Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
“A dor que deriva de um permanecer doentio. O fato de eu não me desprender da herança menosprezada e varrer as desgraças para debaixo do tapete. Montar um castelo com cartas leves, que desmorona antes do vento o mesmo atingir. Engolir em goles abundantes e sufocantes, os socos e ponta pés, tais como a tortura de um salto agulha na jugular. Em uma luta eterna com o meu íntimo, portando ambição e poder, sonegando paz e amor e de uma maneira egocêntrica, comendo as migalhas abandonadas por outros durante a jornada, afim de que todos se percam na ilusão de viver uma vida mais-ou-menos. Não posso trocar as cartas, não escondi nenhuma na manga, corro só e apenas por mim. O futuro é uma incerteza e ligado ao passado passa a ser ignorância. Venho folheando as páginas da vida, muitas vezes voltando, enquanto o livro da morte espera para contar a sua história. Caminho desamparado… O tapete vai ficando pequeno para tanta desgraça.”
Quem
inventou a
DISTANCIA
nao conhecia
a dor da
SAUDADE.
A DISTANCIA impede que
eu te veja
mas nao
impede que
eu sinta
SAUDADES...
Por que você não começa a correr de novo?
Ela sugeriu bruscamente enquanto eu comia.
Muitas vezes me culpo por estar acima do peso, por ser determinada para 1 milhão de coisas e não ser tão determinada para emagrecer. Recebo críticas por comer demais e estar acima do peso, sim como demais, não retenho líquidos e não sou gorda por acaso, excesso de calorias é a resposta dos meus problemas de balança.
Eu ri, uma gargalhada doce que a fez se sentir sem graça como um humorista decadente. Já suportei insinuações de perfeição em silêncio, já relevei e deixei pra lá, já assimilei que era para o meu bem, mas não me sinto confortável com cobranças desse tipo, não me sinto confortável principalmente porque me acho gorda, não tapo o sol com a peneira e o motivo principal: eu tenho espelho e não me vejo desfocada da realidade.
Egoísmo? Talvez, Inibição? Sim. Eu me sinto com a autoestima metralhada quando isso acontece, eu me sinto cobrada a ser o modelo de perfeição.
Devo ser uma modelo de mão cheia?
Eu preciso dizer as coisas certas, usar o vestido certo, organizar as festas corretas, comer quase nada, e assim o mundo se apaixonará por mim de novo e de novo e de novo.
Acho que você não passa de uma abstinência diária, no começo do dia eu penso em você, a tarde eu penso em mim e a noite penso em nós dois
Eu não sabia
Eu não sabia que na verdade ele nunca fora apaixonado por mim.
Eu não sabia que ele era um estraga-prazeres.
Eu não sabia que ele curtia e se interessava por beleza e moda
Eu não sabia que ele queria guardar os problemas em sua velha mochila
Eu não sabia sorrir, sorrir e sorrir.
Eu não sabia que éramos parecidos,
Eu não sabia ser feliz com seus defeitos
Eu não sabia que tinha determinação
Eu não sabia...
Descer do salto às vezes é obrigatório!
Não acredite em mim se eu estiver muito calma em determinados momentos, tipo: paciente ao esperar por horas mesmo sabendo que combinamos de sair às 19h em ponto; dirigir o casamento sozinha porque sempre que eu pergunto algo sai um: sei lá, resolve você, decide você, de qualquer jeito serve; Ser babá de maridex porque ele não sabe onde fica as meias, as cuecas, o uniforme, o crachá, não lembra onde guardou o contracheque ou a apostila para estudar para a prova. Ou quando resolve beber demais virar um chato de galocha ou ainda quando resolve eleger os amigos para o lazer e a esposa para a guerra.
Quando a desatenção toma conta, a falta de carinho, os beijos na boca cada vez mais escassos, ou quando nenhuma palavra é elogiosa apenas críticas ofensivas e brigas por bobagem.
Cuidado com pessoas que engolem sapos e pererecas, cuidado comigo quando ao invés de lutar brigar, xingar, exigir o mínimo de respeito e dedicação eu ficar indiferente, porque quando chega ao ponto do “tô nem aí”, é porque já foi pro espaço com autenticação em cartório e nenhuma lágrima de sangue vai dar algum jeito.
Não se espante com meus surtos espontâneos, eu ainda luto por você, eu ainda luto por nós, eu ainda luto...
A conversa prosseguiu
E eu omiti tudo que estava sentindo, eu sei que não fui honesta mas pra quê ser sincera se isso só causa mais discórdia. Eu sabia o que realmente ele queria ouvir, resolvi poupá-lo além de poupar a mim mesma. Chega uma hora que não dar para discutir a relação, o outro nem tem uma unha de vontade em te entender, de tentar ao menos compreender, de enxergar o seu ponto de vista.
Os trechos mais comprometedores e raivosos de uma discussão que viria eu apaguei da memória e relevei, relevei mais por mim mesma confesso! Relevei por medo de me decepcionar ainda mais, por estranheza falta de vontade de surtar por coisas que tanto me magoavam.
A bendita memória que é muito boa por sinal, fica latente igual pisca-pisca em períodos natalinos, lembrando o que não é para esquecer, que você se apaixonou por alguém com aqueles defeitos pequenos e irreconciliáveis, não porque é o fim do mundo, mas sim porque só você deve mudar e ceder, sempre você!
O besouro da curiosidade me picou e não vou desistir de tentar entender o porque, pelo menos comigo os homens só dão valor quando me perdem por completo.
Nada é mais sem sentido do que ser valorizada e amada no tempo errado, no tempo em que o coração não bate mais forte, a emoção se transformou em indiferença e você descobriu que consegue ser feliz e muito feliz sozinha.
Fiz papel de tola inúmeras vezes, já perdi as contas de tantas preocupações com o passado, o presente e o futuro, me enclausurei e me limitei a observar meu mundo, meu ego, meu eu e o meu umbigo e lutar para que eu consiga ser feliz por mim mesma a fim de não colocar esse dever na mão do outro.
Hoje descobri!
Hoje acordei e descobri que não posso mais ser quem eu fui,ou quem gostaria de ter sido. Que o meu passado, tenha sido bom ou ruim, ficou lá atrás.Que não posso carregar comigo o fardo das lembranças, se em meus ombros pesa o que sou agora. Descobri que não devo deixar que as garras do tempo que se foi, agarrem o presente que me conduz ao futuro.Que a minha dor, a dor da lagarta, da uva e do trigo, apenas nos transformaram em algo melhor. Descobri que o tempo que nos trouxe nos levará e que não posso usá-lo para assistir a um filme que já vi, rebobinando fitas, se a história continua e eu sou sua protagonista,embora às vezes sem tempo para assistí-la.Descobri que as feridas que a vida me fez, já se transformaram em cicatrizes, que as lágrimas que chorei já foram secas pelo lenço do tempo.Descobri que a juventude foi um presente que já desembrulhei e usei, mas que não pude guardar no armário,como fiz com as minhas bonecas. Que a velhice também é uma caixa de presentecujoconteúdo se chama vida da qual muitos não puderam desatar os laços.Hoje acordei e resolvi absolver vida que andei culpando por ter matado meus sonhos,por que descobri que sonhos podem morrer,para reviverem realidade .Descobri as mágoas são águas más que devem virar correntezas e não lago parado.Descobri que preciso de mim aqui ao meu lado e não lá atrás ,perdida no caminho, a procura de quem fui,ou de quem poderia ter sido.Descobri que devo seguir o exemplo do rio, que embora murmure, segue seu curso, transpõe barreiras e desce vales, mas encontra o mar...Descobri que traumas são restos dores que a vida varreu para debaixo do tapete e mais do que isso, descobri que podemos enrolar o tapete e dançar no espaço que restou.Descobri que a vida é estrada de mão única e que em cada estação fica um pouco de nós ,mas que devemos seguir em frente com o que restou do que fomos: O que somos!
Hoje Não Sou Nada , mas quando eu conseguir meus objetivos ,Muitas pessoas vão querer estar ao meu lado!
Que a minha decisão tenha sido a mais sensata, mas se não foi eu encontro outro caminho lá na frente.
Se você está falando, eu te observo.
Mais não consigo entender nada!
Se vejo o movimento dos seus lábios
não ouço o som das palavras.
Tudo se torna nada!
E sinto apenas despertar uma vontade insaciável
de te beijar
Eu juntei umas letrinhas e escrevi umas palavras
pra tentar impressionar e ganhar seu coração
não demorou muito ganhei um sorriso seu
e quando menos esperava você já estava em minhas mãos
"Eu tinha medo. Sempre acreditei que as pessoas não deveriam descobrir o motivo pelo qual amavam as outras. Era como a quebra de um segredo de Estado, sabe? Desses que, se descoberto, traria consigo uma punição a quem o desvendou. O amor deveria apenas ser vivido e jamais explicado, pois quem o incomodasse certamente o perderia. Uma dádiva inquestionável, a maior sorte do mundo: duas pessoas atraídas uma pela outra. Um milagre. O amor só era amor se nunca interpretado. Amor: um senhor mal humorado que vez ou outra decidia trazer por um tempo dosado algum nível de felicidade e extasia.
Bem, quanto ao amor ainda pouco sei, mas à medida que envelheço parece que mais jovem fica. Disso eu sei. Ele é de todo sorridente e não há tempo mau. É feliz. O amor é muito feliz. O amor é solto, e na mesma atitude irresponsável de ser livre, é confiante. Ele é forte. É impetuoso e ainda assim exige simplicidade. É suave, compadecido. É de antigamente, mas também moderno, é o que há de mais sofisticado. O amor nunca cai em obsolescência. O amor sempre está na moda. O amor é bonito."
(Lucas Magalhães)
...Porque eu queria não acreditar em nada e não sentir nada como você, isso parece eletrizando, mas eu sou feita de sentimentos, e normalmente isso incomoda e doí muito. Porque no dia a dia, as pessoas irão te magoar e te decepcionar, e se você estiver ligado a elas por sentimentos, será bastante doloroso se despedir. E eu só não sinto isso, por não ter tido a chance de se decepcionar, pelo simples fato de que nunca tive alguém...
