Fantasia e carnaval
O carnaval escondeu a dor de bar...
...ganha do que é mora...
...lista visto em par...
...cela se prendendo ao não.
Até quando?
Isaias outro dia quis implicar nostalgia e folia, confraternizar.
Vem... E faz do meu triste inverno carnaval, mostra todo o meu mapa astral, e diz que ele só encontra você! Vem muda o rumo da minha, transforma minha rotina, e faz de minha vida o seu bem querer.
O ano começou. Carnaval acabou. O coelhinho já deixou os ovos e se foi. Agora é minha vez... Que venha o dia das mães! Esperando ansiosa, porque ser mãe, é ser boba também.
A maioria das pessoas trocam de amores a cada mês, a cada temporada de férias, no carnaval, na primeira dificuldade a dois,...
Essas pessoas entenderam errado o ensinamento cristão, e vão amando o próximo, o próximo, o próximo, e assim por diante. É preciso saber lidar com as vírgulas nos relacionamentos para conhecer o que é o amor. O amor pode estar no final do parágrafo e ser assunto de um texto inteiro. Assim, não é preciso desistir dele na primeira pausa(virgula). Bom, talvez, agora, eu poetizei muita coisa. Porém, "as pessoas falam demais e não tem nada a dizer". Falam muito e ouvem cada vez menos. E é por não agirem como dizem, que suas palavras perdem o valor.
É fácil dizer que se preocupa, é fácil dizer que vai mudar, é fácil dizer que ama,... Difícil é, no convívio, transformar tudo isso em realidade.
Como não escrever sobre você que transformou o meu ano inteiro num carnaval? Você desfilava e eu queria enfiar a minha cabeça em qualquer buraco.
Ligo a televisão. Plumas, pedrarias, dourados – é o desfile do carnaval milionário. Os holofotes estão tontos, tonto o cinegrafista porque os apelos são excessivos, tudo é importante, focalizar o passista é perder a mulata que já vem vindo no auge, fantasia de estrela, hora e vez da estrela no carro de glória mas cuidado! Lamês e lantejoulas não cubram os seios, o ventre, o traseiro – câmera abre no traseiro rebolante.
Carnaval
Entre penachos, confetes
Sobram do repicado de papel
Partes de um coração partido
Uma multidão e sozinha
O espírito tocando uma música de jazz
Enquanto que lá fora o tempo não passa,
ritmado por um Tum Tum universal
Todos sabem que tudo pode ser apenas fantasia
Máscaras podem ou não cair
Podemos encontrar um Pierro
Ou um bêbado perdido tanto quanto nós
Mas, nos embalemos na folia
Nos cercamos da serpentina que nos arremessaram
E vamos pular, pois embora nossa música seja um solo
É com cada instrumento que compomos a orquestra.
Nessa vida de carnaval, o samba que se dança, tem que ter ritmo. Sem ritmo, tudo nunca passará de um desafinado batuque.
Morre no carnaval
Não quero mais do que escapar.
Saco, é domingo já ?
A que ponto se pode chegar?
Ah, olha na Tv, o carnaval ta lindo!
Todo mundo sorrindo, alguém morre, mas não ligue, é cedo pra ligar os pontos.
É cedo demais até pra pensar.
É carnaval, não se importe!
O verão ta forte, esquece um segundo tudo o que perdeu e vem com a gente ser feliz.
Para de cantar sozinho, vem rimar comigo.
Não quero!
Fico fechado, sei lá, talvez eu goste.
E daí que é carnaval?
Eu tenho que ir, mesmo quando alguém morre?
E daí que alguma coisa rima?
E daí que eu... só gosto.
Talvez eu só queira mesmo é escapar.
Do mundo de fora e de dentro, escapar.
Olha só a Tv. O carnaval ta lindo.
"Eu é que fiz bem
Em não ser amor de carnaval
Na vida de ninguém
E depois ser lançada como cinzas
Na quarta feira
Amor de carnaval não existe
No carnaval se usa
Nunca se ama
Que bom estar em casa
Paz, calma
Longe da ilusão, da decepção
Que bom é dizer não
A um amor de carnaval."
Rio cenário
Amanhece os 40 graus
De luz e melodia
É ginga de samba, carnaval
Do Tom ao Vinício ousadia
Garota de Ipanema sensacional
O Rio das esquinas e botequins
Da cultura capital
Arcos da lapa, madame Satã, Maria
Do fim de tarde na lagoa, parque dos patins
Aquarela de nostalgia
Chico, beco das garrafas, Copacabana
Chapéu de palha, Cartola e Noel
A magia do despacho da cigana
Drummond mineiro um carioca fiel
Madureira, cidade maravilha
Burguesia, favela em confraria
Matas, aterros, baia e suas ilhas
Rio de Janeiro canção e poesia
O nosso amor é vendaval. É correnteza sem direção. É amor de carnaval que ultrapassa as quatro estações.
Não existe som mais espetacular do que o de uma bateria de escola de samba na época do Carnaval. Sempre mexeu comigo e faz o sangue correr mais rápido e mais quente nas minhas veias. A bateria de grupos de jazz não me toca a mínima.
"Se futebol, carnaval e samba são as coisas mais tipicamente brasileiras, então o Duguin tem razão: ele é mais brasileiro do que eu. Mas não custa lembrar que quem fez dessas três porcarias os símbolos do Brasil não foi o povo: foi o Departamento de Imprensa e Propaganda da ditadura Vargas."
Utopia de Carnaval
Começando a agitação
O verdadeiro ritual
Nesse país de foliões.
Forrozeiros, batuqueiros arrastando as multidões.
Como um vento noroeste sem direção.
Verdadeiro furacão enraivecido
Destruição,ruínas caída por terra..
Traições, desilusões,lamentações, desespero.
Lâmina crucial amolada.
Onde podia ser alegria, hoje não mais.
Droga....maldita droga!
Sábado, domingo não importa, vencido pelo cansaço???
Jamais!
Segunda e terça ai que alegria, mesmo já vendo
tanta desordem, dentro da real fantasia.
Apenas Euforia!
Ai vem a Quarta- feira- bailando ao vento
Espumantes em movimentos
Só restaram cinzas de uma Utopia!!!!
