Fantasia e carnaval
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"Carnaval a caminho e estou estranhando o silencio. O silencio daquela gente que continua querendo que o Carnaval 'seja Festa do Diabo', coitados!"
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"Considero todos, mas não deixo de notar que os que não querem Carnaval assemelham-se, por exemplo, a Alguns Ateus: não conseguem adesão expressiva, não conseguem o que desejam, mas não conseguem desistir. O que pode ser isso? Oxente!"
0116 "Conversa que o Carnaval é 'invenção do Diabo', como insistem algumas Religiões. Pode ser que o Carnaval seja exatamente 'invenção' de algumas Religiões, como sugerem alguns Carnavalescos!"
"Assim que o Ano Novo chegar, começará a contagem regressiva para o Carnaval. É o que tenho visto, desde que fui 'lançado' neste querido país!"
Meu Texto No.1186 (Ano 2022)
😴
"Estou me guardando não para 'Quando o Carnaval Chegar' (como na canção), mas inicialmente para Quando o Ano Novo chegar. O Carnaval vem depois, Uai!"
Meu Texto 1189
🤭
"Assim que o Ano Novo chegar, começará a contagem regressiva para o Carnaval. É o que tenho visto. Ou não é assim?"
Texto Meu 1186
🎭
"Guardo-me não para 'Quando o Carnaval Chegar' (como na canção), mas para Quando o Ano Novo chegar. O Carnaval acontece depois, não é?"
Texto Meu 1189
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"Existe vida após a morte? E 'naquele país', existe vida entre o Ano Novo e o Carnaval? Existe ou não?"
TextoMeu 1202
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"Depois do Ano Novo, ainda não sei quem chega logo a seguir: se o Carnaval ou os 'fanáticos-de-sempre', que são contrários ao Carnaval. Continuo aguardando..."
TextoMeu 1205
🃏🎉🤡
"O Carnaval não é invenção do Diabo, como dizem algumas religiões. Talvez seja invenção de algumas religiões, como dizem alguns carnavalescos!"
Frase Minha 0116, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
O natal está chegando e eu ainda me sinto em meio ao carnaval, como o relâmpago invadindo o verão....⚡🎄💡
No Limiar dos Dias
Aprendemos que a vida não é um carnaval contínuo.
Há horas em que o corpo se ergue como trincheira,
as pernas inquietas tecem labirintos sem chão,
e os pensamentos, cavalos desgovernados,
rasgam a madrugada com cascadas de talvez.
Então, o mundo se cinde:
de um lado, o véu da fantasia,
onde os desejos são sussurros em chamas, do outro, o chão da realidade, cujas raízes sangram números, horas, cicatrizes.
A conta chega não em moedas, mas em peso.
E se você não se posiciona, o tempo se pociona por você, assim como rio que não retrocede, esculpe suas margens em seu lugar.
Não há escapatória:
é preciso largar a pedra que carrega, aquela que entala o peito e finge ser abrigo,
e seguir com o rio, entregar-se à correnteza que arrasta
até o mar, onde o sal dissolve certezas e o infinito é um útero de recomeços.
Pois só quem solta o lastro do controle descobre que navegar
é também ser navegado pela força que move planetas e ciclos: a arte sagrada de fluir.
Basta chegar o Carnaval para as redes sociais desfilarem santidade, mas basta acabá-lo para o mundo virar um inferno.
Entre os que se valem da folia para se divertirem e os que se valem do nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover, fico com os assumidos e previsíveis.
O calendário mal anuncia o Carnaval e as redes sociais se fartam de santos improvisados: perfis austeros, discursos moralistas, dedos em riste…
A fé, a virtude e os bons costumes desfilam com mais rigor que qualquer escola de samba instrumentalizada.
Mas é curioso como, ao soar da última batucada, esses mesmos altares virtuais se esvaziam — e o mundo, sem aviso, volta a parecer um inferno cotidiano.
Talvez o problema nunca tenha sido a folia, mas o julgamento dos que se acham mais dignos da Misericórdia de Deus do que os outros.
Porque há quem não goste do Carnaval — e isso é legítimo.
O que soa dissonante é a necessidade de condenar a alegria alheia, como se o gosto pessoal fosse mandamento divino.
A virtude que precisa julgar e humilhar para existir já nasce manca.
Se os “santos” que rejeitam a festa julgassem menos e evangelizassem mais, talvez a hipocrisia não tivesse tanto espaço para sambar.
Faltaria palco.
Afinal, moral que só aparece em datas específicas não é princípio — é só outra fantasia.
E essa, convenhamos, também acaba na Quarta-feira de Cinzas.
Procuro-te entre as pessoas,
embora resista a ser vista,
Ainda bem que é Carnaval,
e tudo termina em fantasia;
Porque no fundo sei que
aqui você não se encontra,
no meio da noite escura ---
Brindada com gotas de cristal
transformadas em prata pura
pela luz da iluminação pública,
a chuva cai solene nesta rua
misteriosa que é o silêncio,
Que me guiará para ser sua
pelo caminho da paciência
e da mais amorosa ternura,
Entre nós tudo continua
acontecendo mesmo cientes
que o melhor sequer
ainda nem mesmo começou,
Desde o dia em que nos conhecemos
o mundo nunca mais nos tocou.
Passaram por nós
o nosso Carnaval,
a Quarta-feira de Cinzas
e as lindas nostalgias,
Não esqueci de manter
vivas as alegrias,
e tudo o que faz
o coração se derreter.
Os sambas deste ano
continuo ouvindo,
Quero acreditar que
o teu amor está
escrito no destino
para deixar a chama
intensa, envolver
e de amor bamba.
Porque se não for por
amor que ao menos
vire um bom samba,
Para não deixar perder
a beleza deste tempo
que é ver pelo caminho
o Jacarandá de espinho
florindo e o teu sorriso
para mim se abrindo.
Eu queria que você fosse e retornasse, mas a verdade é que muitos vão para o carnaval com vida, mas retornarão sem ela.
Se você passou o ano todo brincando com o pecado, mas agora, no carnaval, quer pregar para os que frequentam essa festa mundana, você é um hipócrita.
