Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Aquela obscuridade da sociedade me fazia cada vez mais querer fugir dela. Cada vez mais, cada vez mais aquilo me contorcia de dentro pra fora. Espremido minhas entranhas me fazendo a alma morrer, sem ao menos saber de fato o que era viver.
NOTA DE UM FONEMA
Era noite...
E o fonema de uma sanfona
toda em tema...
Fazia se ouvir pelos pensamentos,
cabelos marias-chiquinhas e diademas.
Enquanto a musica bradava
tomando espaço do salão...
A velha vitrola com sua pilha cansada,
atontava o dono d'aquela canção.
Entre uma nota e outra, timbres,
suspiros, passos e contrapassos...
Saias rodadas rodavam, rodavam
arfando seus desejos na marcação.
Enquanto isso... Olhos siricutiavam
a desenvolturas dos ventos, junto
aos buchichos e o fulgor dos desejos
e os tics-tacs sonhado do coração.
Antonio Montes
Num destes dias frios de inverno peguei no roupeiro um casaco que só havia usado uma vez e, já fazia algum tempo. Para espanto meu, tinham duas marcas muito profundas e simétricas na altura dos ombros. Fui na loja para perguntar o que poderia ter acontecido e, prontamente me esclareceram: Falta de uso, estas marcas é do cabide. Perder um casaco por mal uso, por derramar comida, refrigerante, esbarrar em uma porta suja, tudo bem é acidente, mas perder sem aproveitar, ter que abandoná-lo por tê-lo abandonado no cabide, é no mínimo, desagradável. Isso me fez pensar nos amigos que tenho guardado, mesmo que seja no armário do coração, estão guardados e sem uso. Eles não têm sido amarrotados de abraços, muito menos molhados de lágrimas de felicidade, nem mesmo estou desfilando com eles por passarelas das conversas. Hoje mesmo quando chegar em casa, vou ligar e ver se visto a amizade de alguns antes que as traças da saudade tomem conta até ficarem cheios de buracos nas lembranças.
O balanço do mar me fazia sonhar o balanço do mar me fazia sonhar. Vivendo sobre a morada do sol. Sobre aonde o sol nascia e morria. Eu então escrevia sobre tudo aquilo. Enquanto as gaivotas voavam sobre a linha do horizonte.
Sempre achei clichê e monotona essa história de principe encantado. Ah, más os super heróis me faziam querer gritar. " Hei vem me salvar"!. Eles não são perfeitos! Más encaram uma guerra com os monstros mais escabrosos do planeta por uma garota ou por aquilo que acreditam! Ele é o meu herói! Ele salva meu coração de uma maneira que ninguém mais pode! Ele tem o poder de derreter toda geleira encrostada aqui dentro! Ele nem precisa voar tão alto pra conseguir trazer meu sorriso de volta. Ele é assim! É quem faz sentido em querer ser feliz, más tão tolo que mal percebe que o sentido de ser feliz é ele! Gritei por ele,esperneei pelo mundo, e chamei varias vezes bem baixinho com o coração sangrando na mão. E ele veio. Porque mais louco que seja eu sabia que ele existia! E o melhor disso tudo é que além dessa creaturinha ser meu Super herói, é ainda o amor da minha vida.
Para o meu herói Renan.
A gente sempre vai se lembrar daquele amor
Sim, daquele amor que fazia o coração da gente acelerar
Que fazia suar as palmas das nossas mãos
Que punha geada na espinha
e fogo no coração...
... A vida segue seu rumo
Por mais sem prumo que ela seja.
O sol nasce,
corremos atrás do vento.
Mas quando repousamos no silêncio
que antecede o sono,
mesmo aqueles ausentes de sonhos conscientes,
invocar aquele amor
é o último balbuciar do nosso pensamento.
Mas a vida segue seu rumo no barquinho sobre o mar.
E temos que seguir com ele
Mesmo que sem ele...
O nosso velho amor de sempre!
Tive excessos de amores rasos. Porque fazia de romances passageiros um amor pra vida inteira. Sem saber que um amor assim só acontece uma vez.
A garota esquecida
Era uma menina?
Fazia a lição;
Era uma garota?
Passou na faculdade;
Era uma mulher?
Se casou e teve filhos;
Será que ela esqueceu?
Ou só não quer se lembrar,
de coisas desnecessárias,
Ou coisas não importantes,
Que não a interessem.
Ela faz isso de propósito?
E fica essa dúvida,
Que...
Nem mesmo ela pode responder?
Ou quem sabe ela sabe e não quer falar.
(autoral)
" ... então, parei com tudo que me fazia a alma agitar...
Calei a voz do meu lamento, e só a alma falava ...
Enquanto eu o ouvia, caminhava por entre as alamedas de mim mesma, sendo guiada por aquele sussuro indescritível que me levava até a claridade dos meus pensamentos, me mostrando a saída. "
Quando vi, fazia noite, fresca, com vento de "quase" novembro...
Quando senti, fazia um friozinho que me puxava para os lençóis dos seus pensamentos.
Quando, agradeci e pedi:
Obrigada Senhor por mais um dia e por favor, continue aquecendo meu coração, dando-me o privilégio da vida e mantendo-me essa (a)colhedora de estrelas, toda noite de os todos os dias...
Àquela noite estávamos em frente à praça, fazia frio e era noite de Lua cheia. Ao som do teu violão eu sonhava acordada. Eu era a solidão em busca do teu coração.
E fazia de um coração a mais pura sinceridade. Da distância que curava as lembranças de uma simples verdade.
Mas pra que precisará ter olhos, se o seu sorriso é o mais belo que já conheci?
Dos lábios mais suaves que já beijei... Do corpo mais aquecedor que já abracei...
E agora o que restou?
Lembranças de um passado que não aconteceu. Na verdade, aconteceu, mas era indiferente.
Hoje fiz de uma grande lembrança, uma poesia. Pra você, por você!
O sentimento é algo mais belo que existe. Que existiu, quem dera se ainda existisse.
Eram modestos recortes de lembranças do seu passado que a fazia chorar. Debruçou-se sobre a cama, as lágrimas escorriam e sua alma clamava um amor. Mais difícil que calar as vozes do mundo é acalmar a do coração. E sob o eterno dilema de ouvir os gritos vorazes da razão ou ouvir o lado de dentro que fala mansamente, mas com intensidade avassaladora, ela se mantinha confusa. Ninguém melhor do que nós mesmos para saber o que nos traz paz, o que nos acalma, o que nos alivia. Acontece que não é fácil encontrar esse abrigo, as tempestades são fortes, os medos ainda maiores, mas haverá um abraço que aliviará. Todo mundo hesita com medo de se entregar, a dor da decepção marca fundo, mas a alegria do amor é ainda mais profunda. E, sim, vale à pena confiar de novo, amar de novo, viver tudo novo de novo. O detalhe que se perde na vida definirá a página da sua história, o seu "não" hoje, pode ser a sua solidão amanhã, por isso, diga sim. Arrisque, vai que é dessa vez. confiastes tantas vezes nos errados, vai que agora seja o certo, tenta, pode confiar, nada é por acaso. E falando em acaso não espere por ele, vai lá e diga sim eu quero. Quero ser feliz, transbordar, quero viajar e quero que vá comigo, não sei o destino, mas quero que esteja lá ao meu lado. Um dia de tantos recortes na sua história alguém chegará e dará "play" e, enfim, a sua história de amor começará e não haverão pausas, pois será algo único e para todo o sempre. Acredite ainda há amor.
Ontem, fazia um calor escaldante e o povo implorava pela chuva ausente. Hoje, surgiu uma chuva intermitente e o povo roga pelo Sol incandescente. A insatisfação é inerente à raça humana!
Quedas...
As vezes algumas quedas aconteceram,
Tinha que ser assim,
Fazia parte da minha história,
Do meu aprendizado,
Não seria importante se não fosse um motivo para
erguer-me,
Com mais força, determinação e maturidade,
As quedas são as provas da superação de cada um de nós,
Desde que queiramos compreender o quanto somos fortes...
Historia do Escoteiro e da Bandeira Branca.
Havia um escoteiro muito esperto que fazia tudo que mandava.
Certo dia caminhando, encontrou uma faca amarrada com uma bandeira branca.
Na sua mala nao, cabia os dois, devia escolher a bandeira branca ou a faca.
Porem o amarra esta muito apertada e nao queria se separar.
Era uma amarra verdadeiramente bem feita e segura alem dos limites.
Entao o menino resolveu rasgar a bandeira branca.
Ao segurar a bandeira branca, ele se corta e o sangue começa jorrar, descer.
Sem saber o que fazer larga a mala e sai correndo enrrolado na mao a bandeira branca com o punhal da faca.
Assim cai em uma vala entre dois rios onde a amarra começa a afrouxar diante a agua e as feridas cicatrizar.
Tudo acontece rapidamente e logo chegam os outros escoteiros para socorrer seu amigo.
Primeira coisa que pegam, objeto a faca, depois seguram na bandeira e puxam o menino.
Quando chegado no acampamento e acordado, o menino fica com medo de ser reepreendido.
Mandam chamar o menino, pegar a bandeira e enrrolar na faca e enterrar firmando entre arbustros e troncos.
Falam para aproximar o menino para frente da tropa ou grupo de escoteiro e enrrolam o escoteiro cheio de bandeiras brancas.
Estando todo enrrolado de branco, falam para colocar um punham em cada ponta da bandeira.
Depois de fincado os punhais na ponta da bandeira, todos os escoteiros fazem uma fila em volta.
Tirando cada um, um punhal e dizendo perdoe Deus a mim e meu proximo por nao ver nossa bandeira branca em nossos punhais cheios de espinhos e pecados defeituosos.
Conclusao estamos sempre julgando os descuidos e erros dos outros como have-se de ser a gente perfeito mas nao vemos que tambem erramos quando podemos fazer algo mas achamos maiores que nossas obrigaçoes solidaria ao proximos e responsabilidades solidarias publicas sociais, mas tudo que se faz e deixa de se fazer seremos cobrados por plantar tais atitudes em nossos comportamentos assim Deus vai medir e cobrar e depois assim constantemente perdoar, se de verdade buscarmos ser perdoados.
Autor: Eron de Sousa Tavares
O BANCO
O banco,
Assento,
Descanso,
De ferro,
Madeira,
Pedra,
Jesus fazia banco?
Jose fazia com certeza!
O banco,
De pedra,
Na pedreira,
De areia,
No mar,
Encalho,
De riqueza,
De morte,
De azar,
De sorte,
Na marinha,
Na geologia.
O banco,
Do réu,
Do assassino,
Traficante,
Violentador,
Quem se esqueceu de amar o próximo,
Quem sairá impune,
Matara novamente,
De Judas.
O Banco,
Do dinheiro,
Da divida,
Da hipoteca,
Do roubo permitido,
Da transação.
O banco,
Que salva vida,
Do vermelho,
Da doação,
Do sangue,
Da reposição,
Da medula,
De órgãos,
Que devíamos ajudar,
Mas não fazemos por medo,
Por egoísmos,
Por covardia,
Seja lá por que for.
O banco,
De informação,
Do chip,
Do satélite,
Dos dados,
Que permite a conexão,
De você saber o que penso.
Também tem o banco do romântico,
O banco daquela praça,
No formato de jacaré,
Onde comia pastel,
Tomava cerveja,
Com a minha amada
Que agora me deu saudade,
Da amada ou do banco?
André Zanarella 09-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4628002
Bastou apenas um olhar perdido em meio à timidez que se fazia presente
E a cada palavra pronunciada um encanto foi surgindo
Em meio a pequenos gestos de carinho e a descoberta de desejos
Um emaranhado de sentimentos e um medo diferente
Embalada ao som da noite caindo e adormecendo ao ritmo do seu coração
Encontro abençoado pelo brilho da lua que iluminava e o mar noturno.
Paralisando a emoção e os olhares fixos pelo reencontro.
