Faminto
faminto desejo
olhar disperso
único momento.
desaparece entre as trevas,
solidão da alma,
reflexo do espírito,
vagante em tantas formas...
deflaga a luxuria da alma,
pura e sombria.
Toda negação alimenta energéticamente o faminto, ambição alheia, vontades subjugadas pela incompreensão admitida.
sou um vampiro que suga seu prazer
sinta meu coração
sou um vampiro faminto pelos seus desejos
sinta meu coração
desejo seu corpo inteiro
vejo o prazer,
sinta meu coração
desejo teu corpo todo nu,
sinta meu coração
meus desejos são teus,
vejo o profundo prazer
sinta meu coração...
lhe darei todos forma de prazer,
ate o fim da eternidade.
por celso roberto nadilo
Com o baile de minha cintura
Te deixei louco, louquinho
Teus olhinhos me olhavam
Como uma faminto cordeirinho
Dançava pela cama
Como as ondas do vento
Remexendo minha cintura
Em tua frente, meu amor
Dança, dança, me dizias
Que pareces uma Deusa do Olimpo
Com teu cabelo dourado solto
E essa cintura que se move
são como um furacão atingindo-me
O corpo, incitando-me a pecar.
Andei perdido,loucamente e faminto da minha estupidez,
a minha mente esbanjava intrepidez, por dentro só decepção,
a verdade que engana é a mesma que condena,
antes, e de tal zelo quanto cabia.
ainda um dia chegaria para minha lucidez voltar
escapei como podia, das vontades outra vez queria
saber qual foi o dia que em mim quis perpetuar.
E um brilho do alerta rangia, nessa minha idolatria de submissão
ouvia todos os dias o murmurar da estadia e do preço do pão
saber que a vida é bela até cego pode acreditar
mais viver em liberdade é doutrina apenas pra quem escolhido está!
até tentei sobreviver, em outros trapos, como renegado abutre da indecisão!
apertei toda verdade, cabendo na consciência um pouco tarde de toda espécie de manipulação,
acertando mais um risco que escreve um capitulo dessa imensa e extraordinária fração.
Enfim, na mão coragem, no coração a humildade de quem já sofreu de verdade, transpassando uma rua fria, da esquina que ilumina toda essa interação!
entre loucos e barbados, de viéis a riso fácil, até senti um embaralho quando a vi passar toda colorida, tão bela e cheia de vida, de minha simples vida, passou que sorrisos que de mim vc arrancou!
adeus, até queria, não é que seja tão fria essa nossa decisão!
podemos quem sabe um dia, sorrir numa alegria ou sofrer decepção.
até mais e até breve
curtindo o por do sol de leve
sorrindo em lhe ver alegre
feliz por nossa decisão.
Deu solidão!
Deu tempo,
sem tempo
na rua,
na sua,
contra mão!
Alimente um faminto e você terá um cão fiel à teu lado.
Alimente o ego de um rico e você criará uma cobra venenosa.
A nossa carne é obesa de tanto que a alimentamos, e o nosso espírito é faminto, pela falta do nosso principal alimento, Desus.
meu coração negro faminto de desejos;
o amor é um engodo de semente celestiais,
o dia é parte do estigma fraudulento,
enfático a nobreza ardia,
na escuridão suprema do coração,
prelúdios estão salvos no que resta da minha alma,
marco os espaços dolentes nessa vida,
atroz expressão,
glamour esteja sempre na beleza de viver e não do ser.
amor tem pequenos passos entre eles teu coração,
debulho o tempo e aprendo que amar é fardo diário,
derramo meu amor e vasos eternos de solidão.
por celso roberto nadilo
se quiseres minha afeição.olha em outra direção ajuda esses animais faminto vagando pelas ruas pedindo proteção assim amigo terás minha admiração.
Varando a madrugada
Sinto
que canso
do ranço
de povo
faminto
de glorias
fugitivas
da memória...
Que pena
existem
centenas
apenas
precisam
rever
sem temer...
mel - ((*_*))
o espírito frio encontra se faminto,
tua alma é o alimento, o sangue escorre,
ate que morte o toque, o ar se comprime,
o uivo do dilacerador, o corpo perpetuo,
o refém da noite dispõem do mar da dor,
seu destino termina no fio da linha...
das harpias famintas pelo gosto da tua alma.
por celso roberto nadilo
Eu sou o trigo que sacia o faminto; eu sou a chuva que irriga o campo; eu sou a brisa que afaga e refresca o trabalhador distinto; eu sou a suave presença do pirilampo.
Se o coração não se importa,
mar imenso, tão faminto furioso
me devora. A gente parece rocha
mas a gente também chora...
(Abstratos intentos - Jota'fs)
