Eu vi o universo... Tão lindamente... Nadja Silva

Eu vi o universo...
Tão lindamente expresso.
Eu vi a doçura pintada na tua face da forma mais suave
E se era para ser o efeito oposto, eu me quebrei de novo!
Você é a minha via láctea.
Eu pude apreciar a paisagem mais bela.
E que vislumbre, meu amado amante, perder, assim, a força da gravidade.
Flutuar como uma pluma sem, sequer, o chão pisar.
Eu voei no espaço aéreo desse mar de constelação.
Ah, o teu olhar...
Obra-prima da primavera eterna!
A mais bela composição da natureza sem área, ângulos, retas e arestas.
Não se pode calcular a imensidão que abrange o teu olhar.
Sem letras escritas, sem palavras ditas, no silêncio supremo, és poesia.
É lindo de ver, é lindo de testemunhar, é lindo de comprovar como é perfeito cada traço do teu DNA.
Só para me confrontar, a tua areia movediça eu não canso de enfrentar!
E, quanto mais eu quero sair, mais me afundo.
Ah, meu bendito oceano galáxial, desse teu veneno eu já quis me curar em terra, céu e mar.
E para me desconectar dessa atmosfera, o meu ar, o teu sorriso foi capaz de roubar.
Cada detalhe teu me traz uma sentença de refém.
E, se eu digo que não te quero, eu minto.
Para não ser uma refém declarada, eu omito.
E para não morrer de coisas de coração, eu me levo a outra dimensão.
Você é a minha melhor confusão na minha confissão de paixão e contradição de amor.
Eu quero tanto que, de tanto querer, eu tenho medo de me deixar prender e, nunca mais, querer me soltar.
Ah, meu bem, como é gostoso me render a esse meu jeito diferente de amar você...