Face

Cerca de 9761 frases e pensamentos: Face

O OLHAR DE CATARINA
A beleza das coisas
Tem uma face obscura oculta,
O seu sorriso contente,
Tem uma tristeza secreta
A terceira margem do rio,
Na sua essência
Está submersa
Boas ações muitas vezes
Têm uma finalidade perversa

Assim me perco em divagações
Passo a noite a contemplar estrelas
E não entendo o olhar de catarina
Não entendo o seu universo
E por mais que eu filosofe e faça versos,
Não encontro uma rima
Passo a noite a contemplar estrelas
E não entendo o olhar de catarina...

"Os seus pecados mais secretos estão diante da face de Deus, e um dia eles serão expostos, para sua vergonha, a menos que dê ouvidos ao conselho bíblico."

Amor Distante, Alma Presente


Foi em ti que percebi a verdadeira face do amor. Apaixonar-se é a brisa leve, o impulso fácil. Amar, contudo, é a magia complexa de uma orquestra bem ensaiada: a mais difícil, a mais sublime sinfonia da existência.
É árduo sustentar a melodia a distância, passar os dias na ausência do teu saber. No entanto, o verdadeiro sentimento nos confronta e nos faz entregar a alma, ignorando as circunstâncias. Essa entrega é fácil, porque em ti encontro uma alma que vale cada espera, cada verso. Eu só anseio ser a razão do teu riso mais puro, o sol que afasta qualquer sombra de lágrima.
O amor me dá a força para enxugar cada pranto teu. Eu te amo e te sinto, com a intensidade de quem está ao teu lado, pois a distância é só um detalhe físico quando te encontro em cada sonho. Mas a verdade é que não me contento com a melodia que a memória toca. Minha maior ambição é reger essa orquestra ao teu lado, sem telas ou saudades. Me diz quando podemos marcar o nosso ensaio de perto.

Aquele que busca o reflexo no espelho convexo consome a face oculta do fogo, além do tempo que lhe resta para reconstruir o próprio ego.
Reno Fioraso

⁠Toda Igreja verdadeira gera nas pessoas a face de Cristo, e não do líder.

Agora eu vejo. É preciso um pequeno esforço para ver a face, ela não é velha nem nova, ela transcende o espaço e o tempo. Como é bela, ela não se repete. Ela sou Eu.

Eu queria saber antes do começo, que é o fim. As tuas mãos são gélidas, a face horrenda. Despertas a minha compaixão.

O sprectro da máxima valia,
O engano é comum.
A verdadeira face é oculta mesmo Poliformismo os espaços de meias verdade são maniouladas e expostas para tenha vantagem.
Por isso a educação virtual é importante.
Pois ética nos moldes da base da humanidade importante para prósperar com moralidade.
Mesmo haja vista da existência social tem ser absorvida.
Para não tenha manipulação.
A escolha seja por planos consciente e corretos.
Se disser politicamente correto já se encontra mais valia.
Tudo que está acontecendo ou acontecerá é um plano de interesse.

"O desespero político revela a verdadeira face dos covardes. Sem argumentos e sem a influência nefasta de antes, eles partem para o ataque pessoal. Diante disso, o único castigo justo é o desprezo: deixe-os isolados no cercadinho da própria insignificância."⁠

É parceiro,
O mundo está cheio de falso juiz, gente preparada para apontar o dedo na sua face e dizer que você não tem conserto, te afogar em suas falhas e apenas observar quando você mais precisa. Você também não se ajuda, não se encontra, muito menos se compreende, não busca, não luta e ainda estagnou em suas mágoas, se culpa, culpa os outros, culpa quem te ama e pior culpa a Deus pelos últimos fatos. Quem sou eu para te julgar? Quem são eles para te acusar? Quem é você que não assume ou que não quer saber a verdade?

É brother,
Quem te disse que seria fácil? Ninguém nasce preparado irmão, mas tem muitos humildes que aprendem com seus próprios erros, a vida é dura, ela não apenas bate, ela atropela, é quase igual a escola você aprende a lição e faz a prova, a diferença é que aqui você faz a prova e aprende a lição. A receita pra você é a seguinte: faça as pazes consigo mesmo, nada de expectativas, o importante não é ter, é ser.

Mano,
Ninguém está aqui para te impedir de errar, nenhum de nós vai pegar na sua mão e te ensinar como caminhar, cada um já tem seu fardo para carregar e pode ter certeza que não é menor que o seu, então ande logo e pegue o trem até a próxima estação, ele nunca passa devagar, é bom aproveitar as oportunidades que estrada te dá, não há tempo de sofrer com arrependimentos, deixe isso nos ombros de Deus, nessa viagem o único que não pode desistir de você é você.

Na fé irmão,
A vida é muito curta para tentar agradar um monte de idiotas que acham que sabem como se viver, as vezes ela te vira do avesso e vai que o avesso é o seu lado certo? Comigo foi assim, talvez seja com você. Eu só quero que acorde, porque não tem como fazer o certo na vida agora, se você já está ocupado em fazer errado, e o tempo acaba ficando mais precioso, por isso comece a fluir como a maioria, a vida se trata de te colocar no lugar, pois a única certeza que ela nos deixou é que um dia ela acaba.

O discurso do homem é passageiro, insignificante e inútil, em face do discurso de Deus, que promete a vida abençoada, eterna e feliz.

"A gente não sabe o que vai no coração das pessoas, e quem
ver cara/face não ver coração e atitude"

Por trás de qual máscara a morte esconde sua face?


Muitas vezes, a morte ingressa em nossa vida de maneira sorrateira, abrupta, súbita.


É despejo sem aviso.


Golpe sem chance de defesa.


Decreto de efeito imediato.

Muitos vestem uma máscara; poucos sustentam a própria face.

EU, DO ESPELHO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
não há alma que disfarce
a verdade sem solução.
Vejo a máscara rompida,
feito vidro a se partir;
toda a farsa desta vida
já não pode mais mentir.
Teus discursos são fumaça,
teu orgulho, pó sem cor;
quem semeia a própria trapaça
colhe espinhos de amargor.
Sob o verniz das palavras,
onde a vaidade fez morada,
jazem promessas macabras
numa consciência arruinada.
O tempo, juiz silencioso,
não aceita bajulação;
desnuda o falso virtuoso
diante da própria ilusão.
Teu retrato é sombra e lama,
é castelo sem alicerce;
arde por dentro a chama
da mentira que te aquece.
E enquanto finges grandeza
nas vitrines da multidão,
a verdade, com firmeza,
grava teu nome na escuridão.
Pois ninguém foge ao reflexo
que habita o íntimo profundo;
o remorso é um nexo
entre a alma e o próprio mundo.
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.
A noite cobre os telhados,
mas não encobre o pensar;
há fantasmas acorrentados
que o silêncio faz despertar.
E o homem que vende honras
por aplausos passageiros,
ergue sobre frágeis sombras
os seus tronos derradeiros.
Quando o último véu cair
e cessar a encenação,
restará apenas ouvir
o veredito da razão.
Porque a mentira floresce,
mas não resiste à estação;
cedo ou tarde apodrece
sob o peso da revelação.
E então, diante do espelho,
sem plateia, sem perdão,
verás teu próprio conselho
transformado em condenação.
Tags: #Poesia #Poema #PoemaSombrio #Lúgubre #Introspecção #Reflexão #Verdade #Hipocrisia #Consciência #Filosofia #Melancolia #LiteraturaBrasileira #MarceloCaetanoMonteiro #Versos #Rimas #CríticaMoral #NaturezaHumana #Existencialismo #Alma #Espelho

" A face ante o espelho não de pé, de joelho no vasto da solidão as falhas de uma lâmina mistura o escarro lançado no chão. "

A FACE DA LUZ E O INVERNO DA ALMA.
Como pode a Luz que toca minha face
Trazer-me, em segredo, a mais densa escuridão?
Como pode o fulgor que o horizonte refaz-se
Converter-se em silêncio dentro do coração?
São-me estranhos os dias, estranhas as horas,
Como sombras que dançam sob o véu da razão;
As auroras parecem antigas senhoras
Que se perdem cansadas na mesma estação.
Eis que nela se encontram as quatro estações,
Primavera e verão em perfeita harmonia;
Outono de ouro e serenas emoções,
Mas em mim reina apenas a fria ventania.
Em seus olhos florescem os jardins da existência,
Em seus gestos repousa a ternura sem fim;
Mas em minha alma cresce a gélida ausência,
E o inverno prolonga seus domínios em mim.
Há distância nas formas, nos tempos, nos rumos,
Há distância nos sonhos, nos risos e no olhar;
Há distância até mesmo nos mais doces perfumes
Que tentamos, em vão, entre lágrimas guardar.
Como podes, ó Deus, permitir semelhante sorte?
Que mistério governa tão severa lição?
Por que a vida aproxima com mãos de conforto
Aquilo que se afasta do alcance da mão?
Neste instante derradeiro, entre a prece e o pranto,
Ergo a voz que vacila na dor que me conduz;
E recordo Bach, em seu sublime canto,
Quando implora ao Eterno a permanência da Luz.
Não aparteis de mim a Vossa santa face,
Nem me deixeis sozinho nos desertos do ser;
Que a esperança, ainda que ferida, renasça,
E me ensine, na noite, novamente a viver.
Se o inverno é o caminho que hoje devo trilhar,
Que eu encontre em seu gelo uma secreta missão;
Pois a neve mais fria, ao tempo de se calar,
Também guarda invisível a semente do verão.


Mensagem:
Há momentos em que a alma contempla a luz e, paradoxalmente, percebe mais intensamente as próprias sombras. Contudo, nenhuma noite possui autoridade sobre a eternidade do amanhecer. Aquilo que hoje parece ausência pode ser apenas o labor silencioso de Deus preparando novas flores para o espírito. A luz não abandona quem a procura; às vezes, apenas ensina a enxergá-la para além das aparências.


Autor: Marcelo Caetano Monteiro


Fontes de Inspiração.
Obra musical e espiritual de Johann Sebastian Bach.
Salmo 27:9 — "Não escondas de mim a tua face".
Reflexões filosóficas sobre a dor, a esperança e a transcendência.
#poesia #poesiafilosofica #poesialugubre #melancolia #introspeccao #espiritualidade #fe #esperanca #johannsebastianbach #reflexao #alma #existencia #literatura #poesiaautorais #marcelocaetanomonteiro

Sem Disfarce.

Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.

Do osso que se ergue na carne,
da sombra que o corpo projeta ao sol,
sei que a vida é um pacto de carne
com o pó que nos espera no final.

Não há perfume que cubra o cheiro
da matéria que nos compõe e nos leva,
nem palavras de amor que não queiram
alimentar a fome do verme na terra.

Eu, do dente que treme na gengiva,
da veia azul que se ergue na mão,
sei que a mentira é só uma folha viva
sobre o esqueleto do que há de ser sempre igual.

O olhar do espelho é cruel e puro,
não tem piedade nem compaixão;
mostra o rosto que o tempo amadurece
e o coração nu, sem ilusão.

Do suor salgado na testa aberta,
do ar que entope a garganta seca,
sei que nada vale a falsa certeza
que a alma carrega como um peso pesado.

Não há deus que cure a dor da carne,
nem anjo que vista o ósseo nu;
a verdade é um espinho que arranca a pena
e deixa o homem nu diante do que é seu.

A FACE DA LUZ E O INVERNO DA ALMA.


Como pode a Luz tocar-me a face
e, em seu fulgor, despertar a escuridão?
Como pode o horizonte, em sua ampla beleza,
reerguer-se em ouro e morrer no coração?


São-me estranhos os dias, estranhas as horas,
como sombras que se alongam sob o olhar da razão;
e as auroras, outrora jovens e promissoras,
parecem velhas senhoras fatigadas da estação.


Nela habitam as quatro estações da existência:
a Primavera, fecunda em perfumes e alegria;
o Verão, ardendo em solar magnificência;
o Outono, dourado em serena melancolia.


Mas em mim, onde deveria florescer a esperança,
reina um vento sem pátria, austero e desolador;
e o Inverno, com sua lenta perseverança,
estende sobre a alma seus domínios de torpor.


Em seus olhos florescem jardins de existência;
em seus gestos repousa a ternura sem fim.
Há primavera em sua simples presença,
enquanto o gelo aprofunda seus silêncios em mim.


E há distância nas formas, nos tempos, nos rumos;
distância entre os sonhos, os risos e o olhar;
distância até nos mais delicados perfumes
que as mãos da memória tentam, em vão, conservar.


Que estranho cálculo rege a geometria da vida,
em que duas almas se encontram sem se possuir?
Que força aproxima aquilo que, em seguida, distancia,
como se amar fosse aprender a perder e prosseguir?


Como permitis, ó Deus, semelhante paradoxo?
Que teorema oculto governa esta severa equação?
Por que a vida aproxima, com mãos de conforto,
aquilo que permanece além do alcance da mão?


Talvez a dor possua uma matemática secreta,
e o sofrimento, uma lógica que não sabemos decifrar;
talvez aquilo que julgamos ruptura completa
seja apenas outra forma de aprender a amar.


Neste instante derradeiro, entre a prece e o pranto,
ergo a voz vacilante à altura da minha cruz;
e recordo Bach, quando seu sublime canto
parece implorar ao Eterno a permanência da Luz.


Não aparteis de mim a Vossa santa face,
nem me deixeis sozinho nos desertos do ser.
Se a noite me envolver em sua lenta voracidade,
ensinai-me, mesmo nela, novamente a viver.


Não permitais que eu confunda ausência com abandono,
nem silêncio com a negação de Vossa presença.
Há estrelas que somente revelam o próprio brilho
quando a noite se torna suficientemente imensa.


Se o Inverno é o caminho que hoje devo atravessar,
que eu encontre em seu gelo uma secreta razão;
pois a neve, antes de desaparecer, ao se calar,
guarda sob sua brancura a semente da estação.


Nada floresce sem antes enfrentar alguma obscuridade.
A semente conhece a noite antes de conhecer o jardim.
O rio atravessa a pedra por força da continuidade,
e o espírito amadurece quando deixa de fugir de si.


Talvez a Luz não tenha deixado o meu caminho.
Talvez eu apenas tenha aprendido a procurá-la fora.
Talvez Deus permaneça exatamente onde imagino o vazio,
silencioso como a madrugada que antecede a aurora.


Há momentos em que a alma contempla a Luz
e, justamente por contemplá-la, percebe suas próprias sombras.
O fulgor não cria a escuridão: revela-a.
E aquilo que a consciência vê com maior nitidez
é precisamente aquilo que, antes, permanecia oculto.


Nenhuma noite, porém, possui autoridade sobre o amanhecer.
Nenhum Inverno é eterno.
Nenhuma ausência é capaz de abolir aquilo que o amor verdadeiramente edificou.


Talvez a vida não esteja me castigando.
Talvez esteja apenas me ensinando a distinguir
a posse da presença,
a presença da aparência,
e a aparência daquilo que permanece.


Porque há amores que não foram feitos para permanecer ao alcance das mãos.
Foram feitos para permanecer na consciência.


E talvez seja essa a mais severa lição do Inverno da alma:
compreender que a Luz não desaparece quando já não podemos tocá-la.


Ela apenas se torna mais profunda.


E, quando a última folha cair,
quando o vento cessar sobre os campos interiores,
quando a alma, cansada de lutar contra a própria noite,
finalmente silenciar,


talvez descubra, sob o gelo,
aquilo que nunca morreu:


a semente invisível do Verão.

Eu tinha medo da morte, até dar um beijo em sua face fria.