Falecimento
A morte, tão temida e silenciada, é talvez o mais honesto lembrete de que tudo passa.
O bom, o ruim, o que somos e o que fingimos ser.
Ela nos iguala, nos limita e, ao mesmo tempo, nos impulsiona.
Porque, no fundo, é justamente a finitude que dá urgência à vida.
Esse é o mundo entre a vida e a morte. Mesmo se retornar ao mundo dos vivos, dentro de algumas décadas, inevitavelmente voltará aqui. Afinal, todos os caminhos levam à morte.
É inebriante como a morte nos mostra o sentido da vida, mas só quando enxergamos nela o sentido da nossa própria vida.
Todos os dias Deus nos coloca diante de uma escolha: vida ou morte, bênção ou maldição. Que você escolha obedecer, confiar e andar com Ele.
Existe apenas um instante na existência de um ser em que tudo é contínuo, estável e certo: a morte. Em todo o resto, há apenas a beleza de viver.
Quando eu me for
A agonia da morte sufocando
As entrelinhas da vida que se esvai
O cacere infinito que gargalha
Sucumbindo-me
Da minha face pálida
Que nada mais podera fazer
Intragáveis versões ,detestáveis como abutres
Na carcaça podre apoderam -se
de mim.
Corvos miseráveis aproveitadores da minha fraqueza
Como aste venenosa enfraqueceu -me
Queimaram minhas asas ,com medalhões de ferro prederam me ao chão
Mau sabe eles que de me , quem flutua
São as versáteis escruciantes
Repugnantes palavras.....
Meras palavras
Deus existe? A alma é imortal? Há uma vida após a morte? Qual a origem do Universo? Ninguém pode chegar a um conhecimento absoluto sobre essas questões, pois o Saber humano não tem capacidade de alcançar alguma verdade absoluta, se é que elas existem, por isso acredito que o Não Saber, ou seja, a aceitação da incerteza e o reconhecimento da nossa própria ignorância é o melhor caminho
- Agnosis
Quando entendermos que nossas palavras produzem vida e morte, dependendo do que falamos, teremos um zelo redobrado com cada palavra que proferirmos. Começaremos a filtrar tudo o que se passa dentro de nós, examinando cuidadosamente para ter uma comunicação excelente que transformará nossa vida.
Morrer não é nada, ficar esquecido que é pior do que morrer, a morte não temos controle ela é inevitável, mas o esquecimento ou na lembrança nós temos controle o nosso esquecimento a nossa lembrança será lembrada da maneira que tratamos a vida da maneira que vivemos da maneira como utilizamos o nosso tempo da maneira que olhamos para a eternidade
NOBRE FIDALGA A POETIZAR
Nobre homem cerra os ferrolhos.
vulgar olhar pedalar da morte.
descem brumas sobre os olhos
vulgo… salvador seras o ceu seras o mar..
tua brisa que à salvará…
serás a terra sublinhada em tais raízes
Raízes fidalgas da nobre a poetizar!
Nulo.
ser
a maldade do ser humano se dilata.
o mundo é a droga. persistir gerará te a morte
o pecado. que lúdico. quem é deus sem os humanos..
o pecado é nulo. a morte apenas quer persuadir por nós.
um fardo. uma sensação monótona. o crescer e morrer. nem todos crescem.
A morte não me assusta.
Não mais.
Ela chega de mansinho,
puxa uma cadeira, cruza as pernas
e me observa em silêncio,
como quem espera o fim de um café frio.
Eu respiro fundo e finjo que não a vejo.
Acendo um cigarro, mexo na xícara,
brinco de ignorar o inevitável.
Mas sei que ela está ali — talvez sempre estivesse.
E isso me arranca um riso sincero.
Não que eu não ame a vida.
Amo. Mas, às vezes, a vida pesa,
vira conta vencida na gaveta,
pedra no sapato.
Às vezes, ela pede trégua,
e eu, sem jeito, sigo a marcha dos desesperados.
Então, a morte chega sem anunciar.
Não bate na porta, não tosse no batente.
Apenas entra, senta,
ajeita o capuz do manto
e me olha, como quem diz:
"Você sabia que eu vinha."
E eu sabia.
Desde sempre.
Ela não é susto, nem castigo, nem fim.
É como uma palavra mal dita
que o poeta decide engolir.
Um fardo que escorrega dos ombros,
um corpo que desaperta e, enfim, flutua.
E, no fim, talvez seja isso.
Não um adeus, mas um aceno comedido.
Só morre quem viveu, quem gastou os sapatos,
quem aprendeu a tropeçar sem medo.
E eu?
Eu aceito.
Porque talvez só quem morre entenda, por fim,
que viver sempre foi um jeito
— sutil, distraído, inescapável —
de ir embora.
Muitas pessoas veem a morte como uma punição, mas na verdade ela pode ser libertadora, liberdade. Se, no último momento de vida, o corpo luta para sobreviver, mas no fim morre, então ele se liberta: liberta-se da dor, liberta-se da punição de ter que lutar até o último momento.
A fênix arde em chamas, sentindo a dor da transformação. Mas é nas cinzas da sua morte que encontra o berço do seu renascimento. E todo renascer é belo, um ciclo eterno de vida, morte e renovação.
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