Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
E se não for mais sobre eu e você?
E se eu finalmente parar de te esperar?
Será que, algum dia, vou te ver passar
e não sentir vontade de voltar?
E será que, nesse dia...
meus olhos ainda serão os mesmos?
Ou talvez eu já tenha aprendido
a olhar para você
sem procurar em nós
aquilo que um dia eu esperei encontrar?
nao adianta fingir que esta tudo bem se de ti eu te do perdao mas nao consigo perdoa ninguem a outra face eu nao dei so o meu ego escutei ate amei os meus amigos mas o inimigos odiei a minha hipocrisia me achei melhor que outro sem percebe a trave que estva no meu olho e pele de ovelha agindo como lobo
Que a arte me consuma
até o limite do indizível,
até eu descobrir
o que ainda não sei de mim.
Lilian Morais
Eu me digo o que ninguém ousa
porque o silêncio sempre cobrou caro demais.
Aprendi que não nomear
é permitir que o erro volte
com outro rosto
e a mesma violência.
Eu não fui feita para a paz passiva,
mas para a vigília.
Observar é um gesto ético.
Falar é uma forma de cuidado.
Quando digo o nome das coisas,
não crio conflitos
eu interrompo ciclos.
Não carrego culpa que não é minha.
Carrego palavras.
E palavras, quando ditas no tempo certo,
impedem a repetição do horror.
Eu falo
porque existir em silêncio
nunca me protegeu.
Lilian Morais
“ Eu amava do outro lado da rua, e era um amor de fotografia: não se podia tocar. Quando eu via, sorria, minhas mãos suavam por nós dois, e eu ficava pequena, ridicula e inteiramente viva.”
Livro “ O quarto dos Poetas “
Por Maysa S. Barrocal
Eu não ligo para a sua malícia, quando zomba do meu jeito . Eu não tô nem aí para seus comentários, não esquento com os seus deboches, suas risadas e pelo que pensa a meu respeito. A vida é o bastante pra mim, pois nela saboreio cada momento como um prazer quase celestial. E, caso você gaste o seu tempo traiçoeiro, saiba que no dia que acordar, talvez eu seja o seu pesadelo e você uma alma aleatória ,sem destino, pois deixou de viver seus valiosos momentos para preocupar-se inutilmente por quem sempre lhe desejou todo o bem !
JOÃO BATISTA BARBOSA
Eu não consigo viver sempre na corda bamba da incerteza. Eu sou feita de certezas, de pontos de exclamação e de pontos finais quando necessário. Seu excesso de pontos de interrogação foi até fofo no início, mas, com o tempo, esgotou. Com o tempo, me esgotou. Não se pode viver em cima do muro pelo resto da vida, Humpty Dumpty, porque, quando chega a hora, é preciso saltar sem hesitar.
Posso suportar tudo , mas se ele for embora , ah, daí já não conseguirei viver direito.Aí eu vou me rasgar inteira , chorar todas as noites e gritar quando ele for tirado de mim , quando a vida se impor sobre mim com toda sua força ,quando o vento o soprar para longe e o tempo se arrastar como uma tartaruga .Quando eu não suportar mais o peso de meu próprio corpo , de meu próprio coração . E também , quando o sol não brilhar mais no horizonte .
Descobri que eu não gosto das garoas e chuvas de verão . Elas me estressam, me irritam . Eu gosto é das tempestades e dos furacões . Eu gosto é de dramas, mensagens na madrugada e reconciliações . Eu gosto é dos beijos cheios de paixão e fúria , alma e desejo. Eu gosto da forma com que o amor colore o mundo. Eu gosto de borboletas no estômago e sua mão na minha. Gosto de como suas reticências exageradas cabem perfeitamente na minha poesia . E da maneira como você me faz rir... Acho que no final das contas eu gosto mesmo é de você .
Meu querido,
Essa é a última carta que lhe escreverei. Eu sei que já falei isso antes, mas não era verdade. Não era verdade pois eu estava desesperadamente tentando dar um ponto final em você no meu coração, mas meu coração ainda não estava pronto para isso, porque na ocasião tocava 'Pérola negra"', do Luiz Melodia e eu sussurrava "'Baby te amo, nem sei se te amo"', com o coração e a alma confusos, pesados, machucados, e milhões de músicas me lembravam você. E agora nenhuma música me lembra você, e se toca alguma e eu ocasionalmente lembro, não é com raiva ou tristeza, nem com uma saudade insana, mas com alegria, pois foi bom enquanto durou. Porque foi, não vou ser hipócrita a ponto de dizer que não foi bom. Nosso amor foi como uma chuva de verão, algo doce e maravilhoso, mas que acabou rápido demais. E eu te odiei por terminar com tudo cedo demais, sem motivo e de forma imatura, como se brincar de amar fosse um passatempo para você. Há muito tempo sua irmã disse que o que você fez não foi por maldade, mas por confusão e imaturidade, e eu entendo. Agora eu entendo. Todos nós cometemos erros, o ser humano é falho e cheio de emoções, confusões, pensamentos, qualidades e defeitos, e acho que essa é a beleza de nossa espécie.
Desculpe pelo meu ódio, por eu ter me fechado em um casulo de frieza e indiferença perante o mundo e ter te culpado por isso. Desculpe por não ter vivido nosso amor intensamente, e sim medida por medida, economizando o amor para quando acabasse, porque eu sabia que acabaria logo, e acabou. Desculpe por ter te tratado mal quando veio atrás de mim após partir meu coração, é que eu estava envenenada pelo ódio. E eu te perdoo também...Te perdoo pela sua impulsividade sem limites, por me roubar e depois ir embora furtivamente, como um ladrão. Te perdoo pelas vezes que me enganou e me tratou mal, fez eu me sentir a mais insignificante e desprezível criatura, com seu julgamento sobre potente e suas palavras ácidas. Te perdoo por me enganar, e por todas as coisas que você fez de errado e eu nem lembro mais...
Como eu disse, as pessoas cometem erros e sempre vão cometer, por isso não devem fazer tempestade em copo de água como se fosse o fim do mundo. Mas no amor tudo é tempestade em copo de água, com sentimentos intensos e amores infinitos enquanto duram. E eu quero um amor infinito enquanto dure à lá Vinícius de Moraes, com a doçura de uma flor e a intensidade de uma chama. E eu sei que eu vou achar. Uma hora alguém vai aparecer e transformar todo o meu mundo.
E eu te desejo grandes realizações, beijos longos, viagens incríveis e amores que durem mais de uma estacão, pois me perdoem os poetas, mas bons são os amores perenes, assim como os rios. Eles não têm tanta emoção quanto os efêmeros, ou reviravoltas, loopings e agitações, mas eles duram. E talvez durar seja a solução, talvez durar seja a coisa mais linda do mundo em um amor. Eu vejo meus avós, por exemplo, com quase 50 anos de casados e ainda tão meigos e apaixonados. Então é isso, eu lhe desejo um amor que dure, e eu vou achar, vou achar alguém que seja...extraordinário. Obrigada pela aventura e adeus uma vez mais.
Eu admito que não sou fácil de lidar mas acho que o que é belo deve ser saboreado aos pouquinhos, como um capuccino ou um pedaço de bolo: pouco a pouco, mordida por mordida, saboreando a doçura de cada momento. Não é como um sorvete em um dia de calor quando você nem sente o gosto e o devora rapidamente antes que derreta. O amor não é um sorvete, ele é um bolo, é a habilidade de sentir cada momento e a possibilidade de parar e ouvir o canto dos pássaros. O amor deve ser sentido, apreciado, resguardado e valorizado e não tratado com banalidade. Já temos tantas banalidades no mundo, não é mesmo? Então por que não preservar pelo menos os sentimentos nesse mundo caótico em que vivemos?
É engraçado, não é? É sábado à noite e ele está se enchendo de bebidas, mulheres e orgias, e eu estou em casa estudando o Estatuto da OAB e o Código Civil, lutando para ser alguém na vida. Somos tão diferentes muito embora estivéssemos em sincronia uma vez; dois planetas que certa vez giraram em perfeita sincronia e agora giram em órbitas opostas. Eu me vejo daqui a dois anos, formada -graças a Deus- talvez advogando, talvez assessorando, talvez fazendo residência judicial, mas eu não consigo visualizar o futuro dele. Formado? Talvez...Bem sucedido? Dificilmente. Bêbado todo fim de semana? É possível. Talvez nem a Tanatologia possa explicar o estado de putrefação em que ele se encontra. Coliquativo, talvez?
O destino me guia para uma direção e cada dia que passa eu me modifico. Eu já não sou a mulher tensa de janeiro, a confusa de fevereiro, a pedra preciosa de março, a independente de abril, a evoluída de maio, nem mesmo a triste de junho, a esperançosa de julho ou a radiante de agosto. Eu sou a mulher de setembro e ela é um misto das anteriores e ainda mais, guardando mistérios dentro de si como uma flor que pouco a pouco desabrocha. Conforme os meses passam eu vejo a menina do fundamental me acenar de longe, a moça do ensino médio desejar boa sorte, a acadêmica da faculdade de direito me jogar um beijo, orgulhosa da pessoa que me tornei. Elas vão ficando para trás e eu vou seguindo em frente... até a próxima versão de mim
Eu não sei como nem por qual motivo eu me vi cantarolando "Always" do Erasure e pensando nele e querendo, desejando estar com ele e beijá-lo até perder o fôlego. Fiquei aflita com isso, confusa, estranha...Porque meu corpo queima de dentro para fora quando penso nele e parece ser quase impossível conter esse incêndio dentro de mim. Então eu já nem quero fugir e quero é sair correndo para os braços dele e me sinto tão idiota por isso!
Ele beijava minha boca, meu corpo e entardecia lá fora. O sol beijava o mar, eu não conseguia tirar minhas mãos dele e pensei em como não havia outro lugar no mundo onde eu quisesse estar. Naquele momento não havia concursos, processos urgentes, telefones tocando, dramas familiares ou ansiedade. Só havia nós. O mundo todas desaparecia enquanto eu o abraçava e eu pensava que não queria soltá-lo nunca mais.
Eu não quero mais entender por que certas coisas precisaram doer tanto.
Só quero que alguma coisa, enfim, mude de direção.
Que aquilo que hoje parece peso encontre um lugar para descansar.
Que o que não aconteceu deixe de ocupar tanto espaço.
Que eu consiga olhar para a frente sem precisar carregar tudo o que ficou para trás.
Não peço uma vida perfeita.
Peço uma vida que não me faça desejar fugir dela.
E, se eu já não souber pedir direito, que Deus entenda mesmo assim.
Às vezes, existe em mim uma sensação que não sei nomear — como se eu tivesse me afastado de mim mesma sem perceber. Continuo vivendo, sorrindo, conversando, seguindo os dias, mas há momentos em que tudo parece acontecer diante dos meus olhos, e não exatamente comigo.
É como assistir à própria existência sentada na última fileira, reconhecendo o rosto no palco, mas sem sentir que aquela pessoa sou eu por inteiro. Conheço minha voz, meus gestos, minhas histórias, mas ainda assim existe algo profundamente estranho em habitá-los.Como se eu estivesse presente apenas pela metade, observando de longe uma vida que deveria sentir como minha.
E o mais inquietante é não saber de onde vem esse vazio, nem por que, mesmo estando dentro de mim, às vezes me sinto tão distante de quem sou.
