Fantasias
Oh poeta
De palavras doces
De alegres fantasias
E gestos precoses
Tivessem os Deuses te enviado
Numa outra altura
Não destilava eu certamente
Agora esta amargura
Oh poeta dos olhos brilhantes
Olhos que falam
Olhos gritantes
Quisera eu perder-me neles um dia
E desde então,
Existo nesta agonia
De não saber existir
Oh poeta, doce poeta
Que em mim vês a salvação
Não vês que minha alma doente
Em busca de absolvição
Renegará mil vezes o prazer
Pois na esperança
De merecer um dia mais conhecer
Este é meu fado
Meu jeito triste de ser...
MALDITAS BRUXAS OU NÃO
Há quem diga que elas não existem
Que são invenções ou meras fantasias
De gente fraca, mentes de pouca fé
Talvez seja isso ou não
Mas eu acredito e até conheço algumas
São seres invejosos, perversos, impiedosos
Mesquinhos, de tamanha desumanidade
Elas que ardam todas no inferno
Só provocam dor e infelicidade
Onde antes existia alegria, paz e amor
Malditas todas as bruxas ou não!
MESCLAS
Sonhos, fantasias enleiam-se no espaço
Onde a poética consente a inconstância
E o olor se confunde com tal fragrância
Do agrado, se atando em um compasso
É o cerrado que persiste na exuberância
Nos dando o belo como fonte de regaço
Em um multifário dum variegado espaço
Nos mostrando a sua total significância
Se de pronto não se percebe essa beleza
Um dia verá ainda a importância e riqueza
Que tem o vário sertão e sua circunstância
O encanto, agigantado e peculiar sentido
Vestido do mais diverso e do belo colorido
Que a todo momento é valente instância...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/02/2022, 12:00 – Araguari, MG
Quem é iludido pelas fantasias da vida, sem a sabedoria em reconher os verdadeiros princípios e valores, enfrentará muita decepção e sofrimento.
Você precisa mais de mim do que eu de você. Sem mim, suas fantasias idiotas desaparecem. Mas, sem você, posso viver uma vida de verdade.
A psicologia evolutiva pode ser protociência ou pseudociência. A popular é uma pilha de fantasias, algumas falsas e outras incomprováveis. Por exemplo, é falso que as desigualdades sociais sejam determinadas pelo genoma, que todos somos basicamente egoístas e que temos deixado de evoluir por uns 40.000 anos, de modo que somos “fósseis andantes”, que sentimos, pensamos e agimos como se estivéssemos defendendo-nos de leopardos. Veja “Evoluti e Abbandonati”, de Telmo Pievani, publicado em 2014.
O considerável tempo gasto alimentando-se fantasias imagine o que não traria se aplicado na busca pela verdade em tempos atuais e propícios pra isso.
Em minhas fantasias eu entro em seu quarto na calada na noite, tão imperceptível quanto uma sombra, e então eu esfaqueio seu rosto até que você morra com falta de ar no próprio sangue.
E gravaria muito bem sua expressão de dor e desespero na minha memória, para nunca esquecer a minha vitória.
Provérbios 12.11: Quem trabalha com dedicação tem fartura de alimento; quem corre atrás de fantasias não tem juízo. (NVT)
Nem tudo são sonhos ou fantasias, as vezes só basta você acredita e lutar pelo que você quer...
Ou então... Deixar ir.
Entrega
Entregue-me todas as suas fantasias.
Sem medo e sem vergonha me confie
e os seus segredos mais atrevidos.
E se me desejares tua
assim como eu te quero meu,
então me faças para sempre tua,
porque dentro de mim
tu serás para todo sempre
unicamente meu.
Tudo é sonho, você foi além que isso uma ilusão de minhas fantasias.
Mesmo assim não deixarei de te amar eternamente.
VIVER ENTRE MUNDOS DIFERENTES
Viver em mundos diferentes, entre sonhos, fantasias, introspecções e a realidade - é mais comezinho do que pensa a nossa vã filosofia. A coexistência de diferentes mundos na nossa vida começa cedo na infância e se estende com nossos pensamentos inquietos da juventude, dos tempos de adultos e com mais intensidade na velhice. Por serem assim, esses mais diversos casos são tratados pela ciência, pela filosofia, pelas artes e por muitos outros campos de conhecimentos.
A psicologia, através de Sigmund Freud, explora o papel dos sonhos, sugerindo que eles são uma janela para o inconsciente. Carl Jung também investigou os sonhos, mas focou nos arquétipos e no inconsciente coletivo.
A filosofia, como Platão, refletiu sobre a natureza da realidade e a distinção entre o mundo dos sentidos e o mundo das ideias. Enquanto Descartes questionou a certeza do conhecimento sensorial, propondo o famoso “Cogito, ergo sum” (Penso, logo existo).
Nas artes, Franz Kafka em “A Metamorfose” tratou de mundos surreais que coexistem com a realidade cotidiana. No cinema, filmes como “A Origem” e “Matrix” investigam a linha tênue entre sonho e realidade.
Esses diferentes campos de conhecimentos e muitos outros não menos importantes mostram que a interação entre os mundos internos e a realidade é uma parte intrínseca da experiência humana, influenciando nossas emoções, comportamentos e percepções de maneiras complexas e interconectadas.
É fato que os sonhos interferem em nossas ideias e cenários sem as limitações da lógica e da realidade. Isso pode nos levar a pensamentos mais livres e criativos, permitindo que a mente experimente novas possibilidades. No mundo dos sonhos, as emoções são intensas e as experiências vividas têm um impacto direto no nosso estado psicológico, deixando uma marca na mente e no coração.
Ser alguém que existe em outros mundos mais intensamente do que no mundo real, explorando aspectos de si mesmo – paixões paralelas que não deixam oportunidade de alguém não poder expressar na vida cotidiana uma forma de escapar das pressões e limitações do mundo real, que não se permita ser quem realmente é, sem julgamentos ou restrições, essa dualidade é desafiadora. A linha entre sonho e realidade é tênue, e se alguém não questiona o que é real e o que não é, pode ser difícil equilibrar as duas vidas, especialmente se os sonhos começam a influenciar as emoções de sua identidade, tal fator se torna empecilho para encontrar um equilíbrio entre fantasia e decisões racionais no mundo real.
Essas pessoas que pensam assim vivem uma profunda e verdadeira introspecção. Pensam e se envolvem com ideais de beleza, de sucesso e felicidade, com vidas ilusórias de imagens esculpidas, efêmeras, tangíveis com as quais estão inclinadas a conviver. Vivem de simulação, onde os signos e os símbolos substituem a realidade por representações não verdadeiras da essência das coisas, pois carecem de profundidade e significado, onde a aparência se sobrepõe à realidade, criando uma desconexão entre o ser e o parecer. Vestem seus rostos com máscaras que não mostram um ideal tangível na busca de uma vida autêntica e significativa, uma existência baseada, nas suas próprias vulnerabilidades e não na verdade e na liberdade de uma vida factível.
Assim, o confronto das ilusões de mundos diferentes projetados pela nossa mente. nos tira a profundidade da experiência humana de vivermos de acordo com nossos valores e verdades mais profundos.
É preciso se livrar dessas fantasias, quê tempos melhores virão, se nós não criarmos tempos melhores, nada vai acontecer.
