Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Você é tão linda, mas beleza
Não foi o que fez eu te enxergar
Um brilho no olhar
Somado a lágrimas
Feita de ilusões
Não quer se apaixonar

“O que eu faço não é por obediência a outra pessoa e sim pela minha própria consciência.”

Eu não sou empresário, eu estou empresário. Eu não sou pai, eu estou pai. Eu não sou mãe, eu estou mãe. Eu não sou justo, eu estou sendo justo quando pratico a justiça. Eu não sou generoso, eu estou sendo generoso quando pratico a generosidade.


Nós, como seres impermanentes, assim como a própria vida, não podemos afirmar que somos algo, pois amanhã podemos não ser mais. Logo, o que temos e o que supostamente podemos ser se resume a quem somos no agora. Se somos, somos no momento em que praticamos uma ação, pois essa ação nos define naquele momento. Logo, somos verbo, pois somos definidos por nossas ações.

⁠Na velhice da alma

Eu não escolho sonhar; os sonhos que vêm sobre mim
Algum velho e estranho desejo por ações.
Quanto à mão sem força de algum velho guerreiro
O punho da espada ou o capacete usado desgastado pela guerra
Traz vida momentânea e astúcia longínqua,
Então para minha alma envelhecida -
Envelhecida com muitas justas, muitas incursões,
Envelhecida com nomear de um aqui-vindo e daqui-indo -
Até agora eles lhe enviam sonhos e não mais deveres;
Assim ele se incendeia novamente com poder para a ação,
Esquecido do conselho dos anciãos,
Esquecido de que aquele que governa não mais batalha,
Esquecido de que tal poder não mais se apega a ele
Assim ele se incendeia novamente em direção ao fazer valente.

Ezra Pound

Nota: Tradução do poema In The Old Age Of The Soul.

Eu espero em Deus!
Se há uma lei que não precisa de corpo delito e provas para desmascará os criminosos... É a justiça de Divina!

Eu escrevo sobre o que me incomoda, me afeta, me enfurece. Não sou muito de escrever sobre amor. Apesar que escrever sobre o caos, foi a forma que encontrei pra falar de amor.

O meu interior, meu mundo, minhas leis, o meu céu, minhas foices. Neste meu mundo eu mesmo é que não me esquivo do que pode se dizer "justo".
Eu mesma me condeno, eu mesma me liberto.

CORAGEM NÃO É CHEGAR SEM MEDO




“Eu nunca quis ser lembrado como alguém que não teve medo. Só quero que, quando tudo terminar, possam dizer que o medo não decidiu por mim.”




— Dorian, personagem




Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

⁠Quando você enviar uma mensagem e eu não responder, lembre-se que até agora estou esperando você responder a minha.

IGUALDADE SEMPRE



Não vejo cores

Não vejo classes sociais

Eu só vejo pessoas

Com corações iguais

ESTRUTURA DE LIVRO



Eu não sigo estrutura

Eu sigo o coração

Você prefere um sumário

Ou amor na conclusão

Poemas curtos
É a minha especialidade
Eu não troco um amor
Por milhões de maldades

Oz


O homem de lata
Não tinha um coração
Então eu dei o meu
Para ele sentir o amor e a paixão

Não quero escrever sobre o amor
Eu quero ser o amor
Não quero escrever sobre a verdade
Eu quero ser a verdade

Talvez eu erre,
talvez eu não enxergue a verdade.
Não sou dono das respostas,
nem capaz de salvar todo mundo.


Eu caio, eu falho,
eu também sinto dor.
Não sou profeta, nem salvador
Sou apenas eu.


Então não coloque em mim
o peso de tudo que deu errado.
Eu faço o que posso,
com o pouco que sou.

⁠Eu nasci sozinho, vivo sozinho, não me importo nem um pouco em trabalhar sozinho. Na verdade dependendo do caso eu até prefiro.

Experiência


Eu não nasci em palavras,
nasci em silêncio.


Primeiro, uma nota.
Pequena, quase tímida,
como quem ainda não sabe
se deve ficar.


Então outra responde.


E, de repente,
há uma história inteira
crescendo dentro do peito.


Eu fui aquilo que passou,
aquilo que doeu,
aquilo que quase ficou,
mas escolheu partir.


Fui o medo antes do salto,
a lágrima antes de cair,
o último olhar
antes de seguir.


E quanto mais eu caminho,
mais alto eu me torno.


Não porque a dor desapareceu,
mas porque aprendi
a carregá-la sem me curvar.


As notas correm,
como memórias sem destino.


Sobem.


Insistem.


Transbordam.


E quando parecem chegar ao fim,
eu descubro que era apenas
o começo de outra coisa.


Talvez viver seja isso:


perder algumas versões de nós
para encontrar outras
no caminho.


E talvez a música diga
aquilo que eu nunca soube dizer:


eu estive aqui.
eu senti tudo.
eu sobrevivi ao que me mudou.
e ainda estou caminhando.


Então as notas diminuem.


O silêncio volta.


Mas agora eu sei:


o silêncio nunca foi vazio.


Era apenas
a parte da história
que ainda não tinha aprendido
a cantar.

A Última Carta

Eu percebi que você não estava brincando quando no lado direito da nossa cama deixou um bilhete eu percebi que falava sério quando em silêncio absoluto se foi sem que eu percebesse, estava tudo claro e tarde demais para que eu me arrependesse
E algumas horas antes estavamos juntos se amando pela última vez, eu sei que errei mas achei errado oque tu fez
Não importa aonde você esteja agora mas eu sei que deixou lagrimas no caminho, ainda não li seu bilhete mais sei que vai me emocionar um pouquinho

Eu devia ter percebido seus sinais quando saia e te deixava sozinha em casa e você não falava nada mas àquilo te deixava chateada, ou quando eu chegava cansado e não perguntava como foi seu dia isso a magoava
Para uma mulher verdadeira tudo que importa é o seu seu interior, ela da seu melhor para te fazer sentir o total amor
Pense bem antes de magoar uma garota elas não tem o coração de pedra como nos, dizem que seu coração é de gelo mas o gelo quebra ou derrete, seja maduro o suficiente quando você passa a fazer parte dos sonhos dela não aja como pivete

Agora pego o bilhete e vejo o que foi escrito e nele havia palavras que depois de lidas tambem iam embora, não posso controlar o suor dos meus olhos e me pergunto oque faço agora?
Não é fácil esquecer toda sua beleza e doçura feminina, a ficha caiu e me esmagou como eu pude fazer isso com essa menina?
Mas no final do bilhete não tem um adeus e me pergunto se isso é um bom sinal, agora eu preciso dela e juro que vou lutar até o final
Vou recuperar minha princesa e ser o melhor como nunca fui antes

Quer saber isso tudo ja me deixou magoado não consigo ficar parado pensando se ela esta bem, algumas roupas ficaram será que na última esperança ela vem?
Um homem nunca é forte o suficiente sem sua companheira ela não é apenas a mulher que vive com você e te da filhos, ela é sua melhor amiga alguém que você pode confiar, mesmo você sendo idiota cometendo erros ainda no fundo ela vai te amar
A noite se aproxima eo silêncio toma conta da sala fazendo o ambiente ficar mais tenso, não sou nada sem aquela chata as broncas dela não é nada comparado com sua ausência é o que penso
Derrapante alguem bate na porta eu me levanto para ver quem é, era ela, jogando a mala no chão e me abraçando como um furacão, me sinto o cara mais feliz do mundo não controlo minha emoção
O amor não morre do dia pra noite, talvez nasce da noite pro dia

PORMENORES


Eu fiz uma canção.
Ela exprime meus anseios.
Eu não tinha tal entendimento,
Mas a canção se fez rainha nos meus sonhos.
Qual a um erudito, fiz nos pormenores
As causas de sua construção.
E entoei um grito sufocado.
Eu já não tinha um porquê de entoá-la.
Mesmo assim, a fiz!
Desejei que o mundo ouvisse!
Mas, depois, compreendi...
Que só eu a entenderia!

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler