Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Difícil Deixar de Gostar de Alguém de Uma Hora Para Outra, Quando Está Fazia Planos Para o Resto de Nossas Vidas.
Eram pobres para os luxos maiores da vida e sabia que a idade lhes fazia mal. Viviam a si próprios o paraíso da pele, mapeando curvas e vales de espinhas e quadris. Não tinham tempo para o mundo, pois ser os consumia, obrigava-os a fugir da responsabilidade dos sonhos paternos, do subalterno, sofriam o custo de decidirem seus destinos mais de duas, três vezes ao dia. Foram tudo e de todos, juntos. Ela sentia falta do peso exato de seu corpo, da barba por fazer e de quando ele a empurrava contra a parede, tanto quanto os dias em que ele cozinhava de surpresa as mesmas coisas de sempre e fumava na janela do corredor quando estava chateado. O sorriso. A falta era igual. Sentia saudades de fazer de conta que sabia das coisas, de diagnosticar e fazer curativos no dedinho do pé dele, e de como ele realmente acreditava. A casinha de brinquedo onde ele disse tudo antes que o sol nascesse, o colchão velho, as roupas gastas, as cicatrizes. Dinheiro fácil que eles beberam. Foram suas mães, seus amantes, inimigos e traidores. E ela sofria de desgosto quando lembrava de escolher o que relevar, pois estar viva era o que lhe bastava.
"E aquele abraço que me fazia sentir que nada mais importava,e que tudo se tornaria lembrança,porque você tomou conta da minha mente."
Chega de velhas desculpas e velhas atitudes… Se levante da carcaça que fazia de cama, pare de se fazer de coitado, ninguém tem pena de você… Deus tem te dado forças e saúde pra você Vencer e não ser um dependente do comodismo!
(…) Fazia aquele friozinho lá fora. O céu meio nublado. E o dia estava lindo. Mais uma vez. Como sempre esteve. Sai um pouco de casa. E quando eu andava na rua, o vento gelado encontrava-se comigo fazendo cada fiozinho do meu corpo se arrepiar. Desejei naquele momento um moletom maior do que eu pra diminuir o frio. Mas antes do moletom eu queria você. Um abraço daqueles que conforta. Um abraço daqueles que aquece e faz todo o frio ir embora. O vento estava forte, e gelado. Eu cruzava os braços esfregando-os um no outro pra esquentar-me um pouco. Mas na verdade, eu queria mesmo que você estivesse ali. Com certeza serviria mais do que o moletom. Pois além de esquentar o meu corpo, faria o meu coração acelerar. Se você estivesse ali, quando meu cabelo caísse no olho você o colocaria atrás da minha orelha. E eu ia sorrir pra você como forma de agradecimento. Receberia um sorriso seu também, com um beijo na testa logo depois. Seria perfeito. O frio continuou até a noite. E a minha vontade de te ter comigo também (…)
AMIGO POETA
Ouvia falar de um poeta que sofria
E tudo que ele fazia
Era lamentar pelo que perdia
Quando uma oportunidade aparecia
Vinha um acontecimento que lhe entristecia
Um dia ele resolveu falar
E para todo mundo gritar
O que o realmente sentia
E porque palavras tristes escrevia
Escrevia para a solidão que lhe rondava
Escrevia para aquela que realmente amava
Escrevia para seu pai que tinha se afastado
Escrevia porque estava apaixonado
screvia porque sentia medo
Medo de sofrer
Talvez medo de viver
Medo de ter medo
Medo de ser o que é
Medo ser Poeta
Ela queria saber porque o que ela fazia nunca era valorizado, por que o amor existia nela mas sempre de uma maneira tão cruel?
MÃE
Mãe, tão singela e bela
Tu eras aquela
Que se fazia amar
Eras feita de amor e carinho.
Nos aconchegava ao teu ninho
Para histórias nos contar
Tinha um jeito especial pra falar
Que nos fazia transportar ao mundo irreal da fantasia
Éramos da história, imaginários participantes.
Engraçado, é que nos sentiamos lá.
Lembrar disso tudo da saudade,
das brincadeiras, das nossas alegrias.
Mãe, tão frágil às vezes.
Sofrida se nos via doentes
Forte, se necessário para nos defender.
Ó minha mãe.
Minha querida mãe
Partiste, foste viver tua história
Ao lado de Deus.
Só nos restou a saudade
das histórias da nossa vida
Vividas ao lado teu.
Se a vida me dava um limão, fazia dele uma limonada. Embora no percurso tenha recebido um pomar inteiro de limoeiros, não deixei que os espinhos escondessem a fruta, e acrescentei o doce de meus sonhos para beber o refresco da esperança.
Ele a fazia perder suas inspirações, a fazia procurar as palavras certas, com um pensamento que ia além. Perdia tempo imaginando qual seria sua reação ao lê-la.
O que ele exatamente iria demonstrar quando as mãos, nos naqueles cabelos desalinhados, passassem só para bagunçá-los num ato de carinho.
Às oito horas ele ia trabalhar.
Às dezoito precisava estudar.
Mas sonhar, ah ele o fazia
Tanto à noite quanto ao dia.
A BOLA DA VEZ
Estava uma bola rosa em casa, fazendo o que sempre fazia. Quando ouviu um barulho bem baixo vindo da parede colorida de seu quarto. Era uma fada. Uma fadinha presa. A bola desesperada queria ajudar de alguma forma aquela fada, com uma voz tão doce.Tinha medo de quebrar a parede e machucar a pobrezinha. Mas não tinha outra opção. Pegou o martelo mais pesado que encontrou nas ferramentas do papai Bolão Azul e libertou a fadinha sem nenhum arranhão.
Foi mágico, assim que a fada saiu da parede, a parede se reconstruiu e a fadinha a agradeceu muito. Elas começaram a conversar e a pobre fada disse estar presa ali por causa de um feitiço que uma rainha rogou. A rainha parecia boa e confiável, sempre cheia de certeza e razão. Com argumentos para qualquer circunstância, aparentemente sem motivos para desconfiança.
Por trás de tudo isso, tinha alguns planos malvados para enaltecer seu nome nas costas da doce fadinha. Maaaas... A fada era doce e não boba! Percebeu na hora que a rainha era má e que seus planos geniais eram estratégias que usavam a pobre fada como ferramenta.
Sem pensar duas vezes, a fada, com toda a sua inteligência quis cair fora dessa situação. Foi então que a rainha descobriu e prendeu a fada em uma parede aleatória, de um quarto aleatório de um lugar qualquer. Pensando que ninguém nunca ouviria seus gritinhos melodiosos. O poder da pobre fada estava interrompido enquanto ela estivesse presa.Eis que a bola rosa ouviu o grito e a libertou.
Depois que a bola ouviu essa história, ficou chocada e com muita, mas muita raiva da rainha e de seus aliados. Mas nada podia fazer. A não ser ficar ao lado dessa fada doce que não merecia nem o vento do inverno, que insistia em dificultar seu vôo jardins afora.
A rainha, toda cheia de si, jurou que a fadinha aparentemente frágil e sem defesa, faria um chamado para voltar e pediria desculpas por aquilo que nem se quer tinha feito. E ficou surpresa ao não receber nenhum tipo de notícia. Seus aliados, cujas cabeças tinham sido literalmente programadas para obedecer e concordar com a rainha, começavam a desacreditar em seu “tamanho poder” e foram a abandonando aos poucos. Ela, toda orgulhosa, aparentemente não deu bola pra isso. Afinal, jurava que continuaria “poderosa” mesmo sem ninguém ao seu lado.
Por fim, a rainha acabou sozinha, sem amigos e sem aliados. Quase entrou na depressão. Só então, depois de ter que passar por tudo isso, resolveu pedir desculpas para a fada. Mas a fada, madura, disse que ela não lhe devia desculpas alguma e que o tempo já havia lhe castigado o bastante para ela aprender. Enfatizando que as coisas jamais serão como sempre foram antes de tudo isso, mas que a convivência é sim possível desde que haja respeito de espaço e opinião.
A rainha ficou impressionada com a atitude da fada, mas depois de tanta coisa, concordou com as novas “regras”e elas viveram neutras enquanto foi possível.
A bola nunca mais se separou da fada, sua confidente e melhor amiga e viveram unidas para sempre.
Dói né, ver todas a declarações que ele fazia pra voce sendo feita para outras,
Dói muito mais você sentir-se só mais uma...
Tentei consertar minha vida de muitas maneiras. Já tentei esquecer o que o vento me fazia lembrar, já tentei estudar o dia todo, já tentei voar, já tentei ficar sem comer 3 dias, já tentei usar o mesmo sapato todo dia, já tentei ajudar a todos ao me redor, já tentei posar de perfeita, já tentei muitas coisas, tantas que de muitas já nem me lembro mais.
Aí parei de tentar coisas impossíveis e comecei a aceitar que tenho limitações.
“O jeito como ele me fazia rir era diferente. Ele tirava de mim os sentimentos mais escondidos que eu podia imaginar ter. Sei que jamaias conseguiria achar alguém igual a ele, ou quem sabe usar o clichê ”nunca” de uma maneira diferente. Mas eu estava certa, jamais teria outro alguém no mundo igual a ele. Que tenha o riso mais perfeito, ou o jeito irritante mais encantador. Seria difícil achar outro alguém que fosse pra mim que nem um quebra cabeça, que o que eu não tenho, esse tal alguém encaixasse. Não como ele
Então me afastei de tudo que me fazia mal , que me deixava angustiada , que me dava medo , e me sinto melhor agora .!
