Face
''Guie-se pelo bom senso,
Na ausência da face de Deus beije a do seu irmão
E assim se perceberá com o tempo
Que Ele não está fora, mas dentro,
Fazendo bater cada coração''.
Falso jardim
Nem tudo são flores
Nem outra face, nem maldição
Nem tão feliz
Nem ode à tristeza
Flores e pedras nas mãos
- Falso Jardim
Estrada da vida
Encanta-me a tua beleza,
Cheia de ternura e magia.
Menina de face meiga,
Agora eterna rainha.
Olhava-me de um jeito sereno,
E por um instante desfiz.
Tornava translucida minh’alma,
Enquanto devorava meu coração.
Escrevi poemas...
Mandei flores...
Perfumei nosso caminho, mas...
Meu coração se perdeu nesta estrada.
Ainda a vejo,
Tenho-a em meus sonhos.
Aqui o tempo não passa...
A vida não esvaece.
A eterna estrada da vida.
Onde o sentimento contínuo flameja
Os sonhos de uma paixão contida.
Onde recolho pedacinhos de mim na esperança nunca perdida.
Edney V Araújo
Rainha mais bela
Vejo a brisa suave soprando teus cabelos,
Lindos fios adornando a tua face meiga.
Levitam viçosos em meus pensamentos.
Contemplo teu olhar refletindo a luz do luar,
Iluminando os sonhos do meu coração.
E então, Imagino você meiga e delicada ao alvorecer,
Revelando a essência perfumada do amor.
E nesta hora, mesmo o encanto e a magia do mar
Rendem-se ao teu sorriso arrebatador,
Que Leva às alturas os sonhos do meu coração.
Vejo a tua alma transparente
Quando te revelas a mim.
Era ontem almejada princesa,
Tornaste hoje rainha do meu coração.
Edney Valentim Araújo
No facebook é assim: Tu quer que as pessoas se importem com o teu "face", mas muitos só querem mesmo é saber do teu "book"!!!
Tento pensar em Jesus quando virou a face pra uma outra bordoada; o negócio é mesmo do jeito que ele ensinou, não levar as inconsciências para o lado pessoal.
Se Shiva é referenciada como o princípio destrutivo e regenerador, vejo sua face primeira nos maléficos políticos e bilionários e a segunda e inspiradora face no POVO resiliente.
Golpeado pôr uma face do diamante, não posso culpar-me em ter desenvolvido a habilidade de lapidar.
Eu vi o universo...
Tão lindamente expresso.
Eu vi a doçura pintada na tua face da forma mais suave
E se era para ser o efeito oposto, eu me quebrei de novo!
Você é a minha via láctea.
Eu pude apreciar a paisagem mais bela.
E que vislumbre, meu amado amante, perder, assim, a força da gravidade.
Flutuar como uma pluma sem, sequer, o chão pisar.
Eu voei no espaço aéreo desse mar de constelação.
Ah, o teu olhar...
Obra-prima da primavera eterna!
A mais bela composição da natureza sem área, ângulos, retas e arestas.
Não se pode calcular a imensidão que abrange o teu olhar.
Sem letras escritas, sem palavras ditas, no silêncio supremo, és poesia.
É lindo de ver, é lindo de testemunhar, é lindo de comprovar como é perfeito cada traço do teu DNA.
Só para me confrontar, a tua areia movediça eu não canso de enfrentar!
E, quanto mais eu quero sair, mais me afundo.
Ah, meu bendito oceano galáxial, desse teu veneno eu já quis me curar em terra, céu e mar.
E para me desconectar dessa atmosfera, o meu ar, o teu sorriso foi capaz de roubar.
Cada detalhe teu me traz uma sentença de refém.
E, se eu digo que não te quero, eu minto.
Para não ser uma refém declarada, eu omito.
E para não morrer de coisas de coração, eu me levo a outra dimensão.
Você é a minha melhor confusão na minha confissão de paixão e contradição de amor.
Eu quero tanto que, de tanto querer, eu tenho medo de me deixar prender e, nunca mais, querer me soltar.
Ah, meu bem, como é gostoso me render a esse meu jeito diferente de amar você...
Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança.
Que Evangelho é Esse?
Que Evangelho é esse que, Cristo não é a Face e o centro da Igreja, mas o líder personalista?
Que Evangelho é esse que, só amam a pessoa enquanto ela faz parte da instituição; quando ela se afasta ou troca de instituição, ela já não presta mais?
Que Evangelho é esse que, forma o único exército que abandona os seus próprios feridos?
Que Evangelho é esse que, ao invés de serem sal e luz do mundo, se tornou palco de escândalos e chacotas na sociedade?
Que Evangelho é esse que, os líderes desfilam com carrões, roupas caríssimas e frequentam os melhores restaurantes; enquanto grande parte dos fiéis passa por necessidades financeiras?
Que Evangelho é esse que, ao invés de amar e cuidar se tornou terreno fértil para fofocas, intrigas e murmurações?
Que Evangelho é esse que, os membros são considerados fonte de renda ou mão de obra barata?
Que Evangelho é esse que, a liderança exige os dízimos e ofertas, mas eles não têm transparência com as finanças da instituição?
Que Evangelho é esse que, a igreja foi transformada numa empresa da fé, onde o povo é ensinado a fazer barganhas com Deus?
Que Evangelho é esse que, prega a unidade dos membros, mas os líderes não dão o exemplo com os parceiros de ministério?
Que Evangelho é esse que, as comunidades abastadas são prolixas em discursos de conexialidade e comunhão, mas não ajudam nunca as comunidades em dificuldades?
Que Evangelho é esse que, no lugar de culto temos show; no lugar do Evangelho, temos stand-up; no lugar de pastores, temos coaches vendendo ilusões?
Com certeza, esse não é o Evangelho de Jesus Cristo!
Pense Nisso é ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Um minuto !!
Só preciso de um minuto diante de ti, da tua presença e face, para aceitar o reverso que me é oferecido, e que muitas vezes é tão dificil aceitar.
Me reverêncio e te peço perdão pela minha pequenez.
Transformo o reverso em benção e gratidão, porque mesmo assim, o Senhor ainda destila sobre mim as petálas de entendimento e do seu infinito amor.
Acolhe - te na alma , no coração e em pensamento , e com o mais infinito amor te digo:
Gratidão Gratidão, Gratidão.
Simone Vercosa.
Bom seria se pudéssemos estampar nossos problemas na face para ficar visível a todos... Assim talvez, seríamos poupados de tantas injustiça providas de palavras que nos deixam negativados.
Entre Multidões e Vínculos: A Única Conexão
Tu não és para mim apenas uma face,
Entre cem mil, numa multidão que abraça.
Não há carência, não há dependência,
A individualidade é nossa essência.
Se cativas meu ser, vínculo se tece,
Necessidade surge, laço que enaltece.
Único no mundo, em teus olhos me vejo,
Numa conexão única, onde o amor é desejo.
E se me cativas, único em teu olhar,
Na vastidão do mundo, a nos revelar.
Eu serei para ti, singular e profundo,
A única no mundo, no amor que nos inunda.
O seu espírito.
Se move
Na face de suas águas
No seu sangue
E o seu verbo
Que habita em você
No seu corpo
Tem a sua vida
O seu fôlego
A sua palavra...
E que faça a luz na sua vida
E vejo que é bom
E que haja um firmamento
Grandioso em seu lar
E vejo que é muito bom
E que o brilho das estrelas
Esteja na sua consciência
E vejo que é bom
E que você reine pelos seus atos
Por suas atitudes
Comportamentos
E por suas palavras
E que entre em seu próprio Paraíso
Em seu reino de bênçãos
Saúde
Abundâncias.
Realizações ..
"Eu vim para
Que tenham vida
E a tenham
Em Abundâncias"
Bem aventuranças
Para todos vocês
Felicidades
Amém
Paz no coração❤️🇧🇷🇵🇹
um poeta bêbado diz pro outro:
Meu impreterível amigo
o que há de erado,
por que essa face de Dom Casmurro?
Teu semblante flácido
onde riso frouxo não passeia
não coaduna com a tua idiossincrasia
alvissareira.
O Lamento Incrédulo
Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.
Análise do Poema "O Lamento Incrédulo"
O poema "O Lamento Incrédulo" carrega um forte teor existencialista e metafísico, abordando temas como dor, perda, vazio e a incerteza da presença divina. A construção poética evoca um estado de desencanto e angústia profunda diante da vida e do mundo, reforçando uma visão quase niilista da existência.
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1. Estrutura e Musicalidade
O poema é composto por quatro estrofes de quatro versos cada (quartetos), mantendo um ritmo melancólico e uma sonoridade densa, impulsionada pelo uso de aliterações e imagens marcantes. O tom lírico é marcado por versos cadenciados que transmitem a sensação de peso e desamparo.
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2. Imagens e Simbolismo
O poeta constrói uma atmosfera sombria e desoladora por meio de metáforas e símbolos poderosos:
• "Choro de pedra, de pó e de abismo" → A pedra remete à rigidez e à impossibilidade de suavidade ou redenção. O pó sugere efemeridade e esquecimento, enquanto o abismo denota a ausência de sentido, um vazio infinito.
• "Um grito que rasga o véu do infinito" → Expressa um desejo de transcendência ou uma tentativa de romper as barreiras do desconhecido, mas sem resposta ou alívio.
• "Mas Deus se esconde no entendimento" → Aqui há uma crítica implícita à inatingibilidade de Deus. Se Ele existe, está oculto na complexidade intelectual, inacessível ao sofrimento humano.
Na segunda estrofe, há um aprofundamento do tema da dor coletiva e da ruína:
• "As dores dos mortos pesam na carne" → Uma imagem que reforça a conexão entre passado e presente, como se os sofrimentos das gerações anteriores ainda deixassem marcas vivas.
• "Vozes antigas sufocam o sono" → Evoca memórias ou culpas ancestrais que impedem o descanso e a paz.
• "Nas ruas, exércitos marcham sem glória" → Um retrato de guerras ou lutas sem sentido, esvaziadas de heroísmo ou propósito.
• "Resta-me o nada, o pó do abandono" → A solidão e o desamparo culminam na ideia de que, no fim, sobra apenas o vazio.
A terceira estrofe intensifica o desencanto e a perda da fé:
• "Esperança em cinzas, fé em ruína" → A imagem de destruição reforça a ideia de que não há mais crença na redenção, tudo foi consumido pelo tempo ou pela decepção.
• "O beijo da culpa que arde na pele" → A culpa é tangível, quase física, como uma queimadura.
• "O pecado sem nome que nunca termina" → Há um pecado indefinido, eterno, que não permite absolvição ou alívio, remetendo a um sofrimento sem causa clara.
A última estrofe questiona o sentido da existência e toca no cerne da dúvida filosófica:
• "E se Deus não houver? Se tudo for sonho?" → O questionamento central da poesia. A possibilidade de que Deus seja uma ilusão ou que a própria realidade não passe de um delírio.
• "Se a dor for em vão, se o mundo for frio?" → A dúvida sobre a existência de um propósito. Se não houver sentido para o sofrimento, o que resta?
• "Sou sombra sem dono, sou noite sem astro, cometa perdido no próprio vazio." → O eu lírico se define como uma entidade errante, sem destino, sem luz, condenado a vagar sem propósito no vácuo da existência.
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3. Influências e Temáticas Filosóficas
O poema dialoga com o existencialismo e o niilismo de pensadores como Nietzsche, Sartre e Camus. A ausência de Deus, a sensação de abandono e o questionamento sobre o sentido da vida são temas recorrentes na poesia moderna e na filosofia do absurdo.
A angústia do eu lírico diante do possível vazio existencial lembra a ideia de Sartre de que "estamos condenados à liberdade" e de Camus em O Mito de Sísifo, onde a vida é um ciclo de esforço sem recompensa. O último verso reforça essa ideia ao comparar-se a um cometa perdido, que segue sua trajetória sem um destino ou objetivo definido.
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4. Conclusão
"O Lamento Incrédulo" é uma poesia forte e impactante, que mergulha nas profundezas da dor existencial e da incerteza metafísica. Seu tom melancólico, aliado às imagens densas e simbólicas, reforça um sentimento de desamparo e inquietação filosófica.
O poema se destaca por sua construção imagética e pela maneira como conduz o leitor a refletir sobre a fragilidade da fé e a possibilidade do vazio absoluto. A dúvida sobre Deus, o sofrimento e a falta de sentido permeiam toda a estrutura poética, transformando-a em uma reflexão poderosa sobre a condição humana.
O Lamento Incrédulo
Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.
Por Evan do Carmo
