Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
PONTOS, VÍRGULAS
A dor do meu peito mastiga todos os livros de poesia
O amor que sentia lambia as palavras entre os pontos
A saudade lembra-me as vírgulas escondidas das letras
A dor do meu peito já comeu todos os livros de amor
VENTO NO LITORAL
Sentia a sua falta, mesmo quando você estava aqui. Perdi minha licença poética no refrão da ingenuidade que ainda cantava o poeta a mais pura verdade.
Você estava sim aqui, mas como dizia ele: “dentro de mim”. Porém da nossa mocidade ficou só a canção, pois na atualidade se mostrou cruel a realidade da triste desilusão por acreditar naquele lindo refrão de pensar que “olhávamos junto na mesma direção”.
Quando penso nisso hoje apenas choro nos acordes e no dedilhar do pianista que fez triste e eterna lembrança na introdução da música. No contexto o profundo da linha do horizonte deste mar, apenas retrata o quão distante foi nossa relação. Eu quis uma coisa, você talvez a mesma, mas amores diferentes.
Não adianta se encantar com passado eu serei triste, porém feliz por ter te amado. Você fez de mim um poeta. Disso nunca esquecerei das páginas da minha vida, nas entrelinhas da minha escrita, ali está você. E quem sabe um dia num livro, porque ainda não sonhar? Pois sei que de tudo isso nasceu coisas lindas nisso eu devo acreditar.
O que vivemos talvez nunca vai voltar. Retiro o que disse numa poesia antiga, talvez o amor more em um só lugar. Sei hoje, por tentarmos, e ver que sonhos meus foram criados e não foi possível introduzi-los aos seus e vise e versa. Mas dolorosamente aprendi que corações energéticos igual ao que temos só podemos sentir das feridas cujo o tempo nunca cicatriza.
Mas mergulhamos na fornalha de fogo ardente desse amor diferente, tornou-se maleável, mas amores que não se fundem - sem deixar de ser o que era; então você pode dar-lhe todas as formas como quiser. Tentar explicar o certo e o errado.
Aprendi que enganar-se é o mesmo que errar. Por não reconhecer que olhávamos para lados opostos. Tentamos até fazer um compromisso de defesa ou morte: armadura, ou contar com a sorte. Eu sou metal e tenho a espada em minhas mãos, contudo perdi a razão de lutar pois não queria que fosse você meu oponente.
Pra quê brigar? Prolongar o quê? Durou mais o meu amor dentro de mim do que junto com você. Volto e repito: sentia a sua falta, mesmo quando você estava aqui. Como já falei no início em tom de lamuria.
Poderia sim ser verdade na ingênua e tenra idade quando olhávamos juntos na mesma direção. Os anos se passaram e compreendo a citação “aonde está você, além de aqui dentro de mim”. Não era a morte e nem a distância que explicaria isso. Há tantas coisas que não compreendemos. Um vento forte soprou as cinzas azul nesse litoral e o horizonte começou a se mover. Procurei cavalos na praia da lembrança então eu me lembrei que aquele amor era imortal.
Mas as margens sobre o horizonte tornaram-se longas de aço e rochas, sentimentos em pedaços. Como objetos frágeis porque eram pesados, não há como vencer a natureza devido as suas propriedades, mas foi pesado demais e parecem que posou no mar eterno submersos na espuma da força do oceano. Rochas simbolizadas de caráter e aços representando personalidade.
O vento puro nesse litoral é como beijos fúteis e apenas isso; E espuma nada mais, quem quer falhar lentamente? Onda após onda inconsequente. Sem ritmo perdemos a direção e não vencemos a corrente. Com o remo em nossas mãos. Eu vivi com o coração dilatado, sob rosto claro, profundo. Eu apenas assistindo a partir perdi a bússola que apontava horizontes distante. Eu senti o fluxo esvair nossas forças. Fui vencido. Mais é imortal ressonante como nos acordes do final. Impossível esquecer que som faz.
Mas diante do moço ela se sentia uma menina. Uma menina apaixonada, capaz de passar por qualquer tempestade que ousasse surgir, para ficar ao lado desse moço. Uma menina ingênua, que valorizava um simples toque de mãos, de almas, de corações.
Ela havia percebido que o moço, além de inteligente e ás vezes, "duro na queda", era no fundo um menino capaz de se entregar com uma troca de olhares, simples, mas sincera. E isso era lindo. Aliás, tudo se tornava lindo ao lado daquele moço formoso. Um simples passeio na cidade era capaz de descompassar o coração daquela moça.
Mesmo ambos tendo crescido e amadurecido, eles sabiam se curtir, se ter. Viviam intensamente os minutos como se fossem os últimos, como se fossem eternos adolescentes apaixonados, bonitos, descobrindo sempre algo.
E não há dúvidas, foi ele que despertou novamente as borboletas no estômago dela. E o coração enxergou que é esse moço que rege, com maestria, a orquestra feita pelas batidas do coração dela.
Caminhando na praia
Já caminhei tanto pela praia
Até sentia o cheiro da maresia
No jacaré que eu praticava caía
Momento especial em que vivia
Tudo era motivo para alegria
Muita coisa sensível percebia
Já caminhei tanto pela praia
Até sentia o cheiro da maresia
Estava na praia sempre que podia
Sonhava com os meus desejos e via
No lual quase sempre me divertia
Ventava nos cabelos enquanto eu lia
Já caminhei tanto pela praia
Enquanto via seu sorriso
Sentia que ele seria sempre meu abrigo
Me protegendo da solidão
Guardando-me dentro de seu coração
Mas logo vi que o sempre
Sempre tem o seu fim
Que amor não era pra gente
E você nunca foi pra mim
E a ferida que ficou aberta
Que ela um dia cicatrize
Quando alguém que tenha a palavra certa
Venha e meu amor conquiste
Naquela multidão ...
Ela sentia-se
vazia
fria
deserto
trovão
Por ter que carregar
nas mãos
a agonia do coração .
Sozinha ?...
Sozinha não !
Ela era
vento
alento
calmaria
poesia ...
Esta noite peguei-me novamente pensando em ti...Era uma sonho...Que pena! Parecia realidade...sentia até seu calor com nossos corpos amplexados, beijos loucos, quentes, suaves...beijos variados...no céu as estrelas e a lua nos observando...Tudo em perfeita harmonia...no rádio nossa música tocava, e, nos amávamos de uma forma tão louca...Amanhecia, porém, meu corpo se negava a querer acordar...os pássaros já estavam cantando e toda natureza estava em festa...o sonho acabou com meu suor escorrendo pela testa...Pergunto: Onde está você agora nesta cidade? Vem fazer meu sonho se tornar realidade.
Abafou a dor como se
ninguém precisasse saber que aquilo doía, que ela sentia. Criou mil teorias que justificassem a ausência de dor, a pressa de recomeço e camuflou, de um jeito bem bonito a ferida mais feia e
aberta que havia.
Mas esqueceu que o tempo sabe onde ficam as feridas e quando tudo resolverá derreter, toda maquiagem
sumir, todos os curativos se tornarem ineficazes e provocar aquela imensa bagunça: a razão se perde entre tantos caminhos e nenhuma alternativa
realmente eficaz e o coração fala mais alto querendo gritar aqueles medos.
E aquela dor que sentia
quando fingia
que nada temia
Era corroída
na alma perdida
da dor sofrida
e por mim sentida
Eu tinha que mentir
Nada sentir
E fingir
que sou feliz
Não queria decepcionar
nem frágil aparentar
mas aquilo, ia me matar
Já está me matando
Por socorro estou gritando,
mas ninguém está escutando
Quantos dias mais eu aguento
todo esse tormento?
Certa vez se encontrou um homem numa rua deserta.
Ele se sentia só e machucado.
Estava cego de um olho e passava muita fome.
Aquele homem aparentava ter uns 70 anos, mas sua idade real era 41.
Ele caminhava pelas ruas sem parar.
Já havia perdido a noção do dia e da noite.
Já esquecera o cheiro da flor, a comida da mãe, o conselho do pai e o abraço do irmão.
Estava triste.
Durante anos ele procurava por alguém que o ouvisse e desse atenção.
Deixara um amor, um bem querer perdido na estrada.
Desejava morrer, como se a morte fosse vida.
Desistira da vida porque a vida já era morte.
Certo dia, como num sonho, alguém estendera a mão.
E esse alguém o pegou pela mão e o conduziu pra dentro de um carro.
Do carro, entrou num foguete, e viajara para o espaço sideral.
Pousara em um outro planeta, bem parecido com a Terra.
Porem muito mais abundante em flores, frutos e animais.
A moça que o colocara no foguete o pegara pela mão.
Se aproximaram de um rio azul.
Ela pegou um pouco de agua e tocara em seus olhos.
Pronto! Não estava mais cego!
A alegria havia dominado aquele homem.
Naquele rio ele tomara um banho e se vestiu com roupas limpas!.
Depois do banho a moça sorridente e acolhedora o conduzira a uma roda e o colocara no centro dela.
Lá Homens, mulheres e crianças sorrindo haviam dito:
- Fale!
- Fale tudo o que quiser!.
O homem passou 10 dias e 10 noites falando sem parar.
Depois chorou como uma criança e emudeceu.
Aqueles seres se aproximaram do homem e o abraçaram.
É ela se sentia sozinha, tão vazia, que chorar havia se tornado algo praticamente impossivel. Depois de tanto tempo trancafiada naquele quarto, tão cheio de lembranças, quase sufocando em sua dor, ela se libertou de sua propria prisão, foi sentir o vento e respirar os ares que há muito havia esquecido…
Pela convicção do que deixa-se no ar, simplesmente mandas-te embora tudo aquilo que sentia da vida deixando claro que foi a melhor definição até então, sentindo-se leve, sente-se sadia, feliz e cheio de vida aquela agonia passou, deixando claro que ser livre é ser tudo, livre e leve, eis como senti na própria pele tudo que não deveria ter sentido o tempo todo
Pensava nesse sentimento e, automaticamente, sentia o peso de todas as consequencias já causadas por seu errôneo uso.
Era errado, mas era nosso. Só nosso.
A inquetação que sentia, a vontade de mexer no teu tlm, este pressentimento... e tu ainda dizias que eu estava obcecada e com pensamentos injustos, mas a verdade é que o meu comportamento tinha justificação. Apenas estou aliviada, pk pelo menos descobri a verdade e levanto a cabeça e digo com toda a certeza " A CULPA NÂO FOI MINHA".
Cada vez mais acredito mais no meu SEXTO SENTIDO.
Ela se sentia como se algo que nunca tivesse a pertencido fosse roubado.. Como se seu coração gritasse de dor sem motivos. Ela acreditava em contos de fadas e descobrir que eles não existiam a machucou muito, e agora ela não acredita em mais ninguém, porque todos dão motivos pra ela desconfiar. Ela se senti triste, com uma vontade imensa de chorar, sua alma anda tão vazia que ela tem medo de investigar o porque desse sentimento tão rancorozo que não parecia ter um fim. Ela pensa em desistir, mas algo dentro dela diz que é pra seguir em frente, e ela faz isso não por opção e sim por obrigação da qual ela não sabe explicar, ela é alguém comum, ela tem sentimentos, ela sou eu.
Angustias da vida cega e encenada.
A alma gritava em plena madrugada e o corpo sentia os espasmos constantes de uma dor brotando que germina em poros secos, desidratados pela servidão contida em ares de completa solidão, o momento era de lagrima que escorre pela pele fria, tudo me ligava à morte, a sensação asfixiante e o conforto estofado da imobilidade abaixo da terra, é triste pensar na inutilidade da mente, existir e não ser nada, ser o que não se quer, sendo aquilo que me tornam aquilo que me tornei, moldado por chuva acida lapidado por mãos que percorrem o corpo, rasgando, sangrando, cicatrizes internas e externas, repletas de angustias, preso a sensação de diálogos mudos, a mímica paralitica de uma falsa expressão contida, eu grito em mim, pois me falta coragem para gritar em ti o que é obvio, as pálpebras que fecham aos que existem, morrendo na escuridão forçada dos olhos, em cena muda declamo o que sou, por expressões vazias, em cubos planos imóveis e tortos, a mão tremula sobre o papel risca a folha virgem, cravando traços de uma existência corroída, a tentativa de ser o que se pensa existir, a falsidade humana, a falta de calor em mãos gélidas, laços estabelecidos facilmente rompidos, pela falta de sentidos, quem sente sofre, pois sentir é ser frágil, é o que some e não volta, pois o medo da entrega submerge nosso intimo e se instala por completo em nossos nervos, eu tenho medo, muito medo de me entregar, pois o abismo que me separa, e infinito e amedronta quem espia seu interior, meu silencio emite ondas que perseguem quem grita por vida, eu suplico por ar, pois é de direito meu o ato de viver, observar o que me cerca e memorizar o que me afeta e tudo me afeta, pois sofro de sentidos, analiso e concluo não haver respostas para o que procuro, as línguas cansadas, a pele pálida, o chorar de magoa, dizer que amo é de mais para quem ouve, pois o medo da dor e tão grande, que a distancia é obtida como necessária para quem sente o que nos obriga a ser frios, fracos, tolos, doentes da alma, suicidas naturais, um salto livre e nu sobre pedras pontudas, aguardando a queda ansioso pelo nada seguido de sangue e lagrimas, assim existo, sou matéria orgânica, que ao final, apodrece em meio sujo, o que resta de mim são traços, fotografias e memórias alheias, assim concluo minha dor, existo e não existo, E-X-I-S-T-O! A existência é natural, o sentido que é oculto, a procura desgasta, exige do corpo e da mente, revela e confunde, compreendo minha loucura como necessária e obrigatória presença em meus dias de angustia e caretice, verifico que a solidão me persegue, e eu aprecio sua presença, por motivo de força maior é natural a dor, mais insuportável a falsa felicidade fingida e encenada, falsas personalidades, doces amargos, sensações fúteis de prazeres bobos e forçados por fatores abstratos, que nos levam a fantasias, que nos levam a dor, me exigem o sangue, o segredo intimo que percorre meu corpo, furtam-me a esperança de confiança no ser humano, furtam-me a existência, negam o direito ao grito, rotulam-me hermético, rotulo-te narciso. Pela manha percebo a vida, mais um dia que respiro, lavo o corpo e completamente nu sobre a face do espelho refletida à imagem que sou, percebo minha existência física, mais me foge a existência da alma, pois me é negado o sopro de vida, o peso de viver, comprime, esmaga, e eu desisto, sou fraco, me suicido, torno-me parte do circo, marionetes tolas, vidas manipuladas, frases feitas, poemas rasgados, gritos engasgados, vidas fúteis, o que sou então se não o nada, sou a morte fingida de pernas quebradas, sou a dor material, sou a lama, meus lábios gélidos beijam as bocas vivas retirando-lhes o resto de esperança, mordo-lhes a língua, sugo-te o sangue, finjo ser aquilo que desejas, e te possuo, pinto telas com as mãos, como maças, lhe atiro fogo e vejo queimar, pois estou morto, já me falta o ar, é a busca incessante de ser não é mais, já não existe, enterraram me vivo, sofro a asfixia de ser aquilo que um dia pensei ser.
