Falar de Estrelas

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⁠#O #QUE #SINTO

Chegou sem mimos...
Sem falar de flores...
Nem de badalos de sinos...
Nem de amores...

De olhar flamante...
Invasor...
Resgatou algo em mim perdido...
Sem muito esforço...
Me conquistou...

Sabendo o que sinto...
De andar compassado...
Bem barbeado...
Vestido galante...
Sedutor...
Me tocou...

Mãos grandes e fortes...
Em um arrepio...
Vi minha sorte...

Ninguém ousaria...
Dizer ser tão desfrutável...
Aceitei seu olhar...

Eu seria...
Já queria...
Me entregar...

Não precisei beber...
Para coragem ter...
Não queria conversar...
Mas sim me envolver...
Àquele olhar...
Que tudo prometia...

Empunhando uma brandura dissimulada...
Ele já prenunciava..
Cordialmente aceitava...
Sua vitória...
Que eu concedia...

Não havia por que ter resistência...
Ninguém queria...
Sem tempo...

Não era hora...
De ilusões mentidas...
De jogos e conquistas...

Tão galante...
Bom amante...
E eu ali...
Tão perdido...

Homem volátil...
Por devoção...
De cheiro forte...
Sedução...

Sabe o que sinto...
Sabe o que quero...
Não se fez de rogado...
Levou-me a sério...

Óh... céus...
Que luxúria...
Com isso...
Não posso mais lutar...

Também não quero...
É mais que preciso...
Nem é bom tanto pensar..

Nem tudo tem por quê...
Mas o que estou eu a dizer?

Bradando contra esse vício...
Me rendo...
Só ele sabe...
O que agora sinto...

Rasgando minha esperança...
Me entrego na festança...
Dentre os braços que cerrados me tem...
Já não sou mais ninguém...

Já no leito...
Em tudo me toca...
Onde sua mão alcança...
Isso em nada ...
Me amansa...

Palavras desconchavadas...
Sandices ritmadas...
Seu corpo alinhando ao meu...
Levando-me ao apogeu...

Maciez torpe...
Onde tudo sinto...
Não controlo ...
Meus gemidos...

No leito que clama...
Quem me dá...
Também me tira...
Levando à loucura...
Tamanha tontura...

Rendido, quebrado...
Pelo seus gestos de amor...
Me dou por vencido...

Um olhar lânguido...
Muitos suspiros...

Rompendo férreas algemas...
Por completo...
Ele muito sabe...
O que sinto...

Derrotado e vitorioso...
Com o estranho...
E meu ninho...
Adormeço...
Esquecido...

Sandro Paschoal Nogueira

Tem coisas que devemos falar em silêncio.

Às vezes, o calar nos sufoca, de tal forma que evitamos falar, o que nos expõe a julgamentos infundados, gerando angústia e isolamento, como um sufocamento emocional. Precisamos discernir e ter a sabedoria para saber quem merece ouvir nossa voz e segurar nossas mãos.
Lu Lena

O processo é um teatro onde a dor precisa aprender a falar formalmente.

Falar é emitir som; comunicar é produzir sentido.

Falar do pecado dos outros te faz se livrar dos seus

Onde há silêncio, existe um mundo que aprende a falar por dentro.

Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.

A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.

Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.

Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.

Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.

Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.

Falar todo mundo fala. Escrever para atravessar séculos? Só um escritor faz. É o talento mais raro e mais grandioso que existe: transformar pensamento em eternidade. Enquanto outros são esquecidos em 2 gerações, o escritor vira arquivo, vira referência, vira imortal.✒️⁠

Você não precisa reexplicar o inferno pra ter direito de falar dele.

“Quando a comunicação neural se desorganiza, o corpo não apenas adoece; ele tenta falar por uma linguagem que ainda não foi escutada.”
Do livro Sinapses e Neurotransmissores — A Linguagem Invisível do Corpo, da Mente e da Doença, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Eu poderia discorrer sobre amar,
Mas eu não falo de amor.


Deveria falar sobre aqueles que me viram nascer;
Conseguiria lembrar dos dias da década passada.
Porém, por quê? Por que, se o verbo é sofrer?
De amor, eu não falo mais nada.


Novas rodas, novas cantigas,
Novos ares, velhos sistemas com roupas passadas...
Se o meu sofrer nada o mitiga,
De amor, não devo falar mais nada.


Lembraria da tua voz,
Desbravaria seus segredos ou recordaria das suas afeições;
Se você se foi e eu não me despedi,
Não falo de amor, tampouco de paixões.


Rejuvenesceria se eu perdoasse aqueles;
De tantos ouvi para fazer de alguém minha amada.
Mas, se em meu nariz mando eu e não eles,
De amor, eu não falo mais nada.


Incendiaria meu coração dizendo "Eu te Devoro";
São muitos amores e amigos, e todos os nomes eu decoro.
TV em cores, jornal impresso, disco, vitrola e prosas...
Eu posso dizer que vivo assim.
Se do amor eu não falo mais nada,
Talvez o amor fale por mim.

“Tratar não é apenas calar sintomas; é restaurar a comunicação onde o corpo começou a falar em forma de doença.”
Do livro Sinapses e Neurotransmissores — A Linguagem Invisível do Corpo, da Mente e da Doença, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Falar é mais do que emitir palavras; é ocupar um lugar no mundo e tornar audível aquilo que antes vivia escondido no silêncio.”
Do livro A Voz e a Fala — Da Fisiologia da Laringe à Expressão Psíquica: Neurobiologia, Anatomia e Identidade dos Sons Humanos, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Quando a voz treme, nem sempre é fraqueza; às vezes é a memória do corpo tentando falar antes da palavra.”
Do livro A Voz e a Fala — Da Fisiologia da Laringe à Expressão Psíquica: Neurobiologia, Anatomia e Identidade dos Sons Humanos, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.

Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.

Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.

Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.

De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.

⁠26/03

Quando alguém te falar
com ironia ou te diminuir
não vale no contato
virtual ou real insistir.

Falar sem pensar
não é necessário,
Provocar também não,
se for flertar com
o quê é arriscado,
Melhor colher Pitombas,
deixar o quê é confuso de lado,
E fazer o caminho com cuidado
tornando cada novo passo
diário seguro e pacificado.

Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.


E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.


Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.

. ... Mas como não falar de ti? De todas as formas você completa meus delírios, inspira frases em meu diário, deixa-me tão cético e faz meu sangue borbulhar de calor. Eu te desejo nas noites frias, nas tardes quentes, nas manhãs monótonas, no entardecer tingido.