Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Desde a infância, eu temia desperdiçar qualquer felicidade que surgisse em meu caminho. Sempre queria guardar um pouco para mais tarde. Isso me fez perder muitas oportunidades.
Na juventude vai deixando as coisas para depois. E depois que o tempo passa diz: "Eu deveria ter feito isso antes".
PASSANDO ...
Sulca-me as frontes já rugas encanecidas
Olhar embaçado eu vejo o velho cerrado
Torto, “pedregado”, arbusto tão delgado
No tempo vou em velocidades incontidas
Cabelos brancos, vá, não seja tão abusado
O meu espanto, quanto as tuas investidas
Tão fugaz, minhas queixas enfraquecidas:
Lamentos, surpresa, pavor, sem resultado
Tive antipatia, tive inocência, e repulsa
Com a estranheza furiosa da mudança:
No espelho a figura avelhantada pulsa
E, atendo ao inevitável, já, só lembrança
Passou, vai passando, e a história incursa
Ao passado, a temporada de ser criança...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Abril de 2021, 12’45” - Araguari, MG
A esperança e o amor
Por muitas lutas eu passei
Conversei com a lua e resmunguei
Na esperança de saber
O que a vida queria me dizer
Por tantos sonhos eu andei
Vi um velhinho e um trem
Ninguém sabia me dizer
Mas partir, seria crescer
No outono permitir-me
No inverno proteger-me
Na primavera colorir-me
No verão dançar até esquecer
O velhinho era o Sr tempo
O trem era a dona esperança
A viagem era o amor
Semear é necessário
Para então ser flor
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/04/2021 às 11:30 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
O tempo é você e você é o tempo
Tudo que eu penso é no tempo
O que é o tempo?
Estava, estou e estarei!
Estava em um lugar
Lugar que me trazia esperanças
Estou em outro lugar
Lugar que me traz esperanças
Estarei em outro lugar
Lugar que me trará esperanças
É tempo de ter esperança!
Esperança do lugar onde vc estiver
Esperança do tempo que se apresenta
O tempo é algo que nos leva e nos traz
Cada minuto e segundo já foi um tempo em algum lugar do tempo.
Você tem tempo para o tempo ou o tempo tem você para você?
O tempo é você e você é o tempo.
Às vezes me pego pensando em nós... os nós que nos unia...
Um nós que tinha planos - um nós que eu queria - um nós de uma hipótese - mas fico agora com a concretude do dia que te senti por um instante mágico e depois se desatou... se foi...
E tem ido a cada segundo pelo orifício de uma ampulheta que nos afasta a cada grão de segundo...
Alba Atróz
Tudo que você precisa são 20 segundos de coragem.
Eu sou aquele que esteve cuidando, cuidando de suas almas, reparando suas feridas e ouvindo seu choro, estive ouvindo seus gritos. Porém não sinto pena dos humanos, não sinto empatia ou comoção por eles, entendo seus sentimentos e o valor dos itens que acumulam durante suas vidas, e o valor que pregam às pessoas que mantém perto.
Há uma rachadura que em toda a minha existência e em todos os milênios que vivo cuidando me intriga, me interessa bastante.
Vinte segundos, não mais que isso
Um pico de coragem insana aplicado á mente humana pode criar rachaduras incuráveis no destino, das coisas mais simples até pecados imperdoáveis. O que leva um humano a esquecer toda uma jornada vivida por nada menos que vinte segundos de insanidade? E veja só, o que eles podem fazer é impensável.
.
"Será capaz de encontrar-te em 20 segundos, ser humano? Tu que trata a ti mesmo com desgosto em pronomes ruidosos tão escassos de real comparação seria capaz?"
O humano baixa a vista. Não há esperança em seus olhos, não há espectativa. Ele procura atento nos nós de seus dedos calejados o sentido, mas não é como se eles fossem lhe fornecer alguma resposta, eles estão cansados e doloridos, assim como cada célula em seu corpo. Ele solta o ar em um suspiro cansado "Eu não sei, só imaginei que poderia ser suficiente. Afinal… não há nada que eu precise dizer, as pessoas me conhecem, sabem o que eu diria, e não há nada que eu queira fazer, pois não vejo esperança ou sentido, não vejo mais necessidade alguma de me mover."
"Então o que fará? Eu terei que lhe observar gastar mais de mim por mais vinte segundos? Eu te observarei se manter de pé e olhar o nada outra vez? Se não há nada a se fazer, não há sentido em deixá-lo por mais alguns míseros vinte segundos!"
O humano ri.
Do que está rindo?
"Qual a graça?"
O humano parece ter receio de responder, porém se ergue com petulância e um brilho antes inexistente queimando em seu olhar "Você." - ele aponta - "ficou bravo porque não vê sentido, como uma criança que ficou cheia de ter que repetir a mesma atividade"
A voz dele era firme, ele sabia que não haveriam consequências em barganhar como tempo
O tempo, sem motivos para negar os benditos vinte segundos ao humano ou continuar uma conversa sem sentido com um ser pequeno como um verme, lhe concede com desgosto. Com um leve sinal de dedos, o humano é levado de volta á terra, não antes de ouvir o tempo perguntar:
"O que é que você está indo realmente procurar em vinte segundos, garoto?"
Rindo outra vez, leve e calmo como nunca antes, responde:
"Eu encontrarei a paz."
Não poderia negar, vinte segundos. Há coisas que o tempo nunca entenderá.
Olhei a foto,
E percebi um brilho inefável
nos olhos...
Eu estava em casa,
No solo sagrado de minha alma.
Cercada de Deusas...
Surpreendentemente me senti pertencente,
A mim,
ao todo.
Sim, "soul" parte ativa da rede da vida.
E comandante do meu viver hoje (até porque não existe outro tempo).
É tempo de amar mais!
Sentir, colorir, entregar,confiar, e fluir.
Descansar a alma!
Pri Augustta
Eu tinha medo disso. Da gente. De mim. E hoje é a primeira vez que eu me sinto eu mesma há meses. Fazia tanto tempo! Eu tinha esquecido como era. Você me faz sentir eu mesma.
A espera começa cedo, eu acho. As mentiras começam cedo. Mas os sonhos, as esperanças e as histórias também.
O mundo em que vivemos... ou
o mundo em que morremos?
Você sempre pensou que estava vivendo - e eu também - mas acho que na verdade estamos todos morrendo...
O Relógio Astronômico de Praga - montado na parede sul da Câmara Municipal, na Cidade Velha, na Praça da Cidade Velha - tem um monte de coisa pendurada nele... Bem, não dá pra chamar de 'coisas' os detalhes arquitetônicos maravilhosos nele - detalhes dignos de nota..
Um desses detalhes é o mostrador do lado direito representado pela morte... e foi aí que eu pensei: é estamos morrendo.... é a morte a rainha deste mundo, deste tempo... do meu tempo, do seu tempo.
Está lá a morte com uma ampulheta na mão marcando o tempo que passa... pra mim e pra você. E cada vez temos menos tempo... você e eu.
A mudança da hora neste relógio é antecedida por um show. A demonstração é iniciada com a estátua da morte virando sua ampulheta... depois segue-se a Caminhada dos Apóstolos...y otras cositas mas...e no fim o galo canta...
porque alguém... ou algo... tem de cantar... não é?
Talvez a morte tenha o seu lado bom e já está querendo mostrar... talvez... só talvez :)
(...)Ando, como em um sonho ébrio, perdido por entre florestas e labirintos - E assim eu vou andando... seguindo o meu instinto. Continuo sempre em frente Mesmo sabendo que não há ninguém me esperando....Mesmo sabendo que o meu tempo possa estar acabando. Sigo mesmo que lentamente sempre... sempre em frente.(...)
Reparou como o tempo tá cada vez mais curto?
Parece que fiz aniversário ontem mesmo e lá vou eu de novo se aproximando de mais um ano.
Parece que a virada foi ontem mesmo e pegamos um trem bala pulando pro meio do ano.
Os dias tem sido estranhos, não sei, um ar triste.
De repente a história de um ano, dá pra conta nos dedos e ainda sobra dedos sem ter nada pra contar.
Como se as tardes dissessem: Ei? Calma que tenho medo da noite!
A vida tem me ensinado a respirar fundo...
Aprendi a contar até o famoso dez.
Viver tem sido um salve-se quem puder.
Não sei se o mundo tá preso ou solto
Como se uma luz vermelha estivesse dando um alerta
Respeite o que vier
O que for, agradeça
A vida ainda tem a ensinar
E tudo que ela espera,
é que faça valer a pena
Porque quando se vê
Lá se foi pessoas queridas
Lá se foi os sonhos
Lá se foi a própria vida
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 30/07/2021 às 15:45 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
