Filósofos
Platão afirmou que todo homem é poeta quando esta apaixonado, logo um homem que nunca foi poeta nunca amou
TODO FILHO PRECISA DE UM PAI QUE ORA
De acordo com Platão, “não deverão gerar filhos aqueles que não querem dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los”. Nesse sentido, todo filho necessita de um pai que lhe ofereça direção e proteção. A figura paterna exerce papel fundamental não apenas como provedor material, mas também como guia espiritual e moral. Ao se colocar em oração, o pai fortalece a própria fé e intercede pelo futuro de seus filhos. Essa prática representa uma ação de grande importância na vida de pai e filho, mesmo quando a história é marcada por experiências difíceis.
Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que a presença paterna exerce influência direta na formação integral do filho. Mais do que prover recursos materiais, o pai que se coloca como guia transmite valores éticos e espirituais que moldam o caráter e fortalecem a identidade da criança. Essa orientação contribui para que o filho compreenda seu papel no mundo e desenvolva confiança diante dos desafios da vida. Assim, a figura paterna vai exercendo o papel de referência de responsabilidade e amor, fornecendo elementos indispensáveis para o crescimento saudável.
Além disso, a oração paterna representa uma prática concreta que reforça esse papel de guia e protetor. Ao interceder pelo futuro dos filhos, o pai demonstra que sua missão ultrapassa os limites do cuidado físico, alcançando a dimensão espiritual e emocional. Essa atitude evidencia que cada filho é portador de valor inestimável, digno de amor e atenção, mesmo quando sua história é marcada por dificuldades. Por exemplo, quando um pai ora pela saúde de um filho enfermo, pela sabedoria em suas escolhas acadêmicas ou pela proteção diante das influências negativas da sociedade, ele reafirma sua responsabilidade e amor. Dessa forma, a oração se torna expressão de hombridade e compromisso, fortalecendo os laços familiares e reafirmando a dignidade da pessoa.
Assim, também, “não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18:14). Portanto, compreender o papel do pai como guia e intercessor é reconhecer que cada filho carrega dignidade e valor inalienável.
Valorizar essa prática é reafirmar a importância da família como espaço de proteção e crescimento, onde o amor e a responsabilidade se transformam em pilares de esperança. Autor: @R_drigos
Dessa forma, a oração paterna se revela como uma poderosa expressão de compromisso e fé, contribuindo decisivamente para a vida e o futuro dos filhos.
Autor: @R_drigos
Platão tratou o amor como um banquete
Você me mostrou ele como migalhas
Ao te oferecer presentes, mostrou que tem preço.
Ao te oferecer palavras de afirmação, seu ego entrou em ação.
Ao te oferecer tempo de qualidade, mostrou que só se importa de verdade com coisas que enaltecem sua vaidade.
Ao te oferecer toque físico, optou pelo distanciamento.
Ao te oferecer atos de serviço, quis ser auto suficiente.
Como dizia Platão, "o amor é uma doença mental".
Corrói meus pensamentos, rouba meu sono,
e ainda assim alimenta minhas ansiedades.
Por vezes penso que não deveria amar.
Sou tão jovem para sentir tal temor.
Um só
Platão dizia que éramos um só
Que estávamos juntos
Em um só corpo
Uma só vida
Uma só existência
Éramos um só
Em um só estar
Em um só ser
Em um só
Uma saudade sinto
Inexplicável
Com gosto de absinto
Agora estou condenado
A eternamente procurar
Minha outra parte
Pois só ela pode me completar
Na alienação dos nossos pensamentos..
Caverna de Platão nunca foi tão real,
Abriu se mundo da nova carvena,
A carvena era um buraco na parede com uma fogueira algumas pessoas em volta alguém alimenta o fogo e outro conta histórias.
E outros caçam comida que era pouco e também levam alguns peixes e cascas de arvore e raízes. Esta comida seria suficiente? A uma pirâmide de sobrevivência? Alienação de sair da fogueira será obstáculo intelectual? Para liberdade moral?
Hoje em dia Caverna está cabeça de cada um de nós celulares e computadores são as verbais visuais histórias contadas pelo xamã o que somos diante da pirâmide ancestral.
A escravidão daqueles dias continuam os escravocratas são mesmos donos da sua vida ate que seja substituido...
ENTRE PLATÃO, LULA E A JUSTIÇA
Tenho pensado muito sobre política. Mas, quanto mais penso nela, mais percebo que talvez esteja pensando sobre mim mesmo.
Minha leitura de A República, de Platão, colocou diante de mim uma pergunta aparentemente simples: o que é justiça?
Parece uma pergunta distante do Brasil.
Não é.
Porque Platão não se contenta em perguntar se determinado governante é bom ou ruim. Ele amplia a questão. Pergunta que tipo de cidade estamos construindo, que ordem existe dentro dela e que espécie de seres humanos essa cidade produz.
E foi exatamente aí que, enquanto lia Platão, comecei a pensar em Lula.
Não porque Lula seja um personagem platônico. Não é.
Não porque o lulismo seja uma realização da cidade imaginada por Platão. Também não é.
A ligação que me interessa é outra.
Quero colocar Lula diante da pergunta de Platão.
E quero colocar minhas próprias convicções diante dela também.
Quando Lula chegou à Presidência vindo de uma trajetória sindical e falando historicamente aos trabalhadores e aos pobres, uma questão antiga ganhou uma forma brasileira muito concreta:
o que uma sociedade deve àqueles que estão na parte mais baixa de sua estrutura?
Essa pergunta me interessa mais do que simplesmente perguntar se alguém é de esquerda ou de direita.
Porque posso discutir Lula durante horas.
Posso discutir o PT.
Posso discutir capitalismo, socialismo, mercado, Estado, Bolsa Família, salário mínimo, empresários, bancos, sindicatos, pobres e ricos.
Mas Platão parece interromper toda essa discussão e perguntar:
“Muito bem. Mas onde está a justiça nisso tudo?”
É aí que o lulismo se torna filosoficamente interessante para mim.
Uma das interpretações mais conhecidas do lulismo vê nele uma tentativa de produzir mudanças sociais de maneira gradual, elevando as condições materiais dos mais pobres sem realizar uma ruptura completa com a ordem econômica existente.
E então nasce uma pergunta extraordinariamente difícil:
melhorar a vida do pobre dentro de uma estrutura desigual é fazer justiça ou apenas administrar melhor a desigualdade?
Essa pergunta não é contra Lula.
Também não é a favor de Lula.
É uma pergunta sobre Lula.
E, principalmente, é uma pergunta sobre nós.
Porque existe uma tensão muito interessante entre Platão e o fenômeno político que Lula representa.
Platão nos obriga a pensar na organização da cidade como um todo.
Lula nos obriga a olhar para dentro da cidade brasileira e enxergar pessoas concretas que historicamente estiveram na parte de baixo dela.
O pobre.
O trabalhador.
O retirante.
A empregada doméstica.
O homem que acorda antes do sol.
A mulher que cria filhos com muito pouco.
A família que sabe exatamente quanto custa um quilo de arroz porque alguns reais fazem diferença no final do mês.
Quando essas pessoas melhoram de vida, aconteceu apenas um fenômeno econômico?
Ou aconteceu alguma coisa relacionada à justiça?
Essa é uma pergunta que eu não quero responder depressa.
Porque Platão também me impede de cometer outro erro: imaginar que justiça seja simplesmente dar a alguém aquilo que eu, politicamente, considero correto.
Justiça precisa ser examinada.
E aqui surge minha inquietação com o lulismo.
Se uma política tira milhões de pessoas de determinadas condições de pobreza, aumenta renda, amplia consumo ou cria oportunidades, existe ali uma questão moral que não pode ser ignorada simplesmente porque alguém não gosta de Lula.
Mas o contrário também é verdadeiro.
Se permanecem estruturas profundas de desigualdade, concentração de riqueza, privilégios, corrupção, dependências políticas ou injustiças institucionais, não posso ignorá-las simplesmente porque gosto de Lula.
É nesse ponto que Platão se torna incômodo.
Porque ele não permite que minha preferência política seja minha definição de justiça.
E talvez seja exatamente disso que o Brasil esteja precisando: separar justiça de torcida.
Eu posso admirar Lula e interrogá-lo.
Posso discordar de Lula e reconhecer realizações de seus governos.
Posso considerar determinadas políticas sociais importantes sem transformar quem as executou em santo.
E posso reconhecer erros graves sem concluir que tudo aquilo que foi realizado perdeu automaticamente seu valor.
Platão me força a perguntar:
se fosse meu adversário político fazendo exatamente a mesma coisa, eu julgaria da mesma maneira?
Essa pergunta me incomoda.
Porque revela alguma coisa sobre mim.
Talvez minha maior dificuldade política não seja descobrir se Lula está certo ou errado.
Talvez seja descobrir se eu consigo reconhecer justiça quando ela vem das mãos de alguém de quem discordo e reconhecer injustiça quando ela vem das mãos de alguém que admiro.
Aí a discussão deixa de ser apenas sobre Lula.
Ela passa a ser sobre minha própria alma.
E isso é profundamente platônico.
Porque a cidade e o indivíduo começam a se encontrar.
A desordem política que condenamos lá fora pode também existir dentro de nós.
Desejo.
Paixão.
Medo.
Ressentimento.
Interesse.
Vontade de vencer.
Necessidade de pertencer a um grupo.
E nossa extraordinária capacidade de chamar de “verdade” aquilo que simplesmente gostaríamos que fosse verdade.
Por isso comecei a perceber que colocar Platão e Lula na mesma conversa não significa comparar dois homens separados por mais de dois mil anos.
Significa colocar uma experiência política brasileira diante de uma pergunta filosófica antiga.
O lulismo propõe, em uma de suas interpretações, mudança sem ruptura completa.
Então pergunto:
a justiça pode nascer da conciliação?
É possível colocar trabalhadores, empresários, bancos, sindicatos, movimentos sociais, pobres e ricos dentro da mesma estrutura e produzir progressivamente uma sociedade mais justa?
Ou chega um momento em que conciliar interesses incompatíveis significa preservar a própria injustiça?
Eu não sei.
E talvez uma das coisas mais honestas que eu possa escrever sobre política seja justamente:
eu não sei.
Estou procurando.
Porque não quero uma filosofia que simplesmente confirme meu voto.
Quero uma filosofia capaz de julgar meu voto.
Não quero Platão para provar que Lula está certo.
Também não quero Platão para provar que Lula está errado.
Quero Platão fazendo perguntas a Lula.
Quero Lula obrigando minhas leituras de Platão a saírem da Grécia antiga e caminharem pelas ruas do Brasil.
Quero os dois me obrigando a olhar para uma criança com fome e perguntar:
isso é apenas pobreza ou é injustiça?
Quero olhar para uma fortuna gigantesca ao lado da miséria e perguntar:
desigualdade é necessariamente injustiça? E, se não for sempre, em que momento passa a ser?
Quero olhar para o Estado e perguntar:
até onde ele deve ir para corrigir desigualdades?
Quero olhar para o mercado e perguntar:
quanta liberdade econômica uma sociedade pode preservar sem abandonar aqueles que ficaram para trás?
Quero olhar para Lula e perguntar:
quanto da desigualdade brasileira foi realmente transformado e quanto apenas foi administrado?
Mas quero olhar também para mim e fazer uma pergunta ainda mais difícil:
quanto da minha opinião sobre Lula nasce da justiça e quanto nasce da minha vontade?
Aí está o ponto.
Minha vontade importa.
Minha história importa.
Minhas experiências importam.
Minhas escolhas políticas importam.
Mas nenhuma delas deveria ser maior do que a verdade.
Talvez amadurecer politicamente seja justamente adquirir coragem para dizer:
se meu adversário estiver certo, reconhecerei.
Se meu lado estiver errado, criticarei.
Se os fatos destruírem uma opinião que carreguei durante anos, prefiro perder a opinião a perder meu compromisso com a verdade.
Por isso minha reflexão sobre Lula já não termina em Lula.
Ela passa por ele e chega a uma pergunta muito maior:
que Brasil poderia ser chamado de justo?
Um Brasil onde ninguém passa fome?
Um Brasil onde todos tenham oportunidades?
Um Brasil onde exista liberdade?
Um Brasil onde riqueza possa existir, mas miséria não?
Um Brasil onde o Estado seja suficientemente forte para proteger o vulnerável, mas não tão poderoso que sufoque a liberdade?
Talvez nossas divergências políticas comecem justamente porque respondemos de maneiras diferentes a essas perguntas.
E talvez possamos discutir essas respostas sem transformar uns aos outros em inimigos.
Por isso, quando alguém me perguntar de que lado estou, minha resposta hoje é mais complicada do que já foi.
Tenho minhas preferências.
Tenho minhas esperanças.
Tenho minhas críticas.
Mas quero permanecer diante da pergunta.
Quem tem poder?
Quem não tem?
Quem está comendo?
Quem está com fome?
Quem participa da riqueza produzida pelo país?
Quem ficou de fora?
Quem governa?
Para quem governa?
E, acima de tudo:
a cidade que estamos construindo pode ser chamada de justa?
Não sei o que Platão diria sobre Lula.
Não sei o que Lula responderia a Platão.
Mas sei qual conversa eu gostaria de assistir.
Platão perguntaria:
“Luiz Inácio, que cidade você considera justa?”
E depois de ouvir a resposta, provavelmente continuaria perguntando.
Talvez sobre riqueza.
Talvez sobre pobreza.
Talvez sobre poder.
Talvez sobre conciliação.
Talvez sobre os governantes.
Talvez sobre os governados.
Mas, quando terminasse de interrogar Lula, eu pediria a Platão:
“Agora pergunte a mim.”
Porque seria muito fácil usar a filosofia para colocar o governante no banco dos réus e deixar minha própria consciência confortavelmente sentada na plateia.
Não quero isso.
Quero que a mesma pergunta alcance os dois.
Lula:
o poder que você exerce produz justiça?
E eu:
a política que você deseja nasce realmente da justiça ou apenas daquilo que favorece suas próprias convicções?
Talvez seja aí que Platão, Lula e eu finalmente nos encontremos.
Não numa resposta.
Mas diante da mesma pergunta.
O que é uma sociedade justa e o que cada um de nós está disposto a sacrificar para construí-la?
Platão imaginou a justiça como harmonia; o Direito contemporâneo tenta transformar essa harmonia em instituições.
Vamos repensar?
Platão — “A ignorância é a raiz de todos os males.”
“A ignorância não é apenas não saber; é acreditar que já sabe. O maior prisioneiro da caverna não é aquele que nunca viu a luz, mas aquele que viu apenas sombras e passou a defendê-las como verdade.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Platão — “A realidade é criada pelas ideias.”
“As ideias constroem realidades, mas ideias não questionadas constroem ilusões. A mente humana pode ser a maior ferramenta de libertação ou a mais sofisticada fábrica de prisões.”
Carlos Eduardo Balcarse
Ainda lembro que Platão disse que existe dois tipos de amor, o da alma e o da carne.. Vejo que ele estava certo, pois o meu amor por você é esse que vem da alma é eterno e divino, é eterno porque venha o que vier não vai se extinguir.
desvirtuando cérebros virtuais
na era digital, a caverna de platão
foi projetada na sua mão.
Todos só vem sombras, resquicios da realidade
todos são amos e prisioneiros
pescadores de likes
Desabafo em grupo de desconhecido
por que você ja não tem o ombro
dos seus amigos,que hoje são mais
instagram e facebook, são mais fotos
do que os momentos que realmente
vocês curtem
é o jogo das aparencias,
mesmo tando em decadencia
transperecer alguma alegria
e na sua bolha se alimenta inveja
ódio,depressão
quer competir, trampa sem descanso
só pra poder consumir
enquanto o sol se põe, e o céu fica vermelho
tu prefere ser narciso no espelho
os passaros cantam e voam com o vento
cê no seu apartamento, perdendo o tempo
sagrado dado pelo pai
pra tu conhecer a beleza
do que vem e o que vai
tudo é eterno em constante mudança
de estado, se unindo e dividindo
pra ocupar espaço, dimensões presentes
no mesmo lugar, só sente quem se rende
a se conectar, desapegar do eu
montante de ilusão,sei que existe um eu
pra cada campo de visão
então o que é real? Ja não sei
a verdade não vi, mas senti
e por isso sou grato, sou filho teu
peço afago no coração afogado
em frustração, por que o mundo ta assim
seus filhos sofrendo estão, de milhares, de milhão
enquanto os que plantaram sangue maldade
continuam com os titulos de majestades, banqueiros
industriais, fazendeiros, destroem o planeta e a humanidade
convoco internevenção natural nesse desastre
de desigualdade, a a flora e a fauna me apoiia
nesse ato ó pai, mãe terra pediu pra dizer que ta foda.
ou desce o entendimento, a consciencia
ou manda outro diluvio agora, essa é a hora
daqui a pouco o declinio ja não volta...
"Platão dizia que 'verdade conhecida é verdade obedecida'. Tão logo você enxergou nitidamente que certa conduta é má, tem de evitá-la por todos os meios. Até lá, tem uma certa margem de erro justificado, como exigência inerente à própria noção de aprendizado, com a condição de confessar o erro tão logo o tenha percebido como tal e de não teimar nele depois disso. Quando você descobriu o que é bom, não o largue por dinheiro nenhum deste mundo."
Um soneto à Platão
Se conheço a mim mesma,
deveras que és por ti Platão
que fizeste - me a razão d'alma,
meu ímpeto e minha emoção!
Não fujo ao que me faz sabia,
se em tudo há racionalidade
do que argumenta a filosofia,
em mim um resto de vaidade...
porque se conheces o que tu és
reconhecerei em mim o que sou
ás margem da razão que me fez!
Só assim a liberdade de que falou,
em mim apraz - me ser sem revez,
pois, de ti, fiz de mim o que sou!
Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental.
Das Formas de Platão ao conceito de alma do Cristianismo, a sabedoria tradicional nos disse que tudo tem sua própria essência única. Quando exploramos a mais ínfima das mais ínfimas escalas, no entanto, parece que a sabedoria tradicional ficou completamente errada nessa frente. A única maneira de distinguir qualquer coisa de qualquer outra coisa no mundo quântico é através de qualidades como carga, massa e spin; e a única maneira de adquirir essas qualidades é através de interações com campos onipresentes. A diferença entre você e tudo que você já viu reduz-se à dança caótica de campos e forças. Você, sua família e amigos, aquele idiota que te cortou na estrada, aquela aranha que você matou no chuveiro, as bactérias que residem em seu intestino, o pedaço de tecnologia que você está usando para ler isso, o ar exalando fora do seu pulmões, a luz do sol sustentando sua sobrevivência, o cosmos conhecido em sua totalidade - tudo e todas as suas diferenças podem resumir-se a nada mais do que infinitesimal de dois passos, nervosismo evanescente. Embora isso também não seja totalmente preciso, já que esses rótulos são meras metáforas do que realmente está acontecendo. No universo difuso e dinâmico dos quanta, o conceito de rótulos quebra completamente. Ficamos apenas com abstrações matemáticas e probabilidades. Não importa como você o faça, a identidade desaparece como um conceito coerente no universo dentro de nós.
Alguns acham isso inaceitável, até mesmo assustador. Para mim, é um aspecto romântico e inspirador da realidade. Ela satisfaz muitos dos desejos da "nova era" de interconectividade, sem apelar para a pseudociência, e fala sobre a composição homogênea e ilimitada de nossos seres. Apesar disso, o mundo quântico é freqüentemente considerado irrelevante, uma vez que não tem consequências sobre nossas experiências percebidas. Como eu me preocupo com o que está acontecendo em uma escala tão pequena se isso não tem nada a ver com a realidade do meu dia-a-dia? Sustentar essa opinião é negar a importância da busca da verdade, pois a escala quântica, embora muito distante de nossas percepções, é fundamental para a realidade, fundamental para a verdade. Tentar captar o funcionamento interno do cosmos é uma busca nobre por si só, mas também é um caminho rápido para enriquecer nossa vida cotidiana. Ele oferece uma olhada no quão sortudos nós somos por estarmos vivos e, particularmente, em ter consciência. As cosmologias tradicionais explicam a consciência como algo que nos é concedido do alto ou como existente em sua essência para sempre e sempre; A cosmologia quântica, por outro lado, fala de quão afortunados nós somos que a natureza foi capaz de transcender sua singularidade, seu estado de completa uniformidade sem identidade, e dar origem às experiências únicas de personalidade, emoção, criatividade, amor - em curto, identidade. Quão maravilhosamente privilegiados todos nós somos para obter uma fatia preciosa do espaço-tempo para colher esses dons da evolução cósmica.
Uma das convicções mais firmes de Platão era que nada que valesse a pena aprender podia ser aprendido por mera ‘instrução’: o único método de ‘aprender’ a ciência era engajar-se efetivamente, em companhia de uma mente mais avançada, na busca da verdade.
