Fantasia e carnaval
Somos Portela e Mangueira
Alegria na quarta-feira
Mas não te faço carnaval
Pois carnaval é fevereiro
Faço-te pagode para o ano inteiro
Carnaval
O bloco para curtir
São leituras e poesias
Dos meus afazeres pendente
Fique apenas com meus compromissos
Só resta curtir
Os cantos dos pássaros
No final de tarde.
O Carnaval é a única festa universal que pisa no preconceito, e só enxerga brilho, cores, e dar ênfase a voz de todos num único deslumbrar de alegria.
O carnaval é um grito humanizado. Não discrimina cores, nem brilho, e engaja todos num único abraço de amizade, onde todos com seu olhar se sentem belos.
UM DIA DIFERENTE ENTRE OS DIAS DE CARNAVAL
Frustrações, ilusões, cores sem vida com falsos amores, é o que vi
Toda essa energia se afastou quando eu te encontrei
Vamos sair daqui e construir uma viagem mais interessante
Sabores, amores, vidas com cores, conexão de verdade com amor e amores
É bom ter você aqui, a sua positividade e o seu sorriso tomaram conta de mim
As estrelas, as árvores, a lua e todo o multiverso então olhando para nós
Desejosos em saber se hoje iremos cantar, se amar, viajar além do tempo ou navegar para outra dimensão, somos um, uma perfeita conexão
Acordamos mais uma vez no meio do nada e construímos uma nova ideia de vida totalmente livre de tudo que era entendido como o conceito de realidade, sem perceber na nossa simples troca de olhares observou-se que a energia que vibrávamos um para o outro era algo muito maior que uma simples amizade, mudamos a nossa perspectiva de realidade, avançamos muito no tempo e no fim concluímos que o tempo nem existia
Essa realidade que criamos a partir da nossa perspectiva nos ouviu e nos permitiu se conectar com toda a energia positiva disponível em nosso universo, mas queríamos ainda mais, queríamos sentir todo o multiverso e toda sua energia, então decidimos se esvaziar de nós mesmos, tiramos de nós tudo que tínhamos de valor em nossos corpos, tiramos nossas roupas, deixamos tudo no quarto e fomos caminhar totalmente descobertos na madrugada totalmente despreocupados; foi então que sentimos uma conexão intensa com o multiverso, éramos tudo e tudo fazia parte nós
Na madrugada enquanto caminhávamos conseguimos escutar todo o multiverso, estávamos totalmente conectados com tudo ao nosso redor, uma energia incrível, uma sensação e poder que eram difíceis de se descrever
O rio coberto pela neblina nos convidava para se banhar em suas águas que naquele momento não estavam geladas
As árvores incansavelmente nos convidavam para conversar sobre o seu papel na natureza e elas mesmas nos diziam formas melhores para se cuidar da natureza
Os poucos animais que encontrávamos na madrugada eram bem harmoniosos e alguns deles nos conduziam para mais profundo na floresta e na medida que percebiam que não temíamos nos revelavam verdades que na cidade não se compreendia
Continuamos a caminhar na madrugada e percebermos que o fato de ser era muito mais gratificante e verdadeiro que ter, pensávamos sobre nossos caminhos, escolhas, verdade, realidade, ilusão e a nossa conclusão foi que nada existia, era tudo uma ilusão
Apenas eu, você e tudo que estávamos construindo e vendo naquele momento a partir da nossa perspectiva poderia ser algo que daríamos o nome de realidade
A lua estava lá, com toda a sua majestade, mas dessa vez foi ela que parou para nos observar
Criávamos e moldávamos a realidade da maneira que queríamos e quando tentávamos falar de nosso multiverso aos residentes, nenhum deles nos entendiam e diziam entre si “Eles são diferentes dos seguidores do sol e adoradores da lua, olhem para essa grande massa de energia, eles não são limitados ao espaço-tempo, eles não são daqui.”
Resende, 05 de março de 2019.
O sorriso não é uma alegoria de carnaval, é uma passarela onde a alegria pode e deve desfilar o ano inteiro.
É toda alto astral
Sereia de água de sal
O samba enredo do meu carnaval
É brincalhona até falando sério
Um livro aberto cheio de mistérios
Não sei tocar a mais pedida
Eu não uso roupa colorida
Saio depois do carnaval
Chego em casa e olho a geldeira
Nem me importa se e sexta-feira
Sento pra ver qualquer jornal
Meu coração carnaval
Faz de tu minha marchinha favorita
Te convida pra sambar na sintonia
Do meu peito quando tu se aproxima
O PASSAGEIRO DA AGONIA
Nunca gostei de carnaval. E depois dessa paradinha... Num sábado de Zé Pereira resolvi pagar uma fatura do IPTU, tinha esquecido, podia ter deixado para quarta-feira, mas, muito certinho, pontual em meus compromissos, com medo de pagar juros, fui no sábado mesmo, quase carnaval, mas no Brasil tem isso não, de depender é carnaval o ano inteiro. Resolvi ir, fui no guarda roupa e peguei a primeira camisa que me veio a mão, casualmente uma camisa do Náutico, time pelo qual nutro alguma simpatia, torcedor muito sem graça que eu sou, nem de pé de rádio, não sei nem quando o time joga, as vezes por acaso, é que eu confiro no outro dia no Esporte Espetacular, o resultado. Essa camisa dez reais me custou, da marca peba mesmo, pus uma bermuda jeans e chinelas havaianas, tava arrumado. Chegando ao terminal de ônibus, embarquei no coletivo, coletivo de arruaceiros, todo mundo vestido de galo, com chapéu de galo, camisa de galo, e eu o estranho do ninho , naquele bloco em movimento, a caminjo do desfile do Galo da Madrugada, sentei-me na ultima cadeira, maior algazarra, gente pulando e gritando, feito uns selvagens enlouquecidos. Logo que a condução saiu, um fortão trajando uma camiseta do Sport, desses bombadões, exibidos, de academia plantou-se no degrau da porta trazeria com uma lata de cerveja na mão a ameaçar o motorista: - Motorista, filho de alguma coisa... Vá direto viu, se parar, vai ver! Oxi já não ia descer mais onde eu queria. E aquele expresso da agonia chegando nas imediações de Água fria, um moreno disse pro fortão: - Ei cara! Tu não pode fazer isso não. Impedir que os outros desçam. Boa Moreno! O fortão gritou: - Vai me impedir? - Vou, vou descer agora! Eita, fechou o tempo! Dá-lhe moreno! Mas... Ahhhhh.... Era brincadeira! Muito engradados, morri de rir. Mais adiante uma mocinha desse grupo, disse manhosa: - Ai fortão, tão mexendo comigo, um cara do Santa Cruz na rua, ai o fortão esbravejou: - Se eu pega um torcedor do Santa Cruz ou do Náutico, eu rasgo a camisa e deixo ele nu! Eita, lembrei que eu tava vestido com a camisa do náutico bem na cadeira ao lado dele, rapidamente, a fiz desliza, num movimento contrario a lei da gravidade, devagar por fortão não perceber, a fiz deslizar, subir minha cabeça, feito uma cobra coral rodeando meu corpo. Cala boca, cobra coral é o mascote do Santa Cruz, que desceu e se escondeu entre mim é um rapaz do lado que não sei de que time era e fiquei sem camisa. Na rua, em hipótese alguma, ficaria assim, mas dada a circunstâncias , vale tudo, é carnaval, sou folião desde que nasci. Que agonia! Queria que chegasse logo a hora de desembarcar e rir disso tudo, mas na ocasião tava tenso mesmo, torcendo que acabasse logo aquele pesadelo, correndo risco de morte, e o motorista nem ai, parar nem tava doido, Galo da Madrugada direto, expresso. Chegando finamente no centro da cidade, desceu todo mundo, só ficou eu, o cobrado e o motorista, ai que me encorajei de vesti a camisa. Quando o ônibus saiu, desci na agencia bancaria que ia anteriormente no meio do caminho, aconselhado por um senhor, do lado de fora, que saísse logo por causa de arrastões. Por isso, na semana de carnaval, eu hiberno na sexta feira e só saio prana quinta, e olhe lá.
No país do carnaval e da metáfora, da piada pronta e da Lei de Gérson, a mais recente moda feminina é aparecer nas redes sociais dizendo "sofrer preconceitos por ser bonita e gostosa". #pegouavisão
Mano, o carnaval ta aí bem na porta! Se vc tem alguém que goste não troque por umas noites com pessoas que não vão te acrescentar em nada, pensa bem se vale a pena perder alguém especial por isso?
