Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Eu sou o que sou,
A música que invento.
Seja riso ou lamento,
Minha testemunhaé o tempo.
Meu algoz e salvador.
Eu caminho por teus dias sombrios
Segurando tuas mãos nas noites frias
Te dou paz em meio ao caos
Sem esperar por teus sinais.
Eu carrego teus medos no peito
E transformo dor em abrigo perfeito
Sem contar as vezes que caí
Só pra te ver de pé aqui.
Eu danço sob tuas sombras perdidas
E te trago de volta às luzes contidas
Sem perguntar onde estive
Apenas sendo quem revive.
Eu escuto o silêncio que não dizes
E desvendas teus mistérios tão sutis
Sem cobrar as respostas incertas
Apenas com as portas abertas.
Eu sustento o peso dos teus erros
Com a leveza de quem ama sem medos
Sem querer nada em retorno
Somente teu coração em contorno.
Eu acolho cada parte ferida
E dou-te novas cores na vida
Sem pedir que me sigas
Somente que nunca desistas.
O passo do tempo
O tempo corre, silencioso e certeiro,
ontem eu era criança, com os olhos abertos.
O riso fácil fazia o tempo parecer uma promessa sem pressa,
com um caminho longo e intocado.
Hoje, os traços da inocência me escaparam,
numa lembrança que o presente não alcança.
Tudo se vai, como folhas levadas ao vento,
e o que antes era leve, agora pesa.
Como se cada momento vivido deixasse marcas
que o tempo cuida de entalhar na alma.
E enquanto o espelho reflete quem sou,
dentro de mim ainda habita quem fui.
O tempo passa sem pedir licença,
transforma o que somos, apaga vestígios,
e tudo se vai — os rostos, os dias, as certezas,
como se a vida fosse apenas um sopro breve.
A luta pela justiça social começa por uma reivindicação do tempo: "eu quero aproveitar o meu tempo de forma que eu me humanize".
Em cada novembro
Eu me permito florescer…
Sinto perfume de flores
Pelos caminhos,
Vejo borboletas, pássaros,
Centelhas de luz que vibram ao meu redor
De dia e no anoitecer…
Eu vejo luz,
Em cada pétala de flor
Que cumprindo sua missão se recompõe com a Terra sob o calor do Sol!
Em cada novembro
Eu me permito ver o colorido de cada dia,
Enxergar flores e luzes que anunciam
A chegada de um novo tempo…
Nas flores vejo toda a plenitude
Do amor infinito de Deus
E sou grato
Porque Ele me permite
Estar tão perto
De tão bela obra de suas mãos…
Deus me presenteia
Em cada novembro,
Em cada dia,
Em cada noite,
De pura luz,
De pura cor,
De puro Amor!
[Reprodução Proibida]
Autoria própria.
Quando criança, eu queria tanto que o amanhã chegasse logo.
Depois que cresci, ficou a saudade do ontem.
Mas isso não é tristeza — É só um lembrete de que ainda dá tempo de viver o hoje.
*Hoje Eu Acordei*
Hoje é um bom dia para estar feliz?
Hoje é um bom dia para refletir sobre o nosso caminhar na vida?
Hoje é um bom dia para entregar todo aquele carinho acumulado a alguém?
Ontem foi um dia feliz?
Ontem foi um bom dia para refletir?
Ontem, eu entreguei um pouco da minha felicidade a alguém?
Hoje eu acordei, hoje estou feliz, hoje estou refletindo sobre prioridades e como compartilhar felicidade.
*Versão Equivalente:*
*** Caso tenha lido a primeira parte muito rápido....***
*Despertar*
Hoje é um dia especial para sorrir?
Hoje é um dia propício para repensar nossas escolhas?
Hoje é um dia perfeito para oferecer um gesto de afeto a alguém?
Ontem foi um dia leve?
Ontem foi um bom momento para olhar para dentro?
Ontem, eu dividi um pouco da minha alegria com alguém?
Hoje despertei, hoje celebro, hoje busco sentido e formas de espalhar felicidade.
Eu espero que o tempo cure tudo e que eu tenha um pouco mais de paz assim que ele pagar pelos erros dele
No silêncio que eu queria
Queria menos pressa,
mais toque.
Menos euforia,
mais presença.
Enquanto o momento corria veloz,
meu corpo pedia calma,
um espaço onde o tempo não pesa,
onde o sentir é leve,
profundo,
sem mapa,
sem hora pra acabar.
Eu queria te olhar sem pressa,
sentir tua pele sem o ruído da urgência,
me perder no detalhe,
e não apenas no clímax.
Mas fiquei aqui,
entre o vazio e o desejo não dito,
me perguntando por que o amor, às vezes,
corre tanto…
quando eu só queria que ele parasse um pouco
e respirasse comigo.
"Assim como a infância virou lembrança e depois será esquecida, eu também sou apenas algo temporário no fluxo indiferente da existência."
Eu estava pensando em você. Pensando em nós. No que fomos, no que poderíamos ter sido. Tantas vezes me peguei viajando nesse mesmo caminho, refazendo nossos passos, buscando respostas no silêncio da saudade. Mas, sempre que abro os olhos, percebo... era só um sonho. Um sonho que insiste em viver dentro de mim.
O tempo passou, a vida seguiu seu rumo, mas há amores que não se apagam. Você se tornou parte de mim de um jeito que nem a distância, nem os dias, nem a ausência puderam desfazer. Seu nome ainda ecoa nos meus pensamentos, sua lembrança ainda aquece meu coração.
Talvez nossa história tenha ficado inacabada, presa entre o que sentimos e o que o destino decidiu. Mas se existe uma verdade que o tempo me ensinou, é que o amor se vive, às vezes se perde, mas nunca se esquece. E eu sei... vou te amar para sempre.
A "POSSE" DOS LIVROS
De nada vale a inteligência adquirida pelos livros?
Quando eu desmereço a leitura aos "deslivrados",
Quando os impeço ou os escondo da História escrita,
Quando lhes impeço do protagonismo da escura cor.
Não aprender a compartilhar as fontes da construção
É não abstrair da evolução o intelecto, a real lição.
É ilusão pensar-se como sábio, intelectual ou mestre,
Comprimido pela avareza e a condição da ignorância.
Sabedoria é abstratismo, depósito, mas não é refúgio!
É verbo, mergulho, navegação, não culto a si mesmo.
Por vezes, inversa, desobedecendo as normas de ser,
Voa livre das folhas, para além, nem sempre escritas.
Ah se os meus livros saíssem todos voando por aí!
Ah se viesse um tempestuoso vento forte, a tempo.
Um vento desses que com descaso causam o caos!
Que açoita o ego, ou as folhas do limoeiro ácido.
Ah se visse um vento intruso, rabugento e mal criado,
Capaz de "livrar" os "meus livros" do pueril cativeiro!
Prisões, "minhas posses", insanidades, "meu apego",
Levando-os aos lugarejos "desmerecidos e opacos".
Ah se esse vento me deixasse, sem "ter meus livros"!
Jogando-os todos sobre as minhas carrancas tristes!
Dando-me lições abstratas, inversas, desconhecidas,
Mostrando-me as faces atrofiadas pelo meu egoísmo.
Ah se esse vento viesse sem avisar-me de seu tempo!
"Livrando-me" ante as crenças, os apegos e os muros.
Entulhos que aprisionaram-me ao abismo da ilusão,
Impedindo-me a refrigeração dos mundos externos.
Ah se esse tempo chegar e causar o caos nos livros!
Isso seria literalmente um atentado, um "livramento"!
Seria como uma recomposição, uma composição!
Talvez eu saberia lutar, mas não faria o contra-tempo.
Talvez eu sentiria prazer, por uma estranha liberdade...
A "minha liberdade"; por não ver "meus livros presos".
Talvez a liberdade dos livros me causaria inveja, dor!
Libertando-se, libertam outros seres, outros livros.
Alguns contos ou poesias não existiriam à revelia,
Sem que o vento causasse um caos nos incipientes.
Os livros vêm com o caos, a sabedoria vem depois!
Os livros sopram o vento, o tempo cristaliza os livros.
(Pedro Alexandre).
”HOJE, minha mente, meu corpo, minhas ideias são outras! Eu mudei, eu melhorei como ser Humano e pessoa!
E nesse contexto, o PASSADO é uma roupa que não me serve mais. Muito do que eu era e vivi precisou ser adaptado para um novo tempo! Abri novos caminhos, conservei minha ESSÊNCIA, pois minha Essência foi e é o que sempre me define!”
