Face
Hoje eu quis meditar, olhei para dentro de mim e me aprofundei. Depois de ver minha face hipócrita, eu me encontrei. Nessa noite que parecia ser um pouco mais solitária, ouvindo o rugir da metalúrgica, que abafa o som da natureza. O vento frio e úmido tira um pouco da minha concentração, mas ali sozinho, consegui me encontrar, achei uma intensa dor, que como uma faca cortava e sangrava, e ao mesmo tempo, uma força tentava escondê-la como um cobertor, que de um lado era negro e do outro um lindo bosque.
A solidão, a angústia de sempre se sentir só, por tanto tempo tentar ser feliz e procurar por companhia, me vi sozinho em meio a um mundo tão grande, cercado de hipocrisia, violência e egoísmo. Vi que eu também estava manchado por essa podridão, perdido em meus prazeres passageiros, refém das minhas escolhas mal feitas.
Ah, se o tempo me desse mais uma chance. Ah, se eu pudesse voltar a infância e aproveitar só mais um dia daqueles ensolarados, em que eu não tinha preocupação, a não ser a minha pipa, se iria ou não voar.
Vi tantas coisas, dentro de mim esquecidas, um amor por Deus, abandonado e tapado por prazeres, me sinto só, perdido e apenas quero uma luz que guie meu caminho. Oh Senhor, que sua misericórdia me alcance, pois até hoje não soube viver, sou grato! Peço-lhe que mais uma vez que olhe para mim e guie os meus passos.
Na face traços, como fendas na rocha, tufão a revolver lembranças, tudo lição, alento, para intento e laço que torna fecundo os passos.
Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança.
A sobriedade nem sempre representa a inteira face das pessoas, às vezes são nos momentos angustiantes que surgem as dissimulações no invólucro dos sorrisos, deixando bem clara a duplicidade do caráter. Os pensamentos fazem parte do que sentimos e queremos, é uma sombra que vai se materializando à medida em que algumas máscaras vão caindo, são dos pensamentos que nascem as convicções que guiarão nossas atitudes, e nelas se refletirão obscuridades que sempre cultivamos e alimentamos, mas escondemos. O valor das pessoas não se completa no tempo da existência, mas em uma diversidade de significados e importâncias que somente um coração bom, e livre de impurezas, se permite enxergar. O bom é perceber que podemos nos desnudar do fel das malícias para experimentarmos a doçura das benevolências. Desta feita as necessidades serão motivações transformadoras que semearão os bons momentos que sempre serão lembrados, pois existem gestos que não podem ser explicados, apenas vividos enquanto há plenitude, e eles surgem de pessoas que não se comparam, não se procuram e não se medem. Porém existem pessoas vazias no todo ou em partes, são pensamentos e sentimentos que ocupam a matéria, que vai se decompondo no rastro dos males que causam, são corpos que não possuem a essência necessária para justificar o mínimo de espiritualidade. Se tratam de pessoas perseguidas por suas nocivas inquietações e consumidas por suas intermináveis guerras internas, e são incapazes de despertar para si algum sentimento genuinamente bom. Bons ventos e novos ares sempre afastam tempestades, e trazem a leveza de dias promissores e extasiantes, quando elevamos a compreensão ao nível da caridade, e ao fim das intrigas é o silêncio que prevalece, pois quando removemos pessoas erradas da nossa vida, os caminhos para as coisas certas se abrem. Quem não consegue entender ou interpretar os silêncios jamsis aceitará palavras, será perda de tempo e desgaste do sossego, o importante é se doar com inteireza aos propósitos do que acreditamos e praticamos de bom. Há quem use a bondade como fantasia para desfilar conveniências, no intuito de impressionar e manter aparências, há quem ornamente o pedestal da sua santidade com flores apodrecidas e não percebe que elas exalam o odor das falsidades. É preciso nos descobrirmos na espiritualidade fora do que é inescrupuloso e deixarmos de ser subservientes de nossos temores porque, de repente, quando quisermos acordar para a finitude da vida poderá ser tarde para mostrar sofrimentos vazios
John Pablo de La Mancha
Assim na terra como no Hell -parte II
A personificação do mal na face da Terra se chama ser humano que para se isentar da culpa dos erros praticados inventou o tal 'inimigo'.
Que na minha concepção nada mais é que o lado obscuro que habita o íntimo de todo o ser humano.
E que quando incitado sai, se exterioriza.
Então, melhor parar de jogar a culpa num ser criado por sua consciência afim de se eximir de suas culpas, seus erros.
Se você não vai assumir o fato jamais pratique o ato.
by Elmo Writter Oliver I
Todos somos capazes de praticar o bem e o mal. Poucos mostramos nossa verdadeira face para o mundo. Por medo de que o mundo a veja e comece a gritar.
Flor do inverno
Face leve ofuscada
Reconstrução demorada da estação
Demasia oculta do tempo
Instável notável ser
Ver cicatrizes notáveis
Onde há renascimento.
Se cada lágrima que rola em minha face tivesse o valor de um diamante, com certeza eu já teria ajuntado um grande tesouro.
A sapiência e a ignorância moram no mesmo lugar, pois até o erudito torna-se idiota em face a tudo que não conhece.
"Hoje, senti novamente aquela brisa quente, de verão, me açoitar a face.
Aquela brisa, que traz frescor à pele, mas o coração arde.
Aquela leve brisa, que me lembra o seu beijo, a cada fim de tarde.
Brisa leve me traz você aos pensamentos, mas a ventania, não me leva a sua saudade.
Se és tu, uma parte do meu eu, então sou só metade.
Eu tentei fazer-nos um só ser, não deu, faz parte.
Disse mil vezes ao meu eu, que é amor; ao mundo, que é só uma paixão; mas eu sei, é insanidade.
Fantasia, faz de conta, nada de realidade.
Queria seus cabelos sobre meu peito, o seu beijo em minha face.
Mas o desalento é cruel, e meu âmago é só saudade.
O culpado sou eu e minha leviandade.
Ou talvez, a culpada seja aquela brisa quente de verão, por te lembrar, ao me açoitar a face..."
"Chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia.
O céu, com sua face escura, fitava-me os olhos e rugia.
Os raios que rasgavam o céu, era como sua ida, que rasgara a minha alegria.
Cada relâmpago que eu vejo, me traz um lampejo do meu eu, embebido no seu beijo, ébrio de suas carícias.
Chovia, e aquela chuva me causava arrepios, e como a sua, deixava-me a pele fria.
Nem um raio de luz, o Sol, inspirado em ti, do meu eu se escondia.
A mim, não sorria.
As lágrimas do céu, por minha face, escorriam.
Ou eram as águas minhas?
De fato, eu não sabia.
Mas chovia.
E aquela enxurrada, que tudo arrastava, não levou você da minha vida.
Enquanto o céu, as nuvens, quiçá o próprio Deus, choravam a sua ida.
Eu, em um todo de prantos, de ti se despedia.
Um clarão no céu se abrira.
O Sol, ao meu eu, sorria.
Mas quem me lera, quem me ouvira, sabia.
Que em meu âmago, chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia..."
QUANTAS VEZES
O verso chega no vento
Acaricia nossa face
Faz estripulia
Bagunçado sentimento.
Outras vezes é suavidade
Junta versos faz poema
Pode surgir do silêncio
Só não surge da maldade.
O poema é a voz da alma
É corpo e coração
São palavras rabiscadas
Que brotam no coração.
E o verso vira poema
Surge, provoca
E jamais será problema.
Autoria Irá Rodrigues.
Tempo sem tempo -
A saudade é inocente
face a toda a desgraça
e a dor é permanente
quando a vida a abraça ...
Se tudo me foi vedado
porque fica, não mingúa
a lembrança, o passado
que traz passos de Lua?!
E o que sou porque sou
nem eu sei d'onde vem
onde vou porque vou
nem o sei eu também!
E se vos canto esta dor
é p'ra que fiquem sabendo
que na verdade o amor
traz um Tempo sem Tempo ...
A sinceridade na qual eu me prostro diante da sua face, realeza e poder. Por ser único Deus e Rei em todas as dimensões, extensões, limitações existentes nos mais diversos lugares revelados e os que também estão ocultos a nós meros e simples mortais; para o tempo que somente o Senhor guardou para manifestar.
Recebe a minha gratidão, louvor e intercessões que apresento diante de ti; por minha vida, por todos os que estão perto e longe, para alcançarem o que apresentaram a Ti em suas particularidades em secreto.
Segura nas mãos deste que se encontra triste, sem forças, desanimados, decepcionados e frustrados devido algumas coisas que sobrevieram pelos seus erros, escolhas ou decisões. Mas, sei que o Senhor é o único capaz de usar tudo o que parece não ter jeito e solução, para mostrar e manifestar a sua grandeza.
Por favor, Deus Pai inclina os seus ouvidos ao meu clamor, súplicas e as lágrimas que rolam em minha face com gemidos inexprimíveis que buscam tanger com todo amor e simplicidade o seu coração; para alcançar o seu favor imerecido no que apresento em seu altar.
Deus te pedirei através e no nome de Jesus Cristo, se possível for mostra e dá um sinal a cada um destes que confiam e buscam a Ti independente de onde se encontram, estejam e como possam se encontrar. Salva, cura, liberta; consola e conforta por amor ao seu nome, ainda que não mereçamos devido a nossa condição de pecador confesso.
Está é a minha petição que entrego como cheiro suave e agradável do melhor que tenho a te oferecer não apenas por mim, mas por cada um que leem e concordam para se cumprir a sua palavra, aonde ligarmos nos céus, obrigado mais uma vez por tudo e todas as coisas; hoje e sempre, amém.
Ricardo Baeta.
