⁠Amar é fazer poesia
ao fim da tarde

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠Que gosto!
Primeiro fim de tarde de agosto
tem luz da lua e balé de passarinhos...

⁠FIM DE TARDE

Cindindo a vastidão do céu do sertão
Do planalto, num entardecer encantado
Sulcando as nuvens com raios dourado
Devassando o espanto, e sedutora visão

E no horizonte sem fim do torto cerrado
Ei-lo purpureando em toda a amplidão
Abarcando o cenário com tal composição
De matizes, alumiado por dom imaculado

Brilha, e se eleva em busca do infinito
O findar do dia, no céu é manuscrito
Auroreando a inspiração, numa poesia

Cheio de escarlate, assim, a cintilar
Que se vê na fulgência deste lugar
Vai-se a luz, e vem a noite sombria...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20/08/2020, 17’00” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

ELA

Ela carrega um silêncio de lua
E as cores de um fim de tarde.
Por onde passa perfuma a rua
E a noite ilumina a cidade.
Ela carrega um brilho de sol
E as horas perdidas de um relógio sem ponteiros.
Ela me fisga com um sorriso anzol,
E me pesca e me prende por inteiro.

Inserida por carlos_galdino

Ainda lembro do exato momento que me fiz poesia
Foi num fim de tarde, sol e chuva
Ao abrir os olhos eu enxergava e mais sentia.

Inserida por gislainnes

Entardecer no Pontal

Um fim de tarde na calmaria do Pontal
O vento paira sobre os coqueiros
O tempo segue seu curso natural
Em suas águas calmas segue o barqueiro

O céu, ainda azul, passam nuvens de algodão
A areia, já fria, é levada pelo vento
Grão a grão é levada sem direção
Conduzindo ao fim de tarde desse momento

O sol vai se despedindo de seu brilho
A noite vai ganhado vida a cada segundo
Como um trem seguindo seu trilho
Para que um novo amanhã surja nesse mundo

Inserida por ivanildo_sales


Trinta e cinco minutos.
No fim da tarde eu chego em casa, foram trinta e cinco minutos até a chegada; Impaciente com a demora, desembarco do ônibus, mas logo me alegro, pois no portão minha filha com quatro anos me espera entusiasmada com minha chegada.
Com ela nos braços eu entro em casa, dou um beijo na esposa, que me espera com um sorriso nos lábios, um café e um bolo quentinho sobre a mesa; È uma surpresa, me diz a Laurinha, e eu ajudei a fazer né mãe?
Não quero mais nada, já tenho alegria, é tudo perfeito conforme eu queria.
Então naquele instante, abro os olhos, pessoas conversavam, a paisagem mudou como se eu tivesse viajado no tempo, o ônibus parou e eu fui o último a descer.
Em frente a minha casa, hesitei em entrar, o estalar no abrir do cadeado, o ranger do portão, desço os sete degraus, as chaves batem na porta de aço, ressoa um eco na casa vazia.
As lágrimas caem no chão empoeirado, o coração aperta.
Abro as janelas e o que restou de meus sonhos são levados pelo vento.
Vejo meu quintal, o mato tomou conta do gramado que com tanto zelo eu cuidava, e a casinha rosa que fiz para a Laura agora é alvo de depredação de moleques, que invadem o quintal em busca de frutas em meu pomar abandonado.
Acendo um cigarro, mas não é ele que me sufoca, e sim as lembranças do tempo em que fui feliz ali.
Novamente meus passos ecoam na casa vazia no fechar das janelas, tranco a porta, subo os degraus, e fecho o portão; o clik do cadeado é o desfecho triste da visita a casa, que foi o lugar mais feliz que vivi.
O ônibus encosta no ponto, embarco, passo a roleta sem me incomodar com os olhares de antigos vizinhos que murmuram palavras inaudíveis, eu sento perto da janela e enquanto o ônibus sobe a ladeira mudando a paisagem, eu fecho os olhos para novamente viajar em minhas lembranças.

Inserida por rubens_schnepper

⁠Geriatria I

Era fim de tarde e caminhar pelo jardim das cerejeiras era quase que um ritual entre mim e meu pai. Desta vez tive que vir sozinho. O sol abrasador em suas cores mutáveis parecia deleitar- se sobre minha pele. O ar fresco por entre narinas adentravam meu corpo e pulmões inflavam de amor a vida como jamais havia amado, e de tanto amar escorria por entre meus olhos as doces lembranças das brincadeiras de outrora quando ainda era criança no colo amado, fraterno, paterno. Mas agora meus passos são outros, o tempo é outro, até mesmo as flores de cerejeira são outras, porém as árvores, as raízes e sua terra são as mesmas daqueles dias, guardando memórias, segredos e medos que só nós dois sabíamos e compartilhavamos quase como rituais sagrados de orações interminantes. Era tempo de água, de temperaturas temperadas, de corpo molhado nas chuvas que caiam ao final da tarde. Hoje tudo é tão seco, casca, fóssil de metal que me sustenta com toda dor de ainda estar vivo com minhas lembranças líquidas se desfazendo entre meus dedos de poeira e terra. Terra seca.

Inserida por leandro_dativa