Existencial
O vazio não é nada. O vazio é um tipo de existência. Você deve usar esse vazio existencial para se preencher.
O Brasil atravessa uma profunda crise existencial e moral. Nesse cenário, destaca-se a figura do padre Júlio Lancelotti, que vive, na prática, os princípios basilares do cristianismo. Aquele mesmo cristianismo anunciado por Jesus Cristo, que, ao “fazer-se carne e verbo”, ensinou que ser cristão é amar o próximo, respeitar o outro, inclusive — e sobretudo — em meio às diferenças e indiferenças.
Na sua filosofia, Jesus é claro ao afirmar: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Padre Júlio Lancelotti encarna esse ensinamento. Contudo, paradoxalmente, é atacado por setores do neopentecostalismo brasileiro, cujos líderes buscam reconhecimento monetário e prestígio social, em flagrante contradição com o pensamento de Cristo.
Esses pseudo-religiosos mercantilizam a fé, transformando-a em produto: vendem promessas em troca de dinheiro, ouro e poder. Esquecem que Jesus, ainda em vida, confrontou diretamente essa lógica ao expulsar os mercadores do templo. Quando afirmou que destruiria o templo e o reconstruiria em três dias, utilizou uma metáfora de sua vida, morte e ressurreição — mas também uma crítica direta à religião transformada em comércio.
O que se vê hoje no Brasil é justamente essa “igreja mercantil” que Jesus combateu. O neopentecostalismo tornou-se um câncer social ao se infiltrar na política, levando consigo preceitos ideológicos racistas, homofóbicos e misóginos, travestidos de moral cristã. Criou-se a falsa ideia de que ser de direita é ser cristão.
No entanto, se Jesus estivesse vivo hoje, estaria ao lado das prostitutas, dos marginalizados, dos excluídos — exatamente como fez há dois mil anos. Sob uma leitura anacrônica, Jesus estaria muito mais próximo da esquerda social do que dos políticos religiosos contemporâneos.
Se Cristo retornasse ao Brasil atual, muito provavelmente seria condenado, perseguido e morto novamente — desta vez, não pelos romanos, mas pelos próprios líderes religiosos que dizem falar em seu nome.
A escolha pelo veganismo não é apenas alimentar, mas existencial. É uma ruptura com a lógica da dominação.
A liberdade não é passível de mensuração, pois seu mero conceito existencial extirpar-se-a a si próprio.
A Compulsividade existencial nos limita apenas onde iremos depositá-la, escolhendo qual será a fonte de sua dopamina diária.
A filosofia nasce da decepção e do vazio existencial-O que permite buscar o sentido da Vida-Justamente por isso, os de carreira destacada e estabilidade fácil, raríssimas vezes são pensadores!
O niilismo não é uma filosofia profunda. É desistência intelectualizada, preguiça existencial com nome chique.
O niilismo é a ideologia dos eternamente adolescentes que confundem desespero existencial com sabedoria e apatia com iluminação.
Existe um niilismo religioso existencial. Alguns religiosos podem simultaneamente ser niilistas ao acreditar que a vida neste mundo seja vazia enquanto apenas esperam por uma vida após a morte que não sabem se será melhor. Eles acreditam que divindades existem, enquanto também acreditam que as divindades não têm propósito nenhum para com humanidade, como se a humanidade fosse apenas um tipo de brinquedo divino.
A irracionalidade existencial do ser humano ( considerado o único animal racional)
evidencia-se diante da racionalidade de sobrevivência dos demais animais...
A irracionalidade existencial do ser humano,
aquele que insiste em se autoproclamar
o único animal racional,
salta aos olhos quando comparada
à racionalidade instintiva de sobrevivência
que guia todos os outros animais.
Eles vivem com sabedoria.
Nós, frequentemente, apenas nos contradizemos...
✍©️@MiriamDaCosta
O vácuo existencial é a área de segurança que o Divino insiste em demarcar para provar que toda outra plenitude é apenas uma ilusão temporária.
